Os eleitores de Jaraguá do Sul terão transporte coletivo urbano gratuito no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições. A medida foi anunciada pela Prefeitura, por meio da Diretoria de Trânsito e Transporte da Secretaria de Planejamento e Urbanismo. A operação seguirá a tabela de horários de domingo, com reforço nas linhas e nos horários de maior demanda para facilitar o deslocamento dos eleitores aos locais de votação. A gratuidade atende à Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a oferta gratuita do transporte coletivo urbano e intermunicipal durante o primeiro turno, em 4 de outubro, e também em eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro. As linhas que atendem localidades rurais e áreas mais afastadas também estarão em operação: Os horários seguirão a programação regular de domingos, com viagens extras nos períodos de maior movimento. A tabela completa de horários e itinerários pode ser consultada no site da concessionária Senhora dos Campos.
Eleições 2026: Justiça Eleitoral orienta eleitores a atualizar o e-Título antes da votação
Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 deve conferir a versão instalada no celular antes de ir às urnas. A Justiça Eleitoral orienta que, mesmo para quem já utiliza o aplicativo há algum tempo, seja feita a atualização ou a reemissão da ferramenta para garantir acesso aos serviços disponíveis na versão mais recente. A recomendação é que o procedimento seja realizado com antecedência, evitando deixar a atualização para os dias de votação. A nova versão do e-Título concentra diferentes serviços da Justiça Eleitoral em um único aplicativo. Entre as opções estão o acompanhamento de solicitações feitas pelo Título Net, a emissão de certidão de filiação partidária e a geração de código de autenticação para acesso a sistemas parceiros. O aplicativo também permite quitar débitos eleitorais por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro. Outra funcionalidade disponível é o módulo Boletim na Mão, além da possibilidade de verificar a autenticidade de documentos utilizando QR Code. O e-Título também pode ser utilizado para consultar o local de votação, emitir certidões eleitorais, justificar ausência às urnas e verificar eventuais débitos com a Justiça Eleitoral. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado ou atualizado nas lojas oficiais de celulares Android e iOS. O primeiro turno das Eleições 2026 acontece no dia 4 de outubro. Onde houver segundo turno, a votação será realizada em 25 de outubro. Para quem pretende apresentar o e-Título no dia da eleição, a orientação é simples: confira agora se o aplicativo está atualizado e se os dados estão funcionando corretamente, evitando problemas de última hora.
Golpes financeiros deixam milhões de brasileiros com prejuízo mesmo após tentativa de ressarcimento
Recuperar o dinheiro depois de cair em um golpe financeiro está longe de ser uma garantia para o consumidor. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), do SPC Brasil e da Offerwise mostra que 31% dos consumidores sofreram algum tipo de fraude financeira nos últimos 12 meses. Nas capitais brasileiras, o percentual representa aproximadamente 11,6 milhões de vítimas — cerca de 2,5 milhões a mais do que o registrado no levantamento anterior. Entre as pessoas que sofreram golpes, 63% conseguiram recuperar pelo menos parte do dinheiro perdido. O ressarcimento, porém, nem sempre foi completo. Em 23% dos casos, as vítimas recuperaram apenas uma parte do valor. Outros 19% conseguiram recuperar todo o dinheiro e ainda receberam algum tipo de compensação por danos morais. Por outro lado, 28% não receberam qualquer ressarcimento e permaneceram com todo o prejuízo causado pela fraude. O problema também não termina necessariamente quando algum dinheiro é devolvido. As vítimas podem continuar enfrentando cobranças indevidas, bloqueios de contas, comprometimento do limite do cartão, dívidas contraídas por terceiros e dificuldades para provar que determinada movimentação financeira não foi realizada por elas. A tentativa de resolver o problema também pode ser demorada. Segundo a pesquisa, 88% das vítimas procuraram alguma forma de solucionar o caso. A negociação diretamente com a instituição envolvida foi o caminho mais citado, por 31% dos entrevistados. O registro de boletim de ocorrência e o contato com operadoras também aparecem entre as medidas adotadas. Mais da metade das vítimas, 51%, buscou ainda algum tipo de ajuda profissional, como advogados ou empresas especializadas em recuperação de valores. Entre esse grupo, apenas 28% afirmaram ter conseguido resolver definitivamente o problema, enquanto 10% ainda estavam tentando encontrar uma solução. Os dados mostram que a rapidez na comunicação da fraude pode fazer diferença. Bloqueio imediato de transações, contestação de operações, utilização de canais oficiais e registro da ocorrência estão entre as medidas que podem ajudar a limitar os prejuízos. Para o consumidor, outro cuidado importante é guardar comprovantes, protocolos de atendimento, mensagens, registros das transações e demais documentos relacionados ao golpe. Essas informações podem ser necessárias durante a contestação e em eventuais procedimentos administrativos ou judiciais. O levantamento também chama atenção para o papel das empresas. A resposta oferecida depois de uma fraude pode influenciar a relação do consumidor com bancos, plataformas de pagamento, lojas e outros serviços. Atendimento acessível, informações claras e procedimentos definidos para contestação são apontados como elementos importantes para reduzir os impactos após uma ocorrência. Em um cenário de crescimento das fraudes financeiras, o prejuízo não está apenas no dinheiro perdido. Para muitas vítimas, o golpe também significa semanas ou meses tentando bloquear operações, contestar cobranças e recuperar valores que nem sempre retornam integralmente.
Baixa vacinação entre gestantes preocupa e reforça alerta para proteção de mães e bebês
A vacinação durante a gravidez ainda está abaixo da meta para alguns dos principais imunizantes oferecidos pelo SUS. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, apenas 55% das gestantes receberam a vacina contra a Covid-19 e 63% foram imunizadas contra a influenza nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. A meta estabelecida para os dois imunizantes é de 90%. Os dados preliminares de 2026 apontam melhora na cobertura contra a gripe, que chegou a 76%, mas a vacinação contra a Covid-19 permanece em 55%. A baixa cobertura preocupa porque gestantes e puérperas estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves de infecções respiratórias. Entre 2023 e o início de agosto de 2026, pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após infecção por influenza. Dessas, 25 morreram, sendo sete somente em 2026. No mesmo período, a Covid-19 provocou pelo menos 205 casos graves nesse público, com 21 mortes. Durante os três primeiros anos da pandemia, entre 2020 e 2022, foram registrados 3.547 casos de SRAG por Covid-19 em gestantes ou puérperas, com 811 mortes. A vacinação ajudou a reduzir de forma significativa a gravidade das doenças. Estudos citados pela Agência Brasil apontam que, depois do início da imunização de gestantes e puérperas, a taxa mensal de casos de SRAG caiu para cerca de um terço do patamar anterior, enquanto a mortalidade ficou quase cinco vezes menor. Mesmo com a redução, influenza e Covid-19 continuam representando parcela importante dos casos graves entre gestantes e puérperas. Em 2026, as duas doenças juntas correspondem a quase 30% dos casos de SRAG registrados nesse grupo e a mais da metade das mortes. O calendário do Ministério da Saúde prevê atualmente vacinação contra hepatite B, dT, influenza e Covid-19 durante a gestação. A dTpa deve ser aplicada a partir da 20ª semana, em cada gestação, enquanto a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) é indicada a partir da 28ª semana. A vacina contra febre amarela pode ser indicada em situações específicas, conforme avaliação do serviço de saúde. Além de proteger a mãe, a imunização durante a gravidez também ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Anticorpos produzidos pela mãe podem atravessar a placenta e oferecer proteção ao recém-nascido, justamente em uma fase em que algumas vacinas ainda não podem ser aplicadas diretamente na criança. A vacinação contra o VSR, por exemplo, é realizada a partir da 28ª semana e tem como objetivo proteger o bebê contra bronquiolite, pneumonia e outras complicações nos primeiros meses de vida. O Ministério da Saúde informa que o imunizante pode ser aplicado no mesmo atendimento que outras vacinas indicadas para gestantes. A coqueluche também mostra a importância da imunização materna. A cobertura da dTpa entre gestantes passou de 34% em 2016 para 94% em 2025. Em 2026, os dados preliminares apontam 88%. O avanço da vacinação acompanha a redução dos casos de coqueluche no país. Foram 7.747 casos confirmados em 2024, 2.744 em 2025 e 401 até 10 de setembro de 2026. Entre os 11 óbitos registrados neste ano, nove ocorreram em bebês com menos de um ano, sendo oito com menos de seis meses. A orientação do Ministério da Saúde é que a situação vacinal seja conferida já na primeira consulta do pré-natal. O calendário nacional destaca que manter as vacinas atualizadas durante a gravidez contribui para a proteção da mãe e do bebê. Por isso, a caderneta de vacinação deve fazer parte do acompanhamento do pré-natal. Em caso de dúvida sobre doses, atrasos ou indicação de algum imunizante, a recomendação é procurar a unidade de saúde responsável pelo atendimento e atualizar o esquema conforme a orientação da equipe. Por: Renato Santos Imagem: reprodução
Pix registra queda de 10% nas transações após MP que proibiu bets
O número de transações realizadas pelo Pix caiu 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória que proibiu as apostas esportivas online, as chamadas bets. Entre sábado (26) e segunda-feira (28), foram contabilizadas 608,6 milhões de operações pelo sistema de pagamentos instantâneos. Os dados são do Banco Central e consideram as operações liquidadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). Na comparação com a média registrada nos quatro finais de semana anteriores, houve redução nos três dias analisados. No sábado, foram 229,6 milhões de transações, queda de 11%. No domingo, o movimento chegou a 165,9 milhões, recuo de 12%. Já na segunda-feira, foram 213 milhões de operações, uma redução de 7,4%. Apesar da proximidade entre a publicação da medida e a redução nas movimentações, os dados não permitem afirmar que uma situação tenha sido causada pela outra. O próprio levantamento não estabelece relação direta entre a MP e a queda no uso do Pix, já que outros fatores podem influenciar o volume de pagamentos realizados em determinados períodos. Também houve redução no valor movimentado. Nos três dias, o Pix registrou R$ 183,58 bilhões em operações, 15,5% abaixo do valor registrado nos mesmos dias da semana anterior. No sábado, foram movimentados R$ 33,23 bilhões, queda de 10%. No domingo, o volume chegou a R$ 18,87 bilhões, recuo de 20,6%. Na segunda-feira, foram R$ 131,48 bilhões, uma redução de 16%. A medida provisória foi publicada na sexta-feira (25) e determinou o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas esportivas online. O Banco Central foi questionado sobre uma possível relação entre a queda nas transações e a publicação da MP, mas não informou se os dois acontecimentos estão diretamente relacionados. Os números divulgados pelo BC representam a quantidade e o valor das operações processadas pelo Pix, e não indicam, isoladamente, quanto dinheiro deixou de ser movimentado especificamente no setor de apostas. Imagem: Bruno Peres / Agência Brasil
TSE informa que 90% das urnas eletrônicas já estão prontas para as Eleições 2026
A Justiça Eleitoral entrou na reta final para as Eleições 2026 com 90% das urnas eletrônicas já preparadas para serem utilizadas no próximo domingo (4), quando acontece o primeiro turno da votação em todo o país. A informação foi divulgada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, durante a sessão de julgamentos desta terça-feira (29). Segundo ele, a organização das eleições enfrentou desafios logísticos e também situações relacionadas às condições climáticas em diferentes regiões brasileiras. Para acompanhar possíveis impactos do tempo durante a votação, o TSE criou uma sala de situação climática. A estrutura terá a função de auxiliar os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na prevenção e na resposta a problemas que possam afetar o funcionamento das seções eleitorais. Entre os pontos de atenção estão municípios da Região Norte, onde a seca pode comprometer o transporte por rios, e cidades do Rio Grande do Sul que enfrentam períodos de chuva intensa e podem precisar alterar locais de votação. De acordo com o presidente do TSE, em áreas onde os rios são utilizados como principal via de acesso, a redução do nível da água pode exigir apoio das Forças Armadas para garantir a instalação das seções eleitorais. No primeiro turno, mais de 158 milhões de eleitores estarão aptos a votar para deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente da República. O segundo turno está previsto para 25 de outubro e poderá ocorrer nas disputas para presidente e governador. A nova votação acontece quando nenhum candidato alcança mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, desconsiderando os votos brancos e nulos. Em Santa Catarina, a votação também será acompanhada pela Justiça Eleitoral dentro do planejamento nacional, com atenção às condições de transporte, logística e funcionamento das seções no dia da eleição. Imagem: Agência Brasil
Procon fiscaliza 276 postos e autua 219 em monitoramento de combustíveis em SC
Mais de 200 postos de combustíveis já foram autuados em Santa Catarina durante uma operação permanente de fiscalização dos preços e da qualidade dos produtos vendidos aos consumidores. Desde fevereiro, o Procon/SC intensificou o monitoramento por meio do Programa Aequus, criado para acompanhar o comportamento dos preços diante do cenário internacional do petróleo. Até agora, 276 postos foram fiscalizados em 165 municípios catarinenses. Desse total, 219 acabaram autuados durante as ações realizadas pelas equipes do órgão. O trabalho busca identificar situações que possam indicar aumentos de preços sem justificativa e verificar se os estabelecimentos estão cumprindo as regras previstas na legislação de defesa do consumidor. Durante as fiscalizações, os postos precisam apresentar notas fiscais e outros documentos obrigatórios, que são analisados pelas equipes técnicas. O Programa Aequus acompanha diferentes tipos de combustíveis e fontes de energia, incluindo gasolina, etanol, diesel, GLP, GNV e recarga para veículos elétricos. A proposta é manter um acompanhamento contínuo do mercado, permitindo que eventuais alterações nos preços sejam identificadas e analisadas pelo órgão de defesa do consumidor. Além dos valores cobrados nas bombas, a fiscalização também verifica a qualidade dos combustíveis. Amostras são coletadas nos postos e encaminhadas para análise laboratorial, com o objetivo de verificar se os produtos comercializados atendem aos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes. Segundo o Procon/SC, a fiscalização tem duas frentes principais: acompanhar o preço pago pelo consumidor e verificar a qualidade do combustível que chega ao tanque dos veículos. O consumidor que identificar preços ou práticas que considere irregulares pode procurar o Procon/SC para registrar uma denúncia ou solicitar orientação. As denúncias podem ajudar o órgão a identificar estabelecimentos ou situações que necessitem de fiscalização. O atendimento é feito pelo Disque 151 e também pelo Zap Denúncias, no número (48) 3665-9057.
Justiça condena homens acusados de abuso sexual contra pessoas surdas em Jaraguá do Sul
Os dois homens acusados de cometerem abusos sexuais contra crianças e adolescentes surdos, foram condenados pela Justiça. Os dois viviam em relação homoafetiva. Um dos réus recebeu a pena de 29 anos e 8 meses de reclusão, enquanto o outro foi sentenciado a 24 anos e 10 meses. Embora a decisão judicial ainda admita recursos, ambos continuam detidos em regime fechado. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, revelou que os crimes se estenderam por cerca de nove anos. Um dos condenados também atuava como professor de Libras, e seu companheiro — ambos também deficientes auditivos — utilizavam dinheiro para atrair as vítimas e recorriam a intimidações para evitar denúncias. Um dos relatos colhidos aponta que os abusos contra uma das vítimas tiveram início quando ela tinha menos de 14 anos. Ao todo, pelo menos cinco vítimas foram formalmente identificadas ao longo do processo. Presos preventivamente em abril, os dois homens tiveram a detenção mantida após a audiência de custódia e permaneceram encarcerados durante todo o decorrer da ação penal. Durante as oitivas policiais, um dos suspeitos admitiu a autoria dos abusos. OFATO Os então suspeitos, foram presos por envolvimento em uma série de abusos sexuais contra pessoas surdas em Jaraguá do Sul. O delegado Augusto Brandão, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, informou que a investigação teve início após uma requisição do Ministério Público, motivada por denúncias envolvendo os suspeitos. Segundo ele, o trabalho policial avançou de forma cautelosa, principalmente devido ao receio das vítimas em relatar os crimes. Até então, cinco vítimas haviam sido identificadas, sendo que quatro já prestaram depoimento formal. Conforme detalhado pelo delegado em vídeo divulgado pela Polícia Civil, os relatos apontam que os abusos teriam começado há cerca de nove anos e ocorreram em diferentes locais. As investigações indicavamm que os suspeitos utilizavam ameaças, chantagens emocionais e até oferta de dinheiro como forma de silenciar as vítimas. Ainda segundo Brandão, parte delas apresentava maior vulnerabilidade, inclusive por dificuldades de comunicação, e frequentava a associação com o objetivo de aprender Língua Brasileira de Sinais (Libras).
El Niño é classificado como muito forte e aumenta alerta para chuva e temporais em SC
Santa Catarina entra na primavera sob influência de um El Niño classificado como de intensidade muito forte. A Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram consolidaram a avaliação nesta terça-feira (29), durante o 246º Fórum Climático Catarinense, após as águas do Oceano Pacífico Equatorial registrarem uma anomalia de 2,2°C. O valor supera o limite de 2°C utilizado para caracterizar um El Niño muito forte e aumenta a atenção dos órgãos meteorológicos para os próximos meses. Com a chegada da primavera, período em que os efeitos do fenômeno costumam ficar mais evidentes em Santa Catarina, a previsão aponta para maior frequência de sistemas de chuva e temporais. A expectativa é de volumes de precipitação acima da média em diferentes regiões do Estado, principalmente em outubro e novembro. O cenário também favorece episódios de chuva intensa acompanhada de vendavais, raios e granizo. De acordo com os técnicos, o comportamento observado no Pacífico está alinhado às projeções da NOAA, órgão norte-americano responsável pelo monitoramento climático. Na atualização divulgada em setembro, a instituição apontou que o El Niño segue em fortalecimento e indicou probabilidade superior a 90% de que o fenômeno alcance intensidade muito forte durante a primavera e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul. Para a meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Nicolle Reis, os dados atuais já sustentam a classificação adotada pelos órgãos catarinenses. A especialista explica que a categoria muito forte é associada a anomalias de temperatura da superfície do mar iguais ou superiores a 2°C, marca que chegou a 2,2°C na última semana. A primavera começou em 22 de setembro e segue até 21 de dezembro. Além da influência do El Niño, a própria estação já apresenta características que favorecem a ocorrência de temporais em Santa Catarina. Com a combinação dos fatores, aumenta a possibilidade de eventos de chuva volumosa, vendavais e granizo. O cenário também eleva a atenção para os impactos provocados pelo excesso de chuva, como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos. A população deve acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil, principalmente durante períodos de mudança rápida nas condições do tempo. Em dias de chuva intensa, a orientação é evitar áreas alagadas e não atravessar rios, córregos, pontes ou pontilhões que estejam cobertos pela água. Crianças devem permanecer afastadas de rios e ribeirões durante episódios de chuva forte. Em áreas de encosta, sinais como rachaduras em paredes e muros, movimentação de terra, inclinação de árvores ou postes e aparecimento de rochas podem indicar risco de deslizamento. Nesses casos, a recomendação é deixar o local e procurar um ponto seguro. Durante temporais com raios, vento forte ou granizo, a orientação é buscar abrigo em uma construção segura e permanecer distante de árvores, postes, placas e estruturas que possam cair. Quem estiver na praia deve sair imediatamente da água e procurar proteção. A Defesa Civil mantém o monitoramento das condições meteorológicas e recomenda que a população acompanhe os avisos oficiais ao longo dos próximos meses. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para receber alertas por SMS, basta enviar o CEP para o número 40199.
China começa a cobrar sobretaxa de 55% sobre carne bovina brasileira acima da cota; entenda o impacto para o consumidor brasileiro
A China vai aplicar, a partir desta quinta-feira (1º), uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina brasileira que ultrapassarem a cota estabelecida para o país. O limite anual, de cerca de 1,1 milhão de toneladas, foi atingido pelo Brasil nesta semana, segundo o Ministério do Comércio chinês. A sobretaxa será acrescentada à tarifa de importação de 12% já existente. Com isso, os embarques que excederem a cota estarão sujeitos a uma carga tarifária total de 67%. A medida faz parte de uma política adotada por Pequim para proteger o setor pecuário chinês diante do aumento das importações de carne bovina. A salvaguarda vale para fornecedores de diferentes países, não apenas para o Brasil. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e a China é um dos principais destinos do produto brasileiro. Por isso, o esgotamento da cota aumenta a pressão sobre frigoríficos e exportadores que pretendem manter o ritmo de embarques para o mercado chinês. O governo brasileiro tenta encontrar alternativas para ampliar o volume destinado à China. Entre as possibilidades discutidas está o aproveitamento de cotas não utilizadas por outros países, como o Uruguai. No entanto, segundo informações do setor citadas na mídia internacional, Pequim ainda não autorizou o Brasil a utilizar esses volumes. O governo chinês também deverá decidir, até o fim do ano, como ficará o sistema de cotas para 2027. A definição será importante para frigoríficos e produtores brasileiros que dependem do mercado chinês. A regra não significa que toda a carne brasileira enviada à China passará a pagar 55% de sobretaxa. A tarifa adicional é aplicada somente às importações que excederem o limite estabelecido para o Brasil. Dentro da cota, permanece a tarifa de importação de 12%. A mudança ocorre em um momento de forte dependência do mercado chinês para as exportações brasileiras de carne bovina. Segundo estimativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as exportações totais brasileiras podem recuar 10% em 2026 na comparação com o ano anterior, em meio às restrições impostas pela China e por outros mercados. COMO FICA O CONSUMIDOR BRASILEIRO? Para o consumidor brasileiro, porém, essa cobrança não aparece diretamente no supermercado. A sobretaxa é paga na entrada do produto na China. O possível impacto no Brasil ocorre porque parte da carne que seria exportada para o mercado chinês poderá precisar encontrar outros destinos. Uma das possibilidades é justamente o aumento da oferta no mercado interno. Se frigoríficos direcionarem uma parcela maior da produção para o Brasil, a maior disponibilidade de carne pode pressionar os preços para baixo e abrir espaço para promoções em determinados cortes. Mas o movimento contrário também é possível. Caso os frigoríficos reduzam a produção diante das dificuldades para exportar, a oferta interna pode diminuir. Nesse cenário, a pressão sobre os preços pode ser de alta. Além disso, o Brasil pode tentar redirecionar a produção para outros mercados internacionais. Quanto maior for a capacidade de absorção desses compradores, menor tende a ser a quantidade de carne que permanece no mercado brasileiro. Por isso, a sobretaxa chinesa não significa que a carne ficará automaticamente mais barata ou mais cara no Brasil. O efeito sobre o consumidor dependerá principalmente de como frigoríficos, produtores e exportadores vão reorganizar as vendas nos próximos meses. Outro ponto importante é que os 55% não representam um aumento de 55% no preço da carne para o brasileiro. A cobrança é uma tarifa de importação aplicada pela China ao produto que exceder a cota. O consumidor brasileiro não paga esse imposto. A China é um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e qualquer mudança relevante nesse fluxo pode alterar a dinâmica de oferta, exportação e preços no mercado nacional. Para quem está no supermercado ou no açougue, portanto, o principal indicador a acompanhar será o comportamento da oferta de carne no mercado brasileiro. Se mais produto ficar no país, pode haver pressão de baixa em alguns períodos. Se a produção for reduzida ou a maior parte for direcionada para outros mercados, o impacto pode ser diferente. A sobretaxa chinesa, neste momento, abre uma nova disputa no mercado internacional da carne e pode acabar chegando ao bolso do consumidor brasileiro de forma indireta. Por: Renato Santos Imagem: Reprodução