A equipe de taekwondo de Jaraguá do Sul participou, entre os dias 24 e 27 de setembro, do Brasil Open Internacional G2, realizado em Londrina, no Paraná. A competição reuniu atletas de aproximadamente 30 países e contou com alguns dos principais nomes da modalidade no cenário mundial. O Brasil terminou como campeão geral do torneio. Representando Jaraguá do Sul, os atletas participaram das categorias cadete, juvenil e adulto, sob o comando dos técnicos Helton Gledson Berthi e Alessandra Trevisan. Entre os destaques da equipe jaraguaense esteve Kauã Luiz Prim, que conquistou a medalha de prata na categoria cadete até 49 quilos. Já Laiz Fernanda Verdin Camargo terminou a disputa juvenil na terceira colocação. Na categoria adulto até 74 quilos, Hector Andreghetoni Berthi avançou até a segunda luta, quando acabou derrotado pelo atleta que posteriormente conquistou o vice-campeonato mundial e possui medalha olímpica. “Foi uma competição muito difícil, pois estavam os melhores atletas do mundo”, avaliou o técnico Helton Berthi. A equipe também garantiu outros resultados expressivos. Vitória Pereira Rocha ficou com a medalha de prata no juvenil até 59 quilos, enquanto Isabelle Maestri Dalapria terminou na terceira colocação no adulto até 62 quilos. Segundo a treinadora Alessandra Trevisan, o desempenho de Vitória teve um grau elevado de dificuldade, já que a atleta perdeu apenas para a titular da Seleção Brasileira. “Foi um evento muito forte, com atletas campeões mundiais, e ainda conseguimos trazer bons resultados para Jaraguá do Sul”, destacou a técnica. A participação no Brasil Open Internacional G2 reforça o trabalho desenvolvido pelo taekwondo jaraguaense, que vem buscando espaço em competições de alto nível nacional e internacional.
Carga tributária é apontada como principal desafio do comércio em Santa Catarina, diz Fecomércio
A elevada carga tributária passou a ser o principal obstáculo para o desenvolvimento do comércio de bens, serviços e turismo em Santa Catarina. É o que revela a Carta do Comércio 2026, elaborada pela Fecomércio SC com base na opinião de 483 empresários do setor terciário. Segundo o levantamento, os tributos receberam nota 9,1, em uma escala de 0 a 10, em que 10 representa o maior nível de dificuldade para as empresas. O tema superou preocupações que lideravam a pesquisa em 2022, como a inflação e o poder de compra da população. No Índice de Dificuldade Empresarial (IDE), o desenvolvimento econômico aparece como o principal macrotema, com nota 8,11. Na sequência estão trabalho e qualificação (7,56), tecnologia e digital (7,52), empreendedorismo (7,17), comércio exterior (7), desenvolvimento regional e sustentabilidade (6,85) e segurança e ilegalidade (6,85). De acordo com o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a preocupação do empresariado é agravada pelas incertezas em torno da reforma tributária, além do alto custo do crédito, da instabilidade econômica e da insegurança jurídica. Ele também cita que discussões sobre mudanças na escala de trabalho 6×1, em período eleitoral, acabam gerando insegurança para o setor e influenciando decisões de investimento, contratação e geração de empregos. Outro ponto destacado pela entidade é o aumento da concorrência com marketplaces internacionais após mudanças na tributação das compras do exterior, cenário que, segundo a Fecomércio, amplia a desigualdade competitiva em relação aos comerciantes brasileiros. Educação é a principal prioridade Quando questionados sobre as áreas que devem receber maior atenção das políticas públicas, os empresários apontaram a educação como prioridade, com 26% das respostas. Em seguida aparecem saúde (22,4%) e segurança pública (19,6%). Juntas, as três áreas concentram 68% das indicações. Infraestrutura e saneamento básico também figuram entre as principais demandas apresentadas pelo setor. Além da Carta do Comércio, a Fecomércio participou da elaboração do documento Vai Turismo Santa Catarina, que reúne propostas para fortalecer o turismo catarinense por meio de investimentos em infraestrutura, inovação, acessibilidade, sustentabilidade, segurança, mobilidade e tecnologia, além de ações voltadas à gestão de riscos climáticos e ao fortalecimento da competitividade dos destinos turísticos do Estado. Por: Renato Santos Imagem: reprodução
Telefone da Ouvidoria do SUS de Jaraguá do Sul apresenta instabilidade; veja canais alternativos
A Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul informou que o telefone 0800 642 0136 da Ouvidoria do SUS está apresentando instabilidades. Enquanto o problema não é resolvido, a população pode utilizar outros meios para registrar manifestações, solicitações, reclamações, sugestões ou elogios. O atendimento continua disponível pelos seguintes canais: A Prefeitura orienta que os usuários utilizem esses canais até que o atendimento pelo telefone 0800 seja normalizado.
Venda de camarotes para a 36ª Schützenfest começa neste domingo
A venda on-line dos camarotes para a 36ª Schützenfest terá início à meia-noite deste domingo (4). O anúncio foi feito pela Comissão Central Organizadora (CCO) e pelo Comitê Gestor da festa. Os espaços poderão ser adquiridos exclusivamente pelo site ElevenTickets, que disponibiliza um mapa interativo com os camarotes disponíveis. Ao todo, serão oferecidos 12 camarotes, com capacidade para 30 e 40 pessoas. Os espaços para 30 pessoas custam R$ 4.500 por noite, enquanto os camarotes para 40 pessoas serão vendidos por R$ 6.000 a diária. Os camarotes estarão disponíveis para os dias 13, 14, 19, 20 e 21 de novembro, durante a programação da Schützenfest. Após a compra, o responsável deverá apresentar o voucher para retirar as pulseiras de acesso e receber as orientações sobre a utilização do espaço. Mais informações sobre a retirada das pulseiras podem ser obtidas pelo WhatsApp (47) 3270-4313, exclusivamente por mensagens.
Pix por aproximação deixa de ter limite fixo de R$ 500 por transação
O Pix por aproximação ganhou novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o limite específico de R$ 500 por operação e passou a permitir que cada cliente tenha valores definidos de acordo com as configurações de segurança da própria conta. Na prática, isso significa que pagamentos acima de R$ 500 poderão ser realizados por aproximação, desde que estejam dentro do limite autorizado pelo banco. O cliente também poderá solicitar pelo aplicativo o aumento ou a redução desse valor. A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746 e também se aplica a outras operações, como pagamentos por Código QR, chaves de acesso e transações iniciadas pelo Open Finance. Como fica para o cliente O fim do teto de R$ 500 não significa que o Pix por aproximação ficará sem limite. Cada instituição financeira continuará aplicando mecanismos de segurança e poderá estabelecer valores de acordo com o perfil e as configurações da conta. O gerenciamento deverá ser disponibilizado no aplicativo do banco. O cliente poderá acessar a área de configurações do Pix, localizar os limites da modalidade e solicitar a alteração, seguindo as etapas de autenticação exigidas. Assim, uma pessoa poderá, por exemplo, realizar um pagamento de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, caso o limite autorizado para sua conta permita. A modalidade utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar os dados da operação. Atenção antes de aproximar o celular Com a possibilidade de pagamentos maiores, o Banco Central mantém as orientações de segurança para evitar golpes e movimentações indevidas. Antes de concluir uma operação, o consumidor deve conferir o valor cobrado, verificar o estabelecimento, manter o celular protegido por senha ou biometria e acompanhar as notificações das transações. Também é recomendável revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco. O Pix por aproximação está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser utilizado por meio de aplicativos bancários e carteiras digitais compatíveis. Apesar do crescimento, a modalidade ainda representa uma pequena parcela das operações do Pix. Em agosto, foram cerca de 2 milhões de transações por aproximação, enquanto o sistema como um todo registrou aproximadamente 8,11 bilhões de operações.
Violência política registra 354 casos em período pré-eleitoral no Brasil
Um levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global aponta 354 episódios de violência política registrados entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026. A média equivale a um caso a cada 44 horas. Segundo o estudo, esse foi o período pré-eleitoral mais grave da década. A maior parte dos episódios, 96,3%, teve como alvo pessoas que ocupavam cargos eletivos. A violência atingiu de forma significativa as mulheres. Elas foram vítimas em 50,6% dos casos, embora representem cerca de 18% das cadeiras legislativas do país. Os tipos de agressão também apresentam diferenças. Homens foram alvo em 77,2% dos episódios de violência física, que incluem agressões, atentados e assassinatos. Já as mulheres representaram 58,3% das vítimas de violência simbólica, como ameaças e ofensas. O levantamento registrou ainda 31 ameaças de violência sexual e 67 episódios envolvendo comentários de conotação sexual ou relacionados ao corpo e à aparência. Em todos esses casos, as vítimas eram mulheres. Violência concentra-se nos municípios A política municipal concentrou pelo menos 63% dos episódios registrados. Vereadores e vereadoras aparecem como as principais vítimas, com 176 casos, o equivalente a 49,6% do total. Dos 28 episódios com intenção de matar identificados pela pesquisa, 24 ocorreram contra políticos que atuam nos municípios. Entre eles estão 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados no período. A violência também atingiu de maneira desproporcional mulheres pretas. Entre as 179 mulheres vítimas, 64 eram pretas. Entre os homens, foram registrados 20 casos envolvendo pessoas pretas. Outro dado destacado pelo estudo é a repetição dos ataques. Das 32 pessoas que sofreram episódios de violência mais de uma vez, 23 eram mulheres. Baixa punição Apesar de 300 episódios, ou 84,5% do total, terem sido denunciados formal ou publicamente, apenas 46 casos, cerca de 13%, tinham apuração judicial ou policial em andamento. Somente nove episódios, 2,5% do total, resultaram em punição efetiva dos responsáveis. O levantamento também aponta que, em 18,1% dos casos, o agressor era uma pessoa que ocupava mandato eletivo ou cargo público. Policiais e outros agentes do Estado aparecem como responsáveis em 29,9% dos episódios. As organizações responsáveis pela pesquisa alertam que a violência política pode intimidar novas candidaturas e dificultar a participação de grupos historicamente menos representados nos espaços de poder. Em 2025, ano sem eleições, foram registrados 225 casos. Os dados referentes à violência política durante a campanha eleitoral de primeiro turno de 2026 devem ser divulgados pelas entidades na próxima semana.
Aplicativo do TSE permite acompanhar apuração em tempo real; RBN terá cobertura especial das Eleições 2026
A Justiça Eleitoral já disponibilizou a nova versão do aplicativo Resultados, que permitirá aos eleitores acompanhar, em tempo real, a apuração dos votos nas Eleições 2026. A ferramenta está disponível gratuitamente para celulares Android e iOS e também conta com uma versão pelo portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O aplicativo reúne informações da totalização dos votos em todo o país, por estado, município ou zona eleitoral. Os dados são atualizados conforme os Boletins de Urna são recebidos e processados pela Justiça Eleitoral. Além da apuração, a plataforma permite consultar votos por cargo e candidato, número de seções totalizadas, comparecimento do eleitorado e, ao fim da contagem, os resultados finais, percentuais de votação e os candidatos eleitos ou classificados para eventual segundo turno. Outra opção para conferir a votação é o aplicativo Boletim na Mão, integrado ao e-Título, que permite a leitura do QR Code impresso no Boletim de Urna e a comparação dos dados da seção eleitoral com os resultados divulgados pelo TSE. RBN terá cobertura especial das eleições A Rádio RBN FM 94,3 prepara uma cobertura especial para as Eleições 2026, com informação ao vivo desde as primeiras horas do domingo (4). A programação terá foco na movimentação dos eleitores, prestação de serviço, informações oficiais e acompanhamento da apuração, levando aos ouvintes os principais acontecimentos de Santa Catarina, do Vale do Itapocu e do Norte do Estado. A cobertura começa às 7 horas, antes da abertura das urnas, com a equipe da emissora mobilizada para acompanhar toda a movimentação do dia de votação. Ao longo da manhã e da tarde, serão divulgadas orientações aos eleitores, informações oficiais da Justiça Eleitoral e os principais fatos registrados na região. A partir das 16 horas, a programação entra na reta final da votação e, logo após o fechamento das urnas, às 17 horas, a RBN acompanhará a apuração voto a voto, com atualização dos números oficiais e repercussão dos resultados. A cobertura contará com os jornalistas Roni Oliveira, Renato Santos, Gisela Marodim e João Carlos Junior, com transmissão pela RBN 94,3 FM, internet e redes sociais da emissora. Mais de 5,7 milhões de eleitores em Santa Catarina Santa Catarina tem 5.725.753 eleitores aptos a votar no primeiro turno, segundo a Justiça Eleitoral. As mulheres representam 52,26% do eleitorado e os homens, 47,74%. O maior grupo é formado por eleitores entre 30 e 44 anos, que representam 30,40% do total. Já os eleitores com mais de 70 anos somam 589.010 pessoas, equivalente a 10,28% do eleitorado catarinense. Em todo o estado serão utilizadas cerca de 19 mil urnas eletrônicas, distribuídas em 17.326 seções eleitorais instaladas em 3.452 locais de votação nos 295 municípios catarinenses. Neste domingo (4), os eleitores escolherão deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário de Brasília. Resultado em tempo real Após o encerramento da votação, às 17 horas, a Justiça Eleitoral inicia a divulgação da totalização dos votos. Os resultados serão atualizados em tempo real conforme os boletins de urna forem processados, permitindo acompanhar a apuração por estado e município. É justamente nesse momento que a Rádio RBN amplia sua cobertura, acompanhando a divulgação dos números oficiais e levando aos ouvintes as principais informações da apuração. Mais do que acompanhar o resultado, a proposta da RBN é estar presente durante todo o processo eleitoral: antes da abertura das urnas, durante a votação e na apuração. Eleições 2026 é na RBN, 94,3 FM. A informação começa antes da urna e termina com o resultado.
Nova lei prevê avaliação de hospitais e multas de até R$ 500 mil por dia
Hospitais particulares de todo o país passarão a ser submetidos a avaliações de qualidade dos serviços de saúde, com divulgação periódica dos resultados. A medida está prevista na Lei 15.524, sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (29). A nova legislação criou a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela iniciativa privada. Os critérios que serão utilizados nas avaliações deverão ser definidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária. Entre os pontos que deverão ser considerados estão a segurança do paciente, a adoção de tratamentos com comprovação científica, a estrutura disponível para o atendimento e a capacidade de evitar longas esperas que possam causar prejuízos à saúde. A legislação também determina que o atendimento seja centrado no paciente e estabelece o princípio da equidade. Isso significa que não poderão existir distinções de tratamento relacionadas, entre outros fatores, a gênero, religião, etnia, localização geográfica ou condição socioeconômica. Os hospitais também deverão cumprir as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em caso de descumprimento das regras, a lei prevê multa diária que pode variar de R$ 5 mil a R$ 500 mil. A penalidade não elimina a possibilidade de responsabilização civil quando houver danos à saúde do paciente ou violação das normas de proteção ao consumidor. A nova legislação também prevê que os mesmos padrões de qualidade sejam aplicados aos estabelecimentos públicos de saúde. Nesse caso, as avaliações e a divulgação dos resultados dependerão de regulamentação. A implementação da estratégia ainda deverá seguir as regras que serão estabelecidas pelos órgãos responsáveis, incluindo a definição dos critérios e procedimentos para as avaliações. A lei teve origem no Projeto de Lei 287/2024, apresentado no Senado. O texto passou pela Comissão de Assuntos Sociais em 2025, seguiu para a Câmara dos Deputados, foi aprovado neste mês e posteriormente encaminhado para sanção presidencial. Na prática, a nova legislação cria um mecanismo nacional para acompanhar a qualidade da assistência prestada pelos serviços de saúde e estabelece que os resultados dessas avaliações deverão chegar ao conhecimento da população.
Santa Catarina cria 4,4 mil empregos formais em agosto e interrompe sequência de estagnação
Santa Catarina voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais em agosto de 2026. De acordo com análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), com base nos dados do Novo Caged, o estado criou 4.452 vagas com carteira assinada no mês, interrompendo uma sequência de três meses de estagnação no mercado de trabalho. O resultado representa crescimento de 0,17% em relação a julho. A indústria contribuiu com 1.587 novos postos de trabalho, mantendo desempenho positivo e reforçando seu papel na geração de empregos no estado. Apesar da recuperação, a Fiesc avalia que o cenário ainda exige cautela. Segundo o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a criação de vagas ocorre em um contexto de juros elevados e alto comprometimento da renda das famílias, sendo impulsionada por movimentos específicos de alguns segmentos da economia. No acumulado de janeiro a agosto, Santa Catarina soma 66.906 empregos formais criados, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025. A indústria responde por 37.827 dessas vagas, crescimento de 4,06% na comparação anual. Entre os segmentos industriais, o setor de veículos e carrocerias liderou a geração de empregos em agosto, com saldo de 704 vagas, seguido por materiais elétricos, com 428, e alimentos, com 379 novos postos. Em contrapartida, os setores de vestuário (-302 vagas), madeira (-207) e têxtil (-82) registraram retração, influenciados por fatores como aumento da concorrência internacional e mudanças no comércio exterior. Nos demais setores da economia, os serviços lideraram a geração de empregos, com saldo de 3.970 vagas. Já o comércio fechou 466 postos de trabalho, enquanto a agropecuária registrou redução de 639 vagas.
Consumidor aceita empresas no WhatsApp, mas prefere atendimento a propaganda
O WhatsApp já virou um dos principais canais de contato entre consumidores e empresas no Brasil, mas isso não significa que qualquer mensagem comercial seja bem recebida. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)mostra que 82% dos consumidores aceitam receber comunicações de lojas e empresas pelo aplicativo. A maior parte, porém, prefere que o contato tenha uma finalidade prática. Para 46% dos entrevistados, as mensagens deveriam ser utilizadas principalmente para atendimento, esclarecimento de dúvidas e acompanhamento de pedidos e entregas. Já 30% demonstram interesse em receber ofertas personalizadas e promoções. Ao mesmo tempo em que o consumidor estabelece limites, o WhatsApp ganha espaço nas próprias compras. Segundo o levantamento, 73% dos entrevistados fizeram pelo menos uma compra pelo aplicativo no último mês. A média foi de 2,1 pedidos por pessoa no período. As ofertas também movimentam os usuários. Cerca de 55% participam de grupos para receber promoções exclusivas, percentual 14 pontos maior do que o registrado na pesquisa anterior. Os números mostram que existe espaço para vendas e publicidade pelo aplicativo, mas também aumentam o desafio para as empresas: saber quando o contato é útil e quando passa a ser considerado invasivo. Um consumidor que informa o número de telefone para receber o código de rastreamento ou acompanhar uma entrega, por exemplo, pode não ter autorizado uma sequência de mensagens promocionais depois da conclusão da compra. A pesquisa aponta ainda que a personalização pode ser um diferencial. Em vez de disparar a mesma propaganda para toda a base de clientes, as empresas podem utilizar informações como histórico de compras, interesses demonstrados, localização e disponibilidade de produtos para oferecer conteúdos mais relacionados ao perfil de cada consumidor. Outro cuidado é dar ao cliente controle sobre a comunicação. Informar de forma clara quais mensagens serão enviadas, respeitar pedidos para interromper os contatos e evitar abordagens em horários inadequados ajudam a preservar a confiança no canal. O WhatsApp também se consolidou como ferramenta importante para pequenos negócios, que utilizam o aplicativo para apresentar produtos, negociar valores, tirar dúvidas e receber pedidos diretamente dos clientes. Nesse cenário, os dados indicam que o consumidor não rejeita a presença das empresas no aplicativo. O que muda é a expectativa sobre como esse contato deve acontecer: mensagens que resolvem problemas ou oferecem algo realmente relevante tendem a ter mais espaço do que uma sequência de propagandas sem relação com o interesse do cliente.