Levantamento estima quase 130 mil vagas temporárias em 2026 e mostra crescimento da preferência por trabalhadoras no comércio e nos serviços
As mulheres serão as principais beneficiadas pelas contratações temporárias previstas para o fim de ano no Brasil. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que a preferência dos empresários pela mão de obra feminina cresceu significativamente em relação ao ano passado.
Segundo o levantamento, o mercado deve abrir 129,6 mil vagas temporárias neste fim de ano. Entre as empresas que afirmam priorizar mulheres nas contratações, a estimativa é de aproximadamente 42,6 mil postos de trabalho, um crescimento de 51,7% em comparação com 2025, o equivalente a cerca de 14,5 mil vagas a mais.
A pesquisa mostra que 46,1% dos empresários que pretendem contratar afirmam dar preferência às mulheres, enquanto 17,1% priorizam homens. A preferência pela mão de obra feminina é mais expressiva no comércio e entre microempresas com até quatro funcionários. Já o número de empregadores que afirmam não fazer distinção de gênero caiu de 50,2% para 37,7%.
As funções com maior demanda para o período são vendedor (23%), ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%). O estudo também destaca o crescimento das vagas ligadas à logística, como ajudante e entregador, impulsionado pelo avanço das vendas por canais digitais.
A remuneração média oferecida para os empregos temporários será de R$ 1.805, valor R$ 138 inferior ao registrado no ano anterior. A jornada média também apresentou redução, passando de 7,75 horas para 7,54 horas diárias. Em contrapartida, a oferta de benefícios segue em alta. De acordo com a pesquisa, 71% das empresas pretendem conceder algum tipo de benefício aos trabalhadores temporários, indicando uma estratégia para complementar a remuneração.
As vagas temporárias representam uma oportunidade importante para quem busca ingressar ou retornar ao mercado de trabalho, além de servirem como porta de entrada para futuras efetivações. O aumento da participação feminina nas contratações reforça o papel das mulheres no fortalecimento da economia e amplia as oportunidades de autonomia financeira para milhares de famílias brasileiras.
A pesquisa ouviu 510 empresários dos setores de comércio varejista e serviços, de empresas de diferentes portes, localizadas nas capitais e no interior do país. O levantamento foi realizado entre 24 de junho e 24 de julho de 2026, com margem de erro de 4,3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Por: Renato Santos
Imagem: Reprodução
