A RBN ouviu o vice-presidente da FIESC para a região de Jaraguá do Sul sobre o fim da escala 6×1 e implantação da nova escala 5×2. Célio Bayer é o representante da entidade para a região de Jaraguá do Sul. Durante sua fala no Plantão do Meio-dia, destacou o que já havia ressaltado quando os debates começaram na Câmara dos Deputados. Bayer ressaltou sua preocupação com demissões, inflação e aumento de custos para as empresas, afetando mais gravemente as de pequeno porte. ( ouça no player abaixo)
SENADORES
Os senadores de Santa Catarina, Espiridião Amin (PP) e Jorge Seif (PL), que sempre se declararam contra a reforma, votaram a favor da nova escala, mas alertaram na tribuna sobre os riscos e prejuízos aos empresários catarinenses e brasileiros. (ouça nos players abaixo)
FIESC
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) defendeu em nota, que o debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho precisava ser conduzido “de forma técnica e sem contaminações políticas”. Ainda durante os debates na Câmara, a entidade publicou uma nota oficial – “A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil tem provocado um intenso debate técnico sobre os limites da produtividade nacional. Embora o foco esteja sobre os benefícios ao trabalhador da redução da escala 6×1, o setor produtivo alerta para um risco estrutural mais amplo, de que a perda da prerrogativa de se manter a jornada de 44 horas semanais ameace a continuidade de setores industriais.
A manutenção da opção pelas 44 horas é vista como uma prerrogativa essencial para a indústria catarinense, que compete diretamente com países em que a produtividade é maior.
De acordo com projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma redução compulsória da jornada sem a contrapartida de ganhos de produtividade poderia causar um impacto negativo de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro. O estudo indica que a medida pressionaria os custos operacionais, resultando em um aumento estimado de 6,2% nos preços ao consumidor, alimentando a inflação e reduzindo o poder de compra da população.
Em Santa Catarina, estado onde o setor industrial possui forte peso na economia – 28,5% no PIB -, a alteração elevaria o custo do trabalho em 11,4%. No estado, é comum que a jornada de 44 horas seja cumprida no regime 5×2 (cinco dias de trabalho por dois de descanso), com casos especiais, que devem ser respeitados.
