CRIME DE HOMOFOBIA: Professor denuncia ataques homofóbicos em escola estadual de Jaraguá do Sul

Um professor da Escola de Educação Básica Lino Floriani, em Jaraguá do Sul, denunciou ter sido alvo de ataques homofóbicos praticados por alunos dos oitavos anos. Em entrevista ao jornalista Renato Santos, da Rádio RBN 94,3 FM, o docente, que pediu para não ser identificado, afirmou que o caso foi tratado pela escola com foco no diálogo e na conscientização dos estudantes.

Segundo o professor, as mensagens ofensivas começaram a circular em grupos de alunos por volta do dia 24 de junho. No entanto, ele e a direção da unidade só tomaram conhecimento da situação na semana passada.

Pelos prints que foram obtidos, as mensagens começaram a circular por volta do dia 24 de junho. No entanto, só tomamos conhecimento do ocorrido na semana passada, entre quinta e sexta-feira, quando o caso foi imediatamente comunicado à direção da escola. Ontem, a direção tomou as providências iniciais, conversando com as turmas e dando início ao acompanhamento da situação“, relatou ao jornalismo da Rádio RBN.

De acordo com o professor, alunos utilizaram imagens retiradas de seu perfil em uma rede social e fotografias feitas durante as aulas para criar montagens e figurinhas com conteúdo ofensivo relacionado à sua orientação sexual. O material chegou ao conhecimento da direção por meio de capturas de tela.

Após ser informado sobre o caso, o docente recebeu apoio da equipe gestora, que também ofereceu a possibilidade de registrar um boletim de ocorrência. Ele, porém, optou por não formalizar a denúncia naquele momento, acreditando que uma abordagem educativa poderia trazer resultados mais efetivos.

A direção da escola iniciou conversas com as turmas envolvidas, promovendo orientações sobre respeito às diferenças, combate à homofobia, empatia e convivência no ambiente escolar. Segundo o professor, a iniciativa teve reflexos positivos, com alunos reconhecendo os erros e pedindo desculpas, além de manifestações de solidariedade de outros estudantes que não participaram das ofensas.

O caso segue sendo acompanhado pela equipe pedagógica da Escola Lino Floriani, que reforçou o compromisso com ações de conscientização e com a promoção de um ambiente escolar pautado pelo respeito e pela inclusão.

Por: Renato Santos

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