Setor discute mudanças no mercado global, avanço das importações e necessidade de acelerar produção e inovação A indústria têxtil de Santa Catarina está diante de uma mudança significativa no ritmo de competição. O avanço da chamada ultra fast fashion, impulsionado principalmente pelas plataformas digitais e pela oferta cada vez maior de produtos importados, está obrigando as empresas a repensarem processos, estoques e estratégias de mercado. O tema foi discutido nesta quinta-feira (13), durante reunião do Conselho da Indústria Têxtil, Confecção, Couro e Calçados da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O mercado mundial de ultra fast fashion deve passar de US$ 62,75 bilhões para US$ 160,91 bilhões até 2033, mais que dobrando de tamanho no período. Velocidade virou fator de competitividade Durante o encontro, o presidente do conselho, César Döhler, destacou a pressão sobre a indústria provocada pelo crescimento das importações de roupas e pela facilidade de compra oferecida pelas plataformas digitais. Para o setor, a resposta passa por investimentos em inovação e por uma atuação mais integrada entre empresas, fornecedores e demais segmentos da cadeia produtiva. O presidente da Audaces, Matheus Fagundes, chamou atenção para a velocidade com que o mercado internacional passou a lançar novos produtos. Segundo ele, a competição deixou de ser medida em ciclos de meses e passou a acontecer em questão de semanas ou até dias. Um dos exemplos apresentados durante a reunião mostra a diferença de escala: enquanto o mercado dos Estados Unidos lança aproximadamente 23 mil novos itens por ano, a China chega a 1,5 milhão. Nesse cenário, tecnologias capazes de acelerar decisões e reduzir etapas da produção ganham espaço. Inteligência artificial entra na estratégia Entre as ferramentas apontadas pelo setor estão a inteligência artificial, digitalização de processos, análise de dados e redução de estoques. A proposta é permitir que as empresas identifiquem mais rapidamente mudanças no comportamento do consumidor e consigam ajustar produção e oferta com maior agilidade. Para a indústria, tecnologia não significa apenas automatizar máquinas. A utilização de dados pode ajudar desde o desenvolvimento de produtos até o planejamento da produção e da distribuição. Importações aumentam pressão sobre indústria brasileira O avanço dos produtos importados também aparece como um dos principais pontos de preocupação. Durante a reunião, a Argentina foi citada como exemplo do impacto que a perda de competitividade da produção local pode provocar. Atualmente, aproximadamente 70% das roupas comercializadas no país são importadas. A avaliação apresentada no encontro é de que a indústria brasileira precisa aumentar sua capacidade de competir no mercado internacional para evitar que produtos estrangeiros conquistem ainda mais espaço no mercado nacional. Santa Catarina tem peso importante no setor A discussão ganha relevância especial para Santa Catarina devido à força da indústria têxtil no Estado. O segmento é responsável pelo maior número de empregos dentro da indústria catarinense e ocupa a segunda posição em quantidade de estabelecimentos industriais. Em 2023, o setor concentrava 170.787 empregos formais, correspondentes a 18,9% de todos os postos de trabalho da indústria catarinense. As exportações também representam uma parcela importante da atividade. Em 2024, o segmento têxtil catarinense movimentou aproximadamente US$ 288,6 milhões em vendas ao exterior. Setor busca novas estratégias Além da modernização tecnológica, representantes da indústria defendem investimentos em qualificação profissional, integração da cadeia produtiva, utilização estratégica de dados, diversificação dos mercados e maior aproximação com os consumidores. A mudança no comportamento do mercado coloca pressão sobre empresas tradicionais, que precisam conciliar a capacidade produtiva construída ao longo dos anos com uma realidade em que novos produtos chegam às plataformas digitais em velocidade cada vez maior. Para o setor, o desafio agora é transformar essa mudança no mercado em uma oportunidade para aumentar a produtividade, desenvolver novos produtos e preservar a competitividade da indústria catarinense. Por: Renato Santos Imagem: Reprodução
Amcham pede diálogo entre Brasil e EUA e alerta para riscos de retaliação comercial
Entidade defende negociação para reduzir tarifas e afirma que novas medidas podem aumentar custos e afetar empresas, consumidores e investimentos A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) defende que o governo brasileiro priorize o diálogo e as negociações com os Estados Unidos diante das tarifas comerciais impostas às exportações brasileiras. A manifestação ocorre após o governo federal abrir formalmente, nesta quinta-feira (13), um processo para avaliar a possibilidade de utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às medidas adotadas pelos Estados Unidos. A abertura do procedimento, porém, não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente tarifas ou outras medidas contra produtos norte-americanos. Neste momento, o governo analisa os impactos das medidas e se elas justificariam uma eventual resposta prevista na legislação brasileira. Entidade alerta para impacto econômico Para a Amcham, eventuais contramedidas deveriam ser evitadas enquanto houver espaço para negociação. A entidade afirma que uma escalada comercial poderia aumentar os custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e dificultar ainda mais uma solução negociada entre os dois países. A organização também defende que os governos intensifiquem as conversas de alto nível para tentar reduzir a sobretaxação aplicada aos produtos brasileiros. Uma pesquisa citada pela Amcham aponta que 90,5% das empresas consultadas defendem o diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos. Apenas 3,2% se manifestaram favoravelmente à adoção de medidas de reciprocidade. A entidade considera que qualquer decisão deve levar em conta os possíveis impactos econômicos e contar com a participação do setor empresarial. Governo ouvirá empresários O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende ouvir empresários brasileiros e estrangeiros antes de tomar uma decisão sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade. A avaliação deverá considerar os efeitos das tarifas norte-americanas sobre diferentes setores da economia brasileira. A Amcham reúne empresas brasileiras e norte-americanas interessadas nas relações comerciais entre os dois países e acompanha de perto os efeitos das medidas sobre o comércio bilateral. O processo aberto pelo governo brasileiro agora entra na fase de análise, enquanto as negociações e os contatos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos continuam.
Governo ouvirá empresários antes de decidir sobre reciprocidade comercial com os EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (14) que o governo pretende ouvir empresários brasileiros e estrangeiros sobre os possíveis impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A decisão sobre a adoção formal de contramedidas ainda não foi tomada. Segundo o ministro, será necessário avaliar os efeitos das possíveis medidas sobre empresas e setores da economia antes de definir os próximos passos. “O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitiva de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, afirmou Durigan. Na quinta-feira (13), o governo brasileiro oficializou a abertura do processo para avaliar a aplicação de medidas de reciprocidade comercial. O ministro destacou que a legislação foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional no ano passado, mas ressaltou que sua aplicação exige cautela e responsabilidade por parte do governo. Tarifas impostas pelos Estados Unidos A medida brasileira ocorre em meio ao aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros. O chamado tarifaço provocou uma elevação de até 37,5% nos impostos de determinados produtos. O governo do presidente Donald Trump afirma que as medidas respondem a práticas comerciais consideradas injustas e a alegações relacionadas à existência de trabalho forçado. O que prevê a Lei da Reciprocidade A Lei nº 15.122, aprovada em 2025, estabelece mecanismos para que o Brasil possa responder a ações, políticas ou práticas unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade econômica brasileira. Entre as possíveis contramedidas estão a criação de tributos ou taxas, o fim de isenções ou reduções de tarifas de importação e restrições à importação de determinados bens ou serviços. Pela legislação, as medidas devem ser, sempre que possível, proporcionais ao prejuízo econômico provocado pela ação do outro país ou bloco econômico. Antes de decidir pela aplicação das contramedidas, o governo pretende avaliar os impactos e ouvir os setores que poderão ser diretamente afetados.
Inadimplência atinge recorde no Brasil; Guaramirim tem mais de R$ 139 milhões em dívidas
O Brasil registrou em julho de 2026 o maior patamar de inadimplência de sua história. Segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, 75,08 milhões de brasileiros estavam com contas em atraso. O número corresponde a 44,75% da população adulta brasileira. Na comparação com junho, houve crescimento de 0,47% na quantidade de consumidores inadimplentes. O aumento anual foi influenciado principalmente pelo crescimento de inclusões de pessoas com dívidas atrasadas entre quatro e cinco anos, que avançou 38,97%. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o cenário mostra que os consumidores continuam enfrentando dificuldades para manter as contas em dia. Dívidas ultrapassam R$ 5 mil por inadimplente Em julho, cada consumidor inadimplente possuía, em média, R$ 5.205,30 em dívidas e débitos com aproximadamente 2,34 empresas credoras. Quase três em cada dez consumidores inadimplentes, ou 28,94%, tinham dívidas de até R$ 500. Quando considerados os débitos de até R$ 1 mil, o percentual chega a 41,16%. O número total de dívidas em atraso também cresceu. Na comparação com julho de 2025, houve alta de 14,18%. Entre junho e julho deste ano, o avanço foi de 1,07%. Entre os setores credores, as dívidas com água e luz tiveram o maior crescimento anual, de 22%. Na sequência aparecem bancos, com alta de 12,92%, e comunicação, com 12,62%. Os bancos concentram a maior parcela das dívidas em atraso, com 65,91% do total. Sul registra maior crescimento Entre as regiões brasileiras, o Sul apresentou o maior crescimento anual no número de inadimplentes, com alta de 10,68%. Na sequência aparecem Norte, com 9,07%; Sudeste, com 6,53%; Centro-Oeste, com 6,34%; e Nordeste, com 4,88%. Apesar do avanço, o Sul possui uma das menores proporções de adultos negativados. Na região, o percentual é de 40,64%. Santa Catarina tem 2,67 milhões de inadimplentes Dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, referentes a julho de 2026 e obtidos com exclusividade pelo jornalista Renato Santos, da Rádio RBN, apontam que 2.677.402 catarinenses adultos estavam inadimplentes. O número representa 41,60% da população adulta de Santa Catarina, com alta de 0,14% em relação a junho. O Estado contabiliza 11.850.567 dívidas em aberto, que somam mais de R$ 26,1 bilhões. Jaraguá do Sul concentra R$ 572 milhões em dívidas Em Jaraguá do Sul, o levantamento aponta 59.234 pessoas inadimplentes em julho. Esses consumidores acumulam 276.333 dívidas, que representam um valor total de R$ 572.709.036. O valor médio das dívidas por pessoa inadimplente chega a R$ 9.668,59. Considerando cada débito individualmente, o valor médio é de aproximadamente R$ 2.072,53. Os números mostram o peso da inadimplência na economia local, já que consumidores com restrições de crédito enfrentam dificuldades para realizar novas compras e reorganizar o orçamento. Guaramirim tem 15,6 mil inadimplentes Em Guaramirim, o levantamento registra 15.655 pessoas inadimplentes em julho. São 69.484 dívidas, que juntas alcançam R$ 139.408.901. O valor médio devido por consumidor inadimplente é de R$ 8.905,07, enquanto o valor médio de cada dívida fica em aproximadamente R$ 2.006,35. Considerando uma população municipal de pouco mais de 46 mil habitantes, as 15.655 pessoas inadimplentes correspondem a aproximadamente 34% da população total de Guaramirim, ou seja, 1 em cada 3 habitantes está com nome negativado. Por: Renato Santos
Corupá realiza Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação no dia 22 de agosto
A Secretaria Municipal de Saúde de Corupá participa da Campanha Nacional de Multivacinação 2026, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. No município, o Dia D da campanha será realizado no sábado, 22 de agosto, das 8h às 11h30, na Sala de Vacinação, localizada na Rua XV de Novembro, 635. Durante a semana, o atendimento ocorre normalmente das 7h45 às 11h e das 12h30 às 16h. Para participar, pais ou responsáveis devem levar a caderneta de vacinação. A equipe de saúde fará a conferência do histórico vacinal e verificará se existem doses pendentes de acordo com a idade e o histórico de cada criança ou adolescente. Dia D terá programação especial Além da vacinação, a Secretaria Municipal de Saúde preparou uma programação especial para o Dia D. As crianças poderão aproveitar um momento de diversão, com guloseimas e balões. A orientação é que as famílias aproveitem a campanha para conferir a situação vacinal e manter as vacinas em dia. A atualização da caderneta contribui para ampliar a proteção de crianças e adolescentes contra doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação. A campanha segue em todo o país até 1º de setembro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (47) 3375-2161.
Propaganda eleitoral começa neste domingo; veja o que candidatos e eleitores podem ou não fazer
A propaganda eleitoral para as Eleições de 2026 começa oficialmente neste domingo (16). Desde a última eleição geral, em 2022, diversas regras foram alteradas, especialmente aquelas relacionadas à internet e ao uso de inteligência artificial. A partir de 16 de agosto, candidatos poderão pedir votos de forma explícita, realizar lives para promover suas candidaturas e organizar comícios. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa somente em 28 de agosto. As emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação. As regras valem até as 22h do dia 3 de outubro, quando termina a propaganda antes do primeiro turno. Propaganda na internet A propaganda eleitoral paga na internet é proibida. É permitido, porém, o impulsionamento de conteúdos pelos candidatos, desde que respeitadas as regras e que não se trate de propaganda negativa contra adversários. A propaganda não paga pode ser divulgada em redes sociais, blogs, aplicativos de mensagens e sites dos candidatos. As peças de propaganda devem identificar a candidatura, com CPF ou CNPJ, além da expressão “Propaganda Eleitoral”. Uso de inteligência artificial O uso de inteligência artificial é permitido durante a campanha, mas deve ser informado de maneira clara quando textos, imagens, áudios ou vídeos forem produzidos ou modificados com essa tecnologia. A legislação proíbe o uso de deepfakes, que são conteúdos manipulados por inteligência artificial de forma hiper-realista para alterar rostos, vozes ou declarações. Também haverá restrições específicas para conteúdos produzidos por IA nos dias que antecedem e sucedem a eleição. Mensagens por celular Candidatos poderão enviar mensagens por aplicativos ou e-mail, desde que o eleitor tenha autorizado o recebimento. O uso de telemarketing e disparos em massa é proibido. As mensagens também precisam oferecer uma opção para que o eleitor deixe de recebê-las. Após o pedido de descadastramento, a exclusão deve ocorrer em até 48 horas. O que é permitido nas ruas A distribuição de folhetos, adesivos e santinhos em espaços públicos é permitida, desde que não prejudique a circulação das pessoas. Por outro lado, é proibida a instalação de propaganda eleitoral em árvores, jardins, muros, cercas e outros locais públicos. A restrição também vale para espaços particulares de acesso público, como clubes, cinemas, estabelecimentos comerciais e igrejas. A utilização de outdoors é proibida e pode resultar em multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Comícios e carros de som Os comícios podem ser realizados entre 8h e meia-noite. No evento de encerramento da campanha, o horário pode ser prorrogado por mais duas horas. O trio elétrico é permitido exclusivamente em comícios. Já carros de som e minitrios podem ser utilizados em carreatas, caminhadas, passeatas e outros eventos que envolvam deslocamento. Equipamentos de som podem funcionar das 8h à meia-noite e devem respeitar a distância mínima de 200 metros de hospitais, igrejas, teatros e outros locais semelhantes. Os chamados showmícios, com apresentações musicais para atrair público aos eventos de campanha, continuam proibidos. Regras para debates Rádios e televisões não são obrigadas a convidar todos os candidatos para debates. Têm direito à participação os candidatos de partidos, federações ou coligações que tenham pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. As regras do debate devem ser definidas em acordo entre os partidos e a emissora e comunicadas à Justiça Eleitoral. O que candidatos podem fazer Entre as condutas permitidas estão: O que candidatos não podem fazer Entre as proibições estão: E o eleitor? O eleitor pode utilizar bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos de forma individual e espontânea. Também é permitido colocar voluntariamente adesivo no próprio veículo, desde que respeitado o limite de 0,5 metro quadrado. O eleitor não pode instalar bandeiras em imóveis, mesmo particulares, nem praticar condutas no ambiente de trabalho que possam caracterizar assédio eleitoral. Como denunciar irregularidades O eleitor pode denunciar irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral por meio dos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral. O aplicativo Pardal Móvel estará disponível a partir de 16 de agosto para o encaminhamento de denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O Tribunal Superior Eleitoral também disponibiliza o Siade, ferramenta voltada ao apontamento de conteúdos notoriamente falsos ou descontextualizados que possam interferir no processo eleitoral. Denúncias também podem ser encaminhadas aos Ministérios Públicos estaduais.
Polícia Civil apreende menor por ameaça em escola de Massaranduba
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia de Massaranduba, cumpriu um mandado de apreensão e internação provisória contra um adolescente de 17 anos investigado por ameaças realizadas no ambiente escolar. Segundo a investigação, as ameaças teriam sido direcionadas a integrantes do corpo docente e funcionários da instituição de ensino. Diante da situação, também foram solicitadas medidas de proteção relacionadas a alunos que poderiam estar em situação de risco. Após a conclusão do procedimento policial, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário. O juiz responsável deferiu o mandado de apreensão e internação provisória do adolescente. A ordem judicial foi cumprida na Delegacia de Polícia de Massaranduba. Após os procedimentos legais, o adolescente foi encaminhado ao CASEP de Blumenau, onde permanecerá à disposição da Justiça.
PROCON/SC monitora a proibição de chás e produtos emagrecedores determinados pela Anvisa
Nesta sexta-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e utilização de uma série de chás e produtos divulgados como “emagrecedores”. Entre os itens está o Chá Sarapião, fabricado pela empresa Natural Ervas Produtos Naturais Ltda. Segundo a Agência, o produto não possui registro, notificação ou cadastro na Anvisa, e a empresa não possui autorização sanitária para funcionamento. A determinação também alcança produtos atribuídos a uma empresa de origem desconhecida, que não possuem registro sanitário e são divulgados como emagrecedores. Diante das proibições, o PROCON/SC está realizando o monitoramento das determinações da Anvisa para identificar empresas que eventualmente estejam comercializando os produtos proibidos e realizar as notificações necessárias. Entre os produtos proibidos estão: Orientação aos consumidores A diretora do PROCON/SC, delegada Michele Alves, orienta os consumidores a terem atenção redobrada com produtos que prometem emagrecimento rápido ou resultados milagrosos. “O consumidor precisa desconfiar de produtos que prometem resultados rápidos e garantidos, especialmente quando são comercializados pela internet ou pelas redes sociais. Antes de comprar, é fundamental verificar a procedência do produto e se ele possui autorização da Anvisa. Quando não há registro, informações claras sobre o fabricante ou garantia de segurança, o consumidor deve evitar a compra e, principalmente, não utilizar o produto”, orienta Michele. A diretora também reforça que, diante de uma determinação de proibição, o consumidor que já adquiriu o produto não deve utilizá-lo e pode procurar o PROCON/SC para receber orientações sobre as medidas cabíveis.
Justiça de Santa Catarina disponibiliza 1.600 kits para coleta de DNA em audiências
A partir das 12h de segunda-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina (CGJ) inicia a disponibilização de 1.600 kits para coleta de material genético em audiências de conciliação. Os pedidos deverão ser realizados pelas unidades judiciárias por meio do sistema do Programa de DNA em audiência em Santa Catarina (PRODNASC). Nesta etapa, o sistema estará configurado para liberar 15 kits por dia para cada unidade judiciária, durante cinco dias. As solicitações poderão ser feitas até as 19h de sexta-feira (21), ou enquanto houver estoque disponível. A CGJ orienta que a solicitação do kit seja realizada simultaneamente à marcação da audiência. A medida busca evitar retrabalho e garantir que haja material disponível para a realização da coleta. Coleta deve ser acompanhada por servidor A participação do chefe de cartório ou de servidor designado pelo juízo é obrigatória durante a coleta do material genético. O procedimento deve ser realizado de forma individualizada, seguindo as regras estabelecidas pela Orientação CGJ nº 12, de 8 de julho de 2007. Após a coleta, o material genético deve ser encaminhado imediatamente ao setor de expedição. Atenção ao preenchimento dos dados A Corregedoria também chama a atenção para o preenchimento correto das informações no sistema PRODNASC. Dados incorretos podem provocar a devolução do kit ou das informações pelo laboratório. Caso isso aconteça, a orientação é encaminhar e-mail para [email protected], informando o número do protocolo e dos autos e solicitando a “reabertura da coleta”, em razão do retorno recebido do laboratório. O Núcleo de Apoio ao Primeiro Grau da CGJ reforça a necessidade de cumprimento dos prazos e das diretrizes estabelecidas na Orientação CGJ nº 12. Em casos excepcionais ou para esclarecimento de dúvidas, as unidades podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].
Chuva forte causa estragos em 14 municípios de Santa Catarina e risco de temporais segue alto até sábado
Chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo atingiram municípios de Santa Catarina entre a noite de quinta-feira, 13, e a madrugada desta sexta-feira, 14. Ao todo, 14 cidades registraram danos, com um decreto de situação de emergência até o momento, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina. Bela Vista do Toldo, no Planalto Norte, teve o maior número de residências atingidas, com 42 imóveis danificados por ventos, chuva forte e queda de granizo. O município vizinho de Papanduva contabilizou 40 residências danificadas pelos ventos e pela chuva intensa, e decretou situação de emergência nesta sexta-feira, 14. Nenhuma das duas cidades registrou desabrigados ou desalojados até o momento. Na região Sul, a Defesa Civil Regional de Tubarão recebeu registros de oito municípios. Uma árvore caiu sobre o telhado de uma residência em Gravatal, e uma escola municipal teve dois trechos de muro derrubados pela força do temporal. Em Braço do Norte, um deslizamento de terra levou à desocupação de três residências em área de risco, deixando três famílias desalojadas. Pontos de alagamento também foram registrados em Armazém, Jaguaruna, São Martinho e Treze de Maio. Outras três regiões do estado também sentiram os efeitos do temporal. Um deslizamento de terra em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, atingiu uma residência sem deixar vítimas, enquanto em Lages a ocorrência do mesmo tipo não causou danos. No Oeste catarinense, Guarujá do Sul teve uma escola danificada pelo granizo, pela chuva forte e pelos ventos, e Princesa registrou enxurrada e queda de granizo sem prejuízos. A Defesa Civil de Santa Catarina, por meio das Coordenadorias Regionais, segue acompanhando as condições meteorológicas e mantém as equipes em alerta para prestar apoio aos municípios, caso necessário. É importante destacar que, com as chuvas já registradas, somadas aos volumes ainda previstos entre sexta e sábado, aumenta o risco para deslizamentos no Planalto Sul, Litoral Sul e Norte, Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Chuva ganha força a partir desta tarde De acordo com a Central de Monitoramento da Defesa Civil estadual, a instabilidade ganha força no início da tarde desta sexta-feira, 14, e se intensifica ao longo da noite e da madrugada de sábado, 15. A chuva deve ocorrer de forma persistente e intensa, principalmente no Litoral, no Vale do Itajaí, no Meio-Oeste e nos Planaltos. Já os temporais, acompanhados de rajadas de vento, raios e eventual queda de granizo, tendem a ser mais fortes entre o Grande-Oeste e os Planaltos. A partir de domingo, o cenário começa a mudar. O tempo estável predomina na maior parte de Santa Catarina, com sol em quase todas as regiões e variação de nuvens no Litoral. Na segunda-feira, 17, o sol volta a aparecer em todo o estado e os ventos ganham força e trazem rajadas mais fortes no Oeste e no Litoral Sul. O mar permanece agitado no Litoral Sul entre esta sexta e a tarde de segunda-feira, com ondas de sudeste entre 2,0 e 2,5 metros e picos maiores em alto-mar. Barragens Sul e Oeste continuam fechadas As barragens de contenção de cheias Sul, em Ituporanga, e Oeste, em Taió, seguem com as comportas fechadas desde a quinta-feira, 13, quando foram acionadas diante da previsão de chuva forte e da elevação do nível dos rios nos municípios monitorados. Com a previsão, somada aos níveis já elevados dos principais rios e ao solo encharcado após a semana chuvosa, a cota de elevação do rio em Rio do Sul chegou a ser estimada entre 8,5 e 9,5m. Com a mudança no volume esperado de chuvas, a previsão da Defesa Civil estadual diminuiu a projeção entre 7,0m e 8,0m, mesmo assim manteve o risco alto de inundação na bacia hidrográfica do rio Itajaí-Açu, entre sábado, 15, e domingo, 16. Nas regiões do Médio Vale e do Baixo Vale também há tendência de elevação, com os principais rios podendo atingir níveis de atenção para inundação. Grande Florianópolis e Litoral Norte, por sua vez, enfrentam risco de alagamentos e enxurradas em razão dos temporais e da chuva intensa prevista. Recomendações da Defesa Civil Diante do risco de deslizamentos, alagamentos e inundações que persiste nos próximos dias, a Defesa Civil de Santa Catarina orienta a população a redobrar a atenção. Durante os temporais, a recomendação é buscar um local abrigado, longe de janelas e de objetos que possam ser arremessados pelo vento. Em caso de ventos fortes, deve-se evitar transitar ou se abrigar próximo a árvores, placas, muros e postes de energia. Já em situações de chuva intensa com alagamento, a orientação é jamais atravessar ruas alagadas, pontes ou pontilhões submersos. A SDC/SC reforça a importância de acompanhar as atualizações e os alertas emitidos nos próximos dias pelos canais oficiais do órgão. Para receber alerta por SMS, basta enviar o CEP da área de interesse para o número 40199. O alerta também pode ser recebido pelo WhatsApp, pelo número (61) 2034-4611.