Santa Catarina concluiu a apuração do primeiro turno das eleições de 2026 na noite deste domingo (4), com 100% das 17.326 seções eleitorais totalizadas às 21h55. O balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) apontou um pleito considerado tranquilo, marcado pelo funcionamento integral das urnas eletrônicas e pela atuação conjunta da Justiça Eleitoral e das forças de segurança nos 295 municípios do Estado. Dos 5.734.651 eleitores aptos a votar, 4.648.159 compareceram às urnas, o equivalente a 81,05% do eleitorado. A abstenção ficou em 18,95%, com 1.086.492 eleitores ausentes. Neste ano, os catarinenses escolheram presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. O presidente do TRE-SC destacou que o resultado foi fruto de um planejamento iniciado ainda após o encerramento das eleições municipais de 2024. “Foi o trabalho hercúleo dessas pessoas, um trabalho que não começou agora, que não começou há poucos dias, um trabalho que começou já desde o término das eleições de 2024, que proporcionou que chegássemos neste momento com quase a totalidade dos votos apurados no nosso estado”, afirmou. Apuração terminou 39 minutos antes de 2022 A transmissão dos resultados começou logo após o encerramento da votação, às 17h. O primeiro município catarinense a enviar os dados foi Ponte Alta do Norte, às 17h08min44s, enquanto Lajeado Grande foi o primeiro a concluir totalmente a apuração, às 17h13. A totalização foi encerrada às 21h55, cerca de 39 minutos antes do registrado no primeiro turno das eleições de 2022, quando a apuração foi concluída às 22h34. Mesmo com o aumento do número de eleitores, a Justiça Eleitoral conseguiu reduzir o tempo de processamento dos votos. Com o encerramento da apuração, também foram definidos os eleitos para as duas vagas ao Senado, as 16 cadeiras de Santa Catarina na Câmara dos Deputados e as 40 vagas da Assembleia Legislativa. Eleitorado cresceu, mas abstenção também aumentou Na comparação com as eleições de 2022, Santa Catarina registrou crescimento de 244.993 eleitores aptos a votar, um aumento de 4,46%. O comparecimento também foi maior em números absolutos, com 171.361 votantes a mais do que há quatro anos. Por outro lado, o número de eleitores que deixaram de votar aumentou em 73.632 pessoas. A taxa de abstenção passou de 18,45% em 2022 para 18,95% em 2026. Votação ocorreu totalmente por urnas eletrônicas O TRE-SC informou que nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação em cédulas de papel. Durante todo o domingo foram registradas 274 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas, mas apenas 106 equipamentos precisaram ser substituídos por urnas de contingência, o equivalente a aproximadamente 0,6% do total utilizado no Estado. Nas demais situações, os problemas foram solucionados com reinicialização dos equipamentos ou ajustes técnicos. A principal dificuldade registrada durante a votação esteve relacionada ao fornecimento de energia elétrica, especialmente em municípios do Oeste catarinense. Ao todo, foram contabilizadas 140 ocorrências de falta de energia, sendo 129 delas antes do meio-dia. Também foram registradas ocorrências de chuva intensa nas primeiras horas do domingo em Timbó, Rio Negrinho, Navegantes e Santa Cecília, situações acompanhadas pelo Gabinete de Pronta Resposta. Segurança registra 176 ocorrências Na área da segurança pública, foram registradas 176 ocorrências policiais durante o dia de votação em Santa Catarina. As ações resultaram na detenção de 18 eleitores. Segundo o TRE-SC, nenhum dos casos envolveu candidatos. As principais ocorrências estiveram relacionadas à propaganda eleitoral irregular, boca de urna e arregimentação de eleitores. Os canais de atendimento da Justiça Eleitoral também registraram grande procura ao longo do domingo. Foram contabilizados 51.914 atendimentos por meio do telefone 0800 e do chatbot Catarina. Desse total, 30.896 ocorreram pelo WhatsApp, 19.384 pelo sistema telefônico automatizado e 1.624 diretamente com atendentes. Teste de integridade confirma funcionamento das urnas O tradicional Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas foi realizado durante todo o domingo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Urnas sorteadas em diversas regiões do Estado passaram pelo procedimento, que compara votos registrados em cédulas de papel com aqueles inseridos nos equipamentos eletrônicos. Segundo o TRE-SC, o teste foi concluído com sucesso, reforçando a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação, que completa 30 anos de utilização no Brasil. Ao fazer o balanço da eleição, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral agradeceu o trabalho de magistrados, servidores, Ministério Público, forças de segurança, parceiros, mesários e auxiliares da Justiça Eleitoral. Também destacou que a campanha transcorreu de forma respeitosa e alinhada à iniciativa “Diálogo e Paz”, promovida pela Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral.
Homem com mandado de prisão em aberto é detido após danificar viatura da PM em Guaramirim
Um homem de 31 anos foi detido na madrugada desta segunda-feira (5) após resistir à ação da Polícia Militar e danificar uma viatura durante uma abordagem na Rua Vendelino Kamer, no bairro Rio Branco, em Guaramirim. Segundo a PM, o motorista foi abordado por volta da 0h47 após ser flagrado conduzindo um veículo de forma irregular. Durante a fiscalização, os policiais perceberam sinais de que ele havia ingerido bebida alcoólica. O condutor, no entanto, recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Ao consultar os dados do motorista, os policiais constataram a existência de um mandado de prisão em aberto. Conforme a Polícia Militar, o homem foi encaminhado para os procedimentos iniciais, mas, devido às restrições previstas na legislação eleitoral, o cumprimento do mandado não pôde ser realizado naquele momento. Enquanto os policiais explicavam a situação, o homem passou a resistir à retirada das algemas. Após ter as algemas removidas, ele golpeou a lateral de uma viatura, atingindo a estrutura da janela e causando danos ao veículo oficial. Diante da nova ocorrência, os policiais precisaram contê-lo novamente. Após resistir à abordagem, ele foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Jaraguá do Sul, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. O veículo que ele conduzia também foi recolhido, em razão das irregularidades constatadas durante a abordagem.
Justiça Eleitoral entra na reta final de preparação das urnas eletrônicas para as Eleições 2026
A Justiça Eleitoral está na fase final dos preparativos para disponibilizar as urnas eletrônicas nos locais de votação de todo o país para as Eleições 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os equipamentos passam por uma série de procedimentos antes de serem utilizados pelos eleitores, entre eles a geração de mídias, a carga dos sistemas eleitorais, testes de funcionamento e a lacração das urnas. A chegada de cada equipamento à seção eleitoral faz parte de uma ampla operação logística coordenada pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A estrutura envolve a distribuição das urnas para milhares de locais de votação em todo o território nacional, incluindo áreas urbanas, comunidades rurais e regiões de difícil acesso. Cada urna é preparada especificamente para a seção eleitoral onde será utilizada. Por isso, a Justiça Eleitoral precisa controlar a movimentação dos equipamentos e acompanhar todas as etapas, desde a preparação técnica até o transporte e a chegada aos locais de votação. De acordo com o TSE, a chamada “jornada da urna eletrônica até o eleitor” envolve diferentes etapas técnicas e logísticas realizadas pelos tribunais eleitorais. O processo busca garantir que os equipamentos estejam devidamente preparados e identificados para a seção correspondente no momento da votação. As informações divulgadas pelos tribunais eleitorais indicam que os trabalhos de preparação avançam para a etapa final antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A logística de distribuição das urnas é uma das operações de maior abrangência durante o processo eleitoral, especialmente pela necessidade de atender diferentes regiões do país e garantir que os equipamentos estejam disponíveis nos locais de votação dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
PMSC reforça segurança para as Eleições 2026 em Santa Catarina
A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) terá atuação reforçada durante as Eleições 2026, em trabalho integrado com a Justiça Eleitoral. O objetivo é contribuir para a normalidade do processo eleitoral, preservar a ordem pública e garantir a segurança dos eleitores, servidores da Justiça Eleitoral e dos locais relacionados à votação. No primeiro turno, marcado para este domingo, 4 de outubro, mais de 5,7 milhões de eleitores catarinenses estarão aptos a votar nas 100 Zonas Eleitorais existentes no Estado. A atuação da PMSC não ficará restrita ao dia da votação. O planejamento contempla ações nos períodos pré-eleitoral, eleitoral e pós-eleitoral, com atenção especial aos locais de votação, espaços destinados ao armazenamento das urnas eletrônicas, locais de apuração, cartórios eleitorais e vias públicas. Na véspera da eleição, serão realizadas rondas periódicas nos locais de votação, com o objetivo de reforçar a segurança e prevenir possíveis ocorrências. Durante o dia da votação, o policiamento será intensificado, especialmente nas áreas de maior circulação de eleitores. As equipes também estarão preparadas para atender ocorrências relacionadas à ordem pública e prestar apoio às autoridades eleitorais sempre que necessário. A operação envolve planejamento conjunto entre a Polícia Militar e a Justiça Eleitoral, buscando garantir que o processo de votação ocorra dentro da normalidade e com segurança em todas as regiões de Santa Catarina. A PMSC orienta os eleitores a respeitarem as normas eleitorais, seguirem as orientações das equipes de segurança e Justiça Eleitoral e comunicarem eventuais situações que possam comprometer a tranquilidade do processo de votação. COMANDANTE-GERAL DA PMSC CORONEL EMERSON FERNANDES
Quase metade das pequenas empresas de SC registrou queda no faturamento no segundo trimestre, aponta Sebrae
Quase metade das pequenas empresas de Santa Catarina enfrentou redução no faturamento durante o segundo trimestre de 2026. De acordo com a pesquisa Panorama Setorial dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae/SC, 45,9% dos empresários relataram queda nas receitas no período. No primeiro trimestre, esse percentual era de 42,7%. O levantamento também identificou os principais desafios enfrentados pelos empreendedores catarinenses. Entre os entrevistados, 31,2% apontaram a falta de clientes como o maior obstáculo para os negócios, enquanto 29,6% citaram o aumento dos custos como uma das principais dificuldades. A pesquisa foi realizada em julho e ouviu 388 empresários dos setores de serviços, comércio, indústria, construção civil e agropecuária. O estudo considerou diferentes perfis de negócios, incluindo micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs). Apesar das dificuldades, os empreendedores seguem buscando alternativas para manter a competitividade. Segundo o levantamento, 45,1% utilizam redes sociais e anúncios online como principais ferramentas para divulgar seus negócios. O uso da inteligência artificial também começa a fazer parte da rotina das empresas. Entre os entrevistados, 49% afirmaram utilizar ferramentas de IA em ações relacionadas ao marketing. Empresários mantêm postura de cautela Ao avaliar a situação dos próprios negócios, 40,5% dos empresários afirmaram ter uma visão neutra sobre o momento atual. Outros 29,9% demonstraram uma percepção negativa, enquanto 29,6% avaliaram o cenário de forma positiva. Para o Sebrae/SC, os números refletem um ambiente de incerteza, influenciado por fatores como juros elevados, endividamento das famílias e as expectativas relacionadas ao cenário econômico e político do país. Segundo o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Philippi Füllgraf, os dados mostram a capacidade de adaptação dos pequenos negócios diante das dificuldades. “O segundo trimestre de 2026 reforça a capacidade de adaptação do empreendedor catarinense. Mesmo diante de um cenário de cautela e de redução de faturamento apontada por 45,9% das empresas, vemos a consolidação das redes sociais como a grande vitrine do pequeno negócio”, afirmou. De acordo com ele, a busca por novos clientes passou a ser uma prioridade para os empresários, com a comunicação digital sendo utilizada como ferramenta para fortalecer vendas e preservar resultados. Financiamentos e endividamento A pesquisa também analisou a situação financeira das micro e pequenas empresas. No segundo trimestre, 23,7% dos entrevistados afirmaram ter contratado empréstimos para seus negócios. O percentual representa uma redução em relação ao primeiro trimestre, quando 27,7% dos empresários informaram ter recorrido a esse tipo de operação. O levantamento ainda mostrou queda no número de empresas com dívidas financeiras. No segundo trimestre, 11,3% relataram possuir esse tipo de débito, enquanto no período anterior o índice era de 13,9%. Os dados indicam que, mesmo diante de um cenário de menor faturamento e aumento de custos, os pequenos negócios catarinenses buscam alternativas para manter as atividades e se adaptar às condições econômicas atuais.
Levantamento aponta 554 deepfakes durante primeiro turno das eleições de 2026
Durante a campanha para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, pelo menos 554 vídeos e imagens classificados como deepfakes foram publicados nas redes sociais, segundo levantamento do projeto VigIA, realizado pela Agência Lupa. O monitoramento analisou conteúdos relacionados ao uso de inteligência artificial no período eleitoral. Do total de deepfakes identificados, 29 foram disseminados por perfis de candidatos ou partidos. O levantamento considera conteúdos produzidos ou manipulados digitalmente para fazer com que pessoas reais apareçam falando frases ou realizando ações que não aconteceram. Entre 16 de agosto e 28 de setembro, o VigIA identificou 920 publicações com uso de inteligência artificial, uma média de aproximadamente 20 conteúdos por dia. Os deepfakes representaram 60% desse total. Entre os casos encontrados estão vídeos que simulam jornalistas anunciando pesquisas eleitorais inexistentes ou resultados inventados, além de conteúdos em que celebridades aparecem declarando, falsamente, apoio a candidatos. A maior parte das publicações foi feita por usuários comuns. Segundo o levantamento, 525 deepfakes partiram desse grupo, incluindo contas anônimas. Para a pesquisadora Beatriz Farrugia, responsável pelo relatório, esse cenário representa um desafio para a fiscalização, já que parte significativa dos conteúdos não tem origem diretamente identificada. O levantamento também aponta que o uso de inteligência artificial nem sempre foi informado nas publicações. Dos 920 conteúdos analisados, apenas 371 estavam devidamente identificados como produzidos ou manipulados com IA. Os outros 549 não apresentavam a sinalização exigida pelas regras eleitorais, e 75 desses conteúdos foram publicados por candidatos ou partidos. As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinam que conteúdos sintéticos produzidos ou modificados por inteligência artificial utilizados em propaganda eleitoral devem informar, de maneira explícita, destacada e acessível, que foram fabricados ou manipulados com a tecnologia. O TSE também proíbe, na propaganda eleitoral, o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. A Corte estabeleceu, em setembro, que a caracterização do deepfake depende de conteúdo sintético produzido ou manipulado por IA, com grau de realismo ou verossimilhança, destinado a criar, reproduzir ou alterar a imagem, a voz ou a manifestação de uma pessoa. A regra se aplica quando o conteúdo estiver caracterizado como propaganda eleitoral. De acordo com o VigIA, a promoção de candidaturas foi a finalidade mais frequente entre os 920 conteúdos analisados, aparecendo em 414 casos, o equivalente a 45%. Cerca de um quarto das publicações continham ataques contra candidatos ou outras pessoas, enquanto uma parcela semelhante utilizava inteligência artificial para produzir conteúdos de humor ou sátira. O levantamento também identificou maior concentração de conteúdos relacionados à disputa presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva apareceu em 379 publicações analisadas, enquanto Flávio Bolsonaro esteve presente em 190. Segundo o relatório, entre os conteúdos envolvendo Lula, 39% foram classificados como humor ou sátira e 34% tinham como objetivo atacar sua candidatura. No caso de Flávio Bolsonaro, 40% buscavam favorecer sua candidatura e 28% foram classificados como humor ou sátira. Ao todo, o VigIA coletou 1.941 conteúdos político-eleitorais considerados suspeitos durante o período analisado. Até o momento, 972 imagens e vídeos passaram por análise, com 920 casos confirmados de uso de inteligência artificial. O projeto é realizado pela Agência Lupa em parceria com o Laboratório de Inteligência Artificial (Recod.ai), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A investigação combina monitoramento humano, análise técnica e ferramentas de detecção de IA para identificar e classificar os conteúdos. Para Cristina Tardáguila, fundadora e gerente de Inteligência e Formação da Agência Lupa, os números indicam que a inteligência artificial já está presente de forma recorrente na comunicação política e não apenas em casos isolados. As regras eleitorais para 2026 também estabelecem restrições específicas para conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA nos períodos próximos à votação. Novos conteúdos desse tipo que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas não podem ser publicados ou republicados, ainda que estejam identificados, nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao término do pleito.
Prefeitura de Guaramirim presta esclarecimentos sobre ações de bem-estar animal
A Prefeitura de Guaramirim informa que acompanha os procedimentos mencionados pelo Ministério Público de Santa Catarina e esclarece que situações citadas já haviam sido respondidas anteriormente pelo Município, com o encaminhamento das informações e das providências adotadas. Em um dos casos, envolvendo grande número de animais mantidos em um imóvel, uma vistoria realizada em agosto contabilizou 34 cães e gatos, todos castrados. Foi estabelecido um plano de ação e, até 14 de setembro, 16 animais já haviam sido retirados e encaminhados para atendimento veterinário, sendo nove posteriormente adotados. O caso continua sendo acompanhado semanalmente por médico-veterinário da Prefeitura. Sobre os questionamentos relacionados ao atendimento veterinário, o Município reforça que os serviços são realizados conforme os critérios estabelecidos pela legislação vigente, que define as situações em que cabe o atendimento pelo poder público e as responsabilidades dos tutores. Entre janeiro e setembro de 2026, foram realizadas 1.255 castrações, 942 atendimentos a animais e aproximadamente 225 respostas a demandas relacionadas a maus-tratos, além de ações de vacinação, exames, vermifugação, resgate e alojamentos. O prefeito Adriano Zimmermann acompanha pessoalmente as demandas relacionadas ao bem-estar animal e, junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação (SEMADETI), trabalha no aprimoramento do fluxo de atendimento e na estruturação de novas medidas para o setor. Entre as ações em tratativas avançadas estão a disponibilização de um profissional para o recebimento, gerenciamento e encaminhamento das solicitações e o remanejamento de um médico-veterinário para reforçar o atendimento das demandas. Também já estão programadas reuniões com a Aguapa e com protetores independentes, como parte do diálogo mantido pelo Município para ouvir as demandas e buscar melhorias no atendimento e nas ações de bem-estar animal. A Prefeitura segue prestando os esclarecimentos solicitados pelos órgãos competentes e trabalhando no acompanhamento e aprimoramento dos serviços oferecidos no município.
Fecomércio SC debate estratégias para temporada de verão com foco no turismo argentino
A Fecomércio SC reuniu representantes do setor varejista, da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e especialistas em inteligência de mercado para discutir estratégias e expectativas para a próxima temporada de verão em Santa Catarina. O encontro teve como principal foco o aumento do fluxo de turistas argentinos e os impactos desse público para a economia estadual. A reunião foi realizada na manhã desta quinta-feira (1º), na sede da entidade, em Florianópolis, com a participação de representantes do comércio, turismo e áreas de análise estratégica. Durante o encontro, foram apresentados dados atualizados sobre o perfil dos visitantes argentinos, incluindo comportamento, hábitos de consumo e fatores que influenciam as decisões de compra. A análise também considerou o cenário econômico da Argentina e a influência da variação cambial na escolha do destino e nos gastos realizados pelos turistas. O público argentino é considerado estratégico para Santa Catarina, especialmente durante a temporada de verão, quando cidades do litoral recebem grande número de visitantes estrangeiros. Impactos econômicos e desafios para o setor Além das perspectivas para a temporada, os participantes discutiram temas regulatórios e tributários que podem influenciar o turismo e o comércio. Entre os assuntos abordados esteve o impacto do fim do Imposto de Importação sobre compras internacionais, conhecido como “taxa das blusinhas”, e os possíveis reflexos da redução gradual do subsídio ao Combustível de Aviação (QAV), prevista para 2027, sobre os custos das passagens aéreas e o deslocamento de turistas. A avaliação é de que mudanças nesses setores podem influenciar diretamente a competitividade do turismo catarinense e o comportamento dos consumidores. Para a vice-presidente de Turismo da Fecomércio SC, Audrey Rembowski, o uso de informações estratégicas é fundamental para que empresas e instituições estejam preparadas para períodos de maior movimento. “A integração entre diferentes atores e o acesso a informações qualificadas permitem decisões mais assertivas e o planejamento de estratégias sólidas, fortalecendo o turismo e o comércio catarinense”, afirmou. A Fecomércio SC destacou que o trabalho de monitoramento de dados e análise de mercado busca auxiliar empresários e entidades na tomada de decisões, contribuindo para o fortalecimento do turismo e do desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
MPSC apura denúncias de maus-tratos, infestação de carrapatos e falhas no atendimento veterinário em Guaramirim
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou três Notícias de Fato para apurar denúncias relacionadas à proteção e ao bem-estar animal em Guaramirim. As informações foram levadas ao órgão por protetores de animais e envolvem suspeitas de manutenção de animais em condições inadequadas, relatos de infestação de carrapatos e possíveis falhas na rede pública municipal de atendimento veterinário. Os procedimentos são conduzidos pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Guaramirim, que busca verificar a procedência das denúncias e, caso sejam confirmadas irregularidades, adotar as medidas necessárias para garantir a proteção dos animais. Um dos casos envolve uma denúncia de suposta infestação de carrapatos em condomínios localizados no bairro Corticeira. Além de comprometer o bem-estar dos animais, a situação pode representar risco à saúde pública diante da possibilidade de proliferação de zoonoses. Diante da denúncia, o MPSC requisitou a atuação da Vigilância Sanitária para vistoriar os locais, adotar medidas de controle sanitário e elaborar um relatório sobre as condições de guarda dos animais existentes nos condomínios. Segundo a promotora de Justiça Bruna Costa Valença, responsável pelos procedimentos, as denúncias recebidas demandam apuração para verificar a eventual ocorrência de maus-tratos e garantir a efetividade das políticas públicas de proteção animal. “A atuação do Ministério Público busca assegurar que os animais recebam tratamento digno e que os órgãos competentes cumpram seus deveres legais”, afirmou. Outro procedimento apura a situação de uma moradora que, segundo a denúncia, apresentaria sinais de acumulação compulsiva e manteria diversos animais em condições precárias. Nesse caso, o MPSC determinou a atuação conjunta das áreas de saúde, assistência social e meio ambiente, em uma abordagem multidisciplinar que busca conciliar a proteção dos animais com o acolhimento e acompanhamento da pessoa em situação de vulnerabilidade. A intenção é garantir o tratamento adequado dos animais e, ao mesmo tempo, evitar medidas exclusivamente punitivas que possam agravar a situação social e de saúde da pessoa envolvida. O terceiro procedimento instaurado pela Promotoria investiga possíveis falhas do Município de Guaramirim no atendimento veterinário a animais em situação de rua ou abandono. Entre os pontos que serão apurados estão a alegada insuficiência no número de castrações disponibilizadas, a possível falta de vacinas, medicamentos e exames, além de relatos de eventual recusa de atendimento a animais resgatados por moradores e protetores independentes. A Promotoria solicitou esclarecimentos ao poder público municipal e requisitou informações sobre os protocolos adotados para atendimentos de urgência e emergência. Para Bruna Costa Valença, a defesa do bem-estar animal envolve não apenas a responsabilização por eventuais irregularidades, mas também ações preventivas, fiscalização, atendimento veterinário adequado e atuação integrada entre as áreas de saúde, assistência social, meio ambiente e segurança pública. Os procedimentos extrajudiciais seguem em tramitação na 1ª Promotoria de Justiça de Guaramirim. A apuração inclui vistorias da Vigilância Sanitária e da Polícia Militar Ambiental, além de diligências complementares pelo Município. As denúncias ainda estão sendo verificadas pelos órgãos competentes e, após a conclusão das diligências, poderão ser adotadas as medidas cabíveis.
El Niño pode intensificar eventos climáticos extremos e preocupa setor industrial
Chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos, períodos prolongados de estiagem, ondas de calor e condições favoráveis para a ocorrência de incêndios florestais estão entre os eventos climáticos que podem ganhar força no Brasil nos próximos meses. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que destaca que os impactos devem variar conforme cada região do país. De acordo com projeções do Centro de Previsão Climática (CPC), existe alta probabilidade de um episódio de El Niño de forte intensidade entre 2026 e 2027. As estimativas apontam possibilidade de que o fenômeno supere alguns dos eventos registrados desde 1950, com alterações na temperatura dos oceanos que podem ultrapassar 2,5°C. Segundo o INMET, os efeitos do El Niño não ocorrem da mesma forma em todo o território brasileiro. O fenômeno modifica a circulação atmosférica em grande escala e interfere nos sistemas meteorológicos que atuam em cada região. “O que diferencia os impactos do El Niño em cada região do Brasil é a forma como o fenômeno modifica a circulação atmosférica de grande escala e como essas alterações interagem com os sistemas meteorológicos que atuam em cada região”, informou o instituto. Além dos impactos para a população, o cenário também representa preocupação para o setor industrial. Eventos extremos podem afetar a segurança dos trabalhadores, instalações, transporte de mercadorias, fornecimento de matérias-primas e a continuidade das operações. Para auxiliar empresas na prevenção e resposta a esses eventos, o Serviço Social da Indústria (SESI) disponibiliza protocolos para situações de inundações, secas e queimadas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também reúne orientações para que empresas incluam os riscos climáticos em decisões relacionadas a investimentos, operações e cadeias de fornecimento. Segundo o diretor-superintendente do SESI, Paulo Mol, a preparação antecipada é fundamental para reduzir prejuízos. “A chegada da primavera reforça um alerta que a indústria não pode ignorar. Já vimos eventos extremos comprometerem a segurança dos trabalhadores, interromperem operações e afetarem cadeias produtivas. Os protocolos ajudam as empresas a se prepararem antes da emergência, organizarem a resposta e reduzirem os impactos sobre as pessoas e a produção”, afirmou. Eventos recentes mostram impactos na economia Os efeitos dos eventos climáticos extremos já foram sentidos pela indústria brasileira. Durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, os municípios afetados concentravam milhares de indústrias e trabalhadores, além de provocarem dificuldades no transporte, acesso às empresas e circulação de produtos e insumos. A situação levou empresas a interromperem atividades e mostrou a necessidade de planos de emergência para lidar com situações de crise, desde a proteção das instalações até a retomada das operações. Outro exemplo ocorreu na Região Norte, onde uma forte estiagem em 2023 afetou a logística e o abastecimento. A redução dos níveis dos rios comprometeu o transporte de mercadorias e matérias-primas, especialmente em áreas que dependem do transporte hidroviário. Na Zona Franca de Manaus, a baixa dos rios Negro e Solimões dificultou o recebimento de insumos e o escoamento da produção, aumentando custos e exigindo adaptações das empresas. Protocolos orientam empresas diante dos riscos Os protocolos desenvolvidos pelo SESI orientam as empresas sobre como identificar vulnerabilidades e criar planos de resposta para situações de emergência. No caso das inundações, as recomendações incluem avaliar riscos para estruturas físicas, equipamentos, instalações elétricas, áreas de armazenamento, acesso de funcionários e transporte de produtos. Também são indicadas medidas como definição de rotas de evacuação, criação de canais de comunicação, treinamento das equipes e planejamento para retomada das atividades após o evento. Para períodos de seca e queimadas, o monitoramento envolve fatores como temperatura, umidade do ar, focos de calor, qualidade do ar e disponibilidade de água. As orientações incluem integração com órgãos como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Sistema Único de Saúde (SUS). Mudanças climáticas exigem planejamento das empresas Além dos protocolos de emergência, a CNI lançou um guia para auxiliar a indústria na adaptação às mudanças climáticas. O documento orienta empresas a considerar riscos ambientais, regulatórios, tecnológicos e de mercado nas decisões estratégicas. Entre as recomendações estão investimentos em infraestrutura mais resistente, uso eficiente da água, diversificação de fornecedores e planejamento de rotas alternativas para evitar impactos em períodos de seca ou excesso de chuvas. O setor industrial também é orientado a utilizar dados climáticos e informações de órgãos oficiais para antecipar riscos e tomar decisões com maior segurança. Para representantes do SESI, os eventos climáticos recentes reforçam a necessidade de preparação conjunta entre empresas, órgãos públicos e serviços de emergência para proteger trabalhadores e garantir a continuidade das atividades econômicas.