A Prefeitura de Jaraguá do Sul implantou o Programa Vida no Trânsito, iniciativa desenvolvida pela Diretoria de Trânsito em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde para fortalecer ações de prevenção, qualificar informações sobre acidentes e ampliar a segurança viária no município. O programa tem como objetivo reduzir os índices de acidentes de trânsito, promover a integração entre diferentes órgãos públicos e desenvolver estratégias voltadas à preservação da vida e à promoção da saúde da população. Como parte das primeiras ações, representantes de setores ligados à mobilidade urbana e à saúde pública participaram de uma reunião realizada no início de maio para alinhar estratégias de atuação conjunta. O encontro teve foco na vigilância, prevenção e redução da morbimortalidade causada pelos acidentes de trânsito em Jaraguá do Sul. Durante a reunião, foram debatidas medidas para aprimorar o monitoramento dos dados relacionados aos acidentes, permitindo identificar fatores de risco, regiões mais críticas e perfis das ocorrências. A proposta é utilizar essas informações para planejar ações mais eficientes, envolvendo educação no trânsito, fiscalização e melhorias preventivas na mobilidade urbana. Segundo a prefeitura, o Programa Vida no Trânsito busca integrar órgãos municipais e estaduais para garantir uma atuação coordenada na elaboração e execução de políticas públicas voltadas à segurança viária. A iniciativa também pretende incentivar práticas mais seguras entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O encontro contou com a participação do secretário municipal de Saúde, Rogério Luiz da Silva, além de representantes da Diretoria de Trânsito, da Diretoria de Vigilância em Saúde e da Regional de Saúde. A administração municipal informou ainda que as equipes já iniciaram o planejamento das próximas ações que serão desenvolvidas dentro do programa ao longo dos próximos meses. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente ao ODS 3, relacionado à saúde e bem-estar, e ao ODS 11, voltado às cidades e comunidades sustentáveis.
Câmara de Jaraguá do Sul homenageia atletas e técnicos no Prêmio Destaque Desportivo 2026
A Câmara Municipal de Jaraguá do Sul realizou na noite desta terça-feira (12) a sessão solene de entrega do Prêmio Destaque Desportivo 2026. O evento ocorreu no Grande Auditório da Scar e reuniu vereadores, autoridades municipais e estaduais, atletas, técnicos, dirigentes e familiares. Instituído pela Lei nº 9.907/2025, o prêmio reconhece atletas, paratletas, professores técnicos e dirigentes que obtiveram resultados expressivos em competições municipais, estaduais, nacionais e internacionais, levando o nome de Jaraguá do Sul ao destaque esportivo. A cerimônia contemplou diversas modalidades, entre elas natação, atletismo, bicicross, futebol, basquete, vôlei, taekwondo, xadrez, futsal, crossfit, canoagem e esporte master. Durante a solenidade também foram entregues menções honrosas a profissionais e atletas com trajetórias marcadas por conquistas relevantes. Um dos momentos mais aguardados da noite foi a revelação do Atleta Destaque do Ano, escolhido por votação popular realizada pelo site e aplicativo oficial da Câmara Municipal. Ao todo, foram contabilizados 13.029 votos. O vencedor foi o nadador Pedro Menel Stahelin, que recebeu 2.849 votos. Pedro foi reconhecido pelos resultados conquistados na natação durante a temporada de 2025, incluindo o título nos 100 metros peito no Campeonato Brasileiro Juvenil de Inverno, além de vice-campeonatos nacionais nos 200 metros peito. Entre os homenageados da noite também estiveram nomes de destaque do esporte jaraguaense, como o técnico de futsal Alexandre Eduardo Melo, conhecido como Xande, eleito melhor técnico de futsal do mundo em 2025; a atleta olímpica Simone Ponte Ferraz; e o enxadrista Lucas Fonseca Piccoli, primeiro jaraguaense a conquistar o título de Mestre FIDE. A premiação também reconheceu atletas do paradesporto, categorias escolares, esporte master e modalidades coletivas e individuais em diferentes níveis de competição. Segundo a Câmara Municipal, a solenidade reforça o compromisso do Legislativo com a valorização do esporte, da saúde, da qualidade de vida e do reconhecimento público aos talentos que representam Jaraguá do Sul em competições pelo Brasil e no exterior.
Jaraguá do Sul tem mais de 59 mil inadimplentes, aponta o Serasa
O avanço da inadimplência preocupa também em Jaraguá do Sul. Dados divulgados pela Serasa a RÁDIO RBN, apontam que o município possui atualmente 59.407 consumidores inadimplentes, que acumulam 279.176 dívidas. O valor total dos débitos chega a R$ 559,3 milhões. Segundo o levantamento, o ticket médio de dívida por inadimplente em Jaraguá do Sul é de R$ 9.416,11. Já o valor médio por dívida é de R$ 2.003,69, demonstrando o peso crescente das pendências financeiras no orçamento das famílias. O cenário local acompanha o aumento da inadimplência em Santa Catarina e no restante do país. Conforme o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, mais de 2,6 milhões de catarinenses estão negativados, o equivalente a 41% da população adulta do estado. Em nível nacional, o Brasil bateu recorde histórico de inadimplência em abril, com 83,3 milhões de consumidores negativados. O número representa 50,81% da população adulta brasileira. Em apenas um mês, foram mais de 555 mil novos inadimplentes. Os brasileiros acumulam cerca de 342 milhões de dívidas, que somam mais de R$ 568 bilhões. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 6.814,39, mais de quatro vezes o salário-mínimo. Entre os principais responsáveis pelo endividamento estão bancos e cartões de crédito, que representam 27,5% das dívidas no país. Em seguida aparecem contas básicas, como água, energia elétrica e gás, responsáveis por 21% das pendências, além das financeiras não bancárias, que concentram 19,8% dos débitos. A diretora da Serasa, Aline Maciel, afirma que muitos consumidores recorrem ao crédito emergencial para cobrir despesas básicas, o que acaba acelerando o chamado efeito “bola de neve” das dívidas. Para tentar reduzir os índices de inadimplência, a Serasa ampliou as ações de negociação de débitos em parceria com empresas e instituições financeiras. O mutirão disponibiliza mais de 34 milhões de ofertas de negociação em todo o Brasil, incluindo descontos extras de até R$ 200 para pagamentos à vista. Somente em Santa Catarina, mais de 1 milhão de ofertas estão disponíveis para negociação, contemplando cerca de 362 mil consumidores. Jennifer Chagas – Especialista em educação financeira da Serasa
Renda média do catarinense sobe para R$ 3,9 mil e fica entre as maiores do Brasil
O rendimento médio dos trabalhadores de Santa Catarina chegou a R$ 3.900 em 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE. O valor representa crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior, quando a média era de R$ 3.587. Na prática, o aumento foi de R$ 313 no período. Com o resultado, Santa Catarina mantém a quarta maior renda média do país, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. O rendimento catarinense também ficou 15,8% acima da média nacional, estimada em R$ 3.367. O governador Jorginho Mello afirmou que o desempenho é reflexo do fortalecimento da economia estadual e das políticas voltadas ao empreendedorismo e à geração de empregos. Segundo o governo estadual, o avanço da renda acompanha o bom momento do mercado de trabalho catarinense. Em 2026, o estado já acumula mais de 59 mil vagas formais criadas, conforme dados do Caged. A taxa de desocupação está em 2,2%, considerada a menor do Brasil e abaixo da média nacional de 5,1%. O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, destacou que o crescimento da renda movimenta diversos setores da economia catarinense, especialmente indústria, comércio e serviços. Outro fator apontado pelo governo para explicar o aumento da renda é o crescimento do empreendedorismo. Em 2025, Santa Catarina registrou mais de 140 mil novas empresas abertas, com tempo médio inferior a 24 horas para formalização dos negócios, segundo a Junta Comercial do Estado. O Estado também atribui os resultados aos investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e expansão de setores como tecnologia, agronegócio, construção civil e comércio exterior, que ampliaram a demanda por mão de obra especializada. Programas como Universidade Gratuita, CaTec, SCTEC, Pronampe SC e Juro Zero foram citados pelo governo como iniciativas que contribuem para a qualificação profissional e fortalecimento das micro e pequenas empresas. Ranking dos estados com maior rendimento médio em 2025 1º Distrito Federal – R$ 6.4922º São Paulo – R$ 4.1063º Rio de Janeiro – R$ 4.0394º Santa Catarina – R$ 3.9005º Paraná – R$ 3.8526º Rio Grande do Sul – R$ 3.8367º Mato Grosso do Sul – R$ 3.5648º Goiás – R$ 3.5399º Mato Grosso – R$ 3.47310º Espírito Santo – R$ 3.320 Na outra ponta do ranking, os menores rendimentos médios foram registrados no Maranhão (R$ 2.043), Bahia (R$ 2.162) e Ceará (R$ 2.179).
BR-280 se transforma em gargalo logístico e expõe crise de infraestrutura no Norte de Santa Catarina
Responsável por ligar o Porto de São Francisco do Sul ao Norte e ao Planalto Norte catarinense, a BR-280 se tornou um dos principais gargalos logísticos de Santa Catarina. Com fluxo intenso de caminhões, alto número de acidentes e obras de duplicação que se arrastam há anos, a rodovia virou símbolo dos problemas de infraestrutura enfrentados pelo estado. A estrada é estratégica para a economia catarinense por conectar polos industriais como Jaraguá do Sul, Joinville, Araquari e São Francisco do Sul, além de servir como principal corredor de escoamento de cargas para o porto do litoral Norte. Apesar da importância econômica, motoristas convivem diariamente com congestionamentos, pistas simples, filas de caminhões, travessias urbanas perigosas e longos trechos sem duplicação. Rodovia concentra milhares de veículos por dia Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, cerca de 50 mil veículos circulam diariamente por alguns trechos da BR-280, especialmente entre Araquari e São Francisco do Sul — justamente um dos segmentos mais problemáticos da rodovia. O volume elevado inclui grande circulação de caminhões que transportam cargas industriais, contêineres e produtos destinados ao Porto de São Francisco do Sul, um dos mais importantes do Sul do país. A consequência aparece no trânsito: Acidentes e mortes reforçam sensação de insegurança Além da lentidão, a BR-280 também acumula números preocupantes de acidentes. Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que somente em 2023 foram registrados 709 acidentes na rodovia em Santa Catarina, com 33 mortes e 823 pessoas feridas. Já em 2024, a BR-280 voltou a aparecer entre as rodovias federais mais violentas do estado, registrando 754 acidentes e 47 mortes. Trechos como a Serra de Corupá, o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e segmentos urbanos em Guaramirim e Jaraguá do Sul são considerados críticos por motoristas e autoridades. Em muitos pontos, a combinação entre pista simples, fluxo pesado de caminhões e ultrapassagens perigosas aumenta significativamente o risco de colisões frontais. Duplicação avança lentamente As obras de duplicação da BR-280 começaram oficialmente em 2018 e abrangem cerca de 73,9 quilômetros entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul. O projeto foi dividido em três lotes: lote 1, lote 2.1 e lote 2.2. Mesmo após anos de obras, os trabalhos ainda estão longe da conclusão total. Dados mais recentes do DNIT mostram: Um dos trechos mais complexos envolve a construção do túnel duplo no Morro do Vieira, entre Jaraguá do Sul e Schroeder, considerado um dos maiores desafios de engenharia da duplicação. Economia sofre impactos do atraso Entidades empresariais e transportadores afirmam que a demora nas obras gera impactos diretos na competitividade do Norte catarinense. A BR-280 é considerada essencial para o escoamento da produção industrial da região, que concentra um dos maiores polos metalmecânicos do Brasil. Somente Joinville, Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul somam um Produto Interno Bruto estimado em cerca de R$ 30 bilhões, representando parcela significativa da economia catarinense. Empresários apontam: Cobrança por soluções aumenta Diante dos atrasos e da lentidão das obras, cresce a pressão política e empresarial por soluções definitivas para a BR-280. Entre as propostas debatidas estão: Enquanto isso, motoristas seguem convivendo diariamente com uma rodovia considerada vital para a economia catarinense, mas que ainda opera em condições abaixo da demanda atual. Por: Renato Santos Imagem: Dnit
“Apagão de mão de obra”: Jaraguá do Sul importa trabalhadores de outros estados para manter indústria funcionando
O forte crescimento econômico de Jaraguá do Sul tem trazido um desafio cada vez mais evidente para a indústria e para diversos setores da economia: a falta de mão de obra. Com vagas abertas em praticamente todos os segmentos e dificuldade crescente para contratar profissionais, empresas da cidade passaram a buscar trabalhadores em outros estados do Brasil — e até fora do país — para manter a produção funcionando. O fenômeno acompanha o crescimento acelerado do município nos últimos anos. Dados do IBGE mostram que a população de Jaraguá do Sul saltou de 182.660 habitantes no Censo de 2022 para 195.753 moradores na estimativa de 2024, chegando a 199.519 habitantes em 2025. O aumento de mais de 16 mil pessoas em poucos anos reforça o forte fluxo migratório vivido pela cidade. Entre 2010 e 2022, o município recebeu quase 40 mil migrantes, consolidando-se como um dos principais polos de atração populacional de Santa Catarina. Indústria “importa” trabalhadores A escassez de profissionais já levou empresas de Jaraguá do Sul a adotarem estratégias de recrutamento em estados como Paraná, Pará, Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro. Em alguns casos, indústrias oferecem: O objetivo é suprir a falta de trabalhadores em áreas como: Além dos trabalhadores de outros estados, o município também registra aumento na contratação de imigrantes estrangeiros, especialmente vindos do Haiti, Venezuela, Colômbia e Argentina. Somente em 2020, centenas de estrangeiros já estavam registrados oficialmente na cidade. Emprego é principal fator de migração O mercado aquecido é apontado como principal motivo da chegada de novos moradores. Levantamentos indicam que cerca de 43,5% das pessoas migram em busca de emprego, enquanto os demais apontam fatores como segurança, saúde, educação e qualidade de vida. Jaraguá do Sul possui uma das economias mais fortes do Estado, com destaque para os setores metalmecânico, têxtil e tecnológico, além da presença de grandes empresas nacionais e multinacionais. O cenário de baixo desemprego acabou criando um efeito contrário: há mais vagas do que profissionais disponíveis. Crescimento acelerado gera novos desafios Ao mesmo tempo em que impulsiona a economia, o crescimento populacional acelerado também aumenta a pressão sobre a infraestrutura urbana. Entre os impactos percebidos estão: Especialistas também apontam que o envelhecimento populacional e a redução da natalidade ajudam a explicar a dificuldade crescente de contratação, principalmente em funções operacionais. Santa Catarina lidera atração de migrantes O movimento registrado em Jaraguá do Sul acompanha uma tendência estadual. Santa Catarina vem liderando o saldo migratório nacional, atraindo moradores de diferentes regiões do país em busca de oportunidades de trabalho e melhor qualidade de vida. Em Jaraguá, a maioria dos novos moradores interestaduais vem do Paraná, seguido por São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará e Rio de Janeiro. Com quase 200 mil habitantes, a cidade já é a 9ª maior de Santa Catarina e segue em ritmo acelerado de expansão econômica e populacional. Enquanto a economia continua aquecida, o grande desafio passa a ser encontrar trabalhadores suficientes para sustentar o crescimento das empresas e da própria cidade.
ALERTA: Desenrola Brasil amplia descontos e reacende alerta sobre riscos na renegociação de dívidas
Com descontos que podem chegar a 90% e condições mais flexíveis para renegociação, a nova fase do programa Desenrola Brasil promete beneficiar milhões de brasileiros endividados. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para os riscos de adesões sem análise detalhada dos contratos e do custo total das operações. Criado originalmente em 2023, o programa foi reformulado e ampliado pelo governo federal, passando a oferecer condições mais agressivas para renegociação de dívidas, incluindo juros limitados a 1,99% ao mês. A medida surge em meio ao alto índice de inadimplência no país. Dados do Banco Central do Brasil apontam que cerca de 117 milhões de brasileiros possuem dívidas ativas, muitas delas ligadas ao cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal — modalidades consideradas de alto custo financeiro. Descontos médios de 65% e parcelamento em até 48 meses O novo modelo do programa amplia o alcance para consumidores com renda de até cinco salários mínimos, faixa que representa mais de 90% da população endividada no Brasil. Entre as dívidas contempladas estão: Na prática, a renegociação prevê: A estratégia do governo utiliza fundos garantidores para reduzir os riscos das instituições financeiras e permitir taxas de juros menores. Além disso, a medida provisória que reformulou o programa também trouxe mudanças relacionadas a contratos do Pronampe. Segundo o Ministério da Fazenda, novas etapas devem contemplar futuramente dívidas de financiamento estudantil e crédito rural. Especialista alerta para riscos de reendividamento Apesar das condições consideradas vantajosas, especialistas recomendam cautela antes da adesão. A advogada catarinense Julia Turrek, especialista em direito bancário e reestruturação de passivos, disse a Rádio RBN que o desconto inicial nem sempre representa economia real no longo prazo. “O desconto inicial pode não refletir o custo total da operação. O alongamento da dívida e os encargos podem manter o peso financeiro elevado ao longo do tempo”, explica. Segundo ela, entre os principais riscos estão: Lei do superendividamento entra em debate O programa também dialoga diretamente com a Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, que estabelece mecanismos de proteção ao consumidor. O conceito de “mínimo existencial”, atualmente em discussão no Supremo Tribunal Federal, também pode impactar renegociações. “Mesmo com a renegociação, parcelas que comprometam a subsistência do consumidor podem ser questionadas judicialmente”, afirma Julia Turrek. Governo aposta na retomada do crédito A expectativa do governo federal é que o programa ajude na redução da inadimplência, estimule o consumo e reative o mercado de crédito. Mesmo assim, especialistas apontam desafios importantes, como o risco de novos ciclos de endividamento e o aumento de disputas judiciais relacionadas à revisão dos contratos renegociados. Para Julia Turrek, o momento exige planejamento financeiro e análise técnica antes da assinatura dos acordos. “O crédito deixa de ser apenas uma variável econômica e passa a exigir análise jurídica, capaz de garantir equilíbrio e sustentabilidade financeira ao consumidor”, conclui.
STF recebe duas novas ações contra Lei da Dosimetria
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu duas novas ações que contestam a chamada Lei da Dosimetria. As Ações Diretas de Inconstitucionalidade ADIs 7968 e 7969 foram apresentadas, respectivamente, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e pela federação formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV). Os processos foram distribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, que já relata outras ações sobre a matéria. Lei questionada A Lei 15.402/2026 alterou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal para estabelecer novos critérios de progressão de regime e remição de pena em condenações por crimes contra o Estado Democrático de Direito. A norma foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o veto foi derrubado no Legislativo, e a lei foi promulgada por ato do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Argumentos Segundo as legendas, a norma substitui a avaliação do Judiciário sobre o cometimento de crimes por critérios definidos em lei, violando os princípios da separação dos Poderes e da individualização da pena. Outro argumento é que a lei cria um regime privilegiado para crimes contra o Estado Democrático de Direito, apesar de a Constituição prever tratamento mais rigoroso para essas condutas. Os partidos alegam também que a medida foi editada para beneficiar os condenados pela tentativa de golpe de Estado e pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o que indicaria afronta ao princípio da impessoalidade e desvio de finalidade. Há ainda questionamentos sobre a tramitação do projeto de lei e da análise da derrubada do veto. Outras ações Com fundamentos semelhantes, os novos processos somam-se às ADIs 7966 e 7967, propostas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação formada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Rede Sustentabilidade. Na última sexta-feira (8), o relator despachou nessas ações, aplicando o rito previsto no artigo 10 da Lei das ADIs (Lei 9.868/1999), que trata da análise de pedidos de medida liminar. Com isso, foram solicitadas informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) terão prazo para se manifestar. A mesma providência foi adotada hoje (11) nas duas novas ADIs. No sábado (9), o ministro suspendeu a aplicação da lei a execuções penais em curso no STF envolvendo condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, até a definição da controvérsia pelo STF.
DNIT confirma obras na Serra de Corupá após mobilização da Defesa Civil
A mobilização da Defesa Civil de Corupá diante do grande número de acidentes registrados na BR-280 resultou na confirmação de obras por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para melhorias no trecho da Serra de Corupá. Os serviços serão executados entre os quilômetros 90 e 94 da rodovia, incluindo a região conhecida como “Curva do Britador”, localizada entre os quilômetros 91 e 92, apontada por motoristas e autoridades como um dos pontos mais perigosos da estrada. Segundo o DNIT, será realizado um serviço de microrrevestimento para eliminar os problemas de pista escorregadia relatados por condutores que trafegam pelo trecho. Em nota, o órgão informou que os estudos técnicos e levantamentos de campo já foram concluídos e que a empresa responsável pela obra está autorizada a iniciar os trabalhos. “Finalizamos estudos técnicos, realizamos levantamentos de campo e programamos a execução de serviços entre o km 90 e o km 94 da BR-280, que vão eliminar a alegação de pista escorregadia. A LCM já está autorizada ao serviço, mas precisamos de uma ‘janela’ de tempo quente, com temperaturas acima de 23°C, para execução da obra”, informou o DNIT. Quase 300 acidentes em quatro anos A preocupação das autoridades aumentou diante do elevado número de ocorrências registradas no trecho da Serra de Corupá. Entre 2020 e abril deste ano, foram contabilizados 293 acidentes entre os quilômetros 84 e 97 da BR-280, além de 26 ocorrências de incêndio. O trecho entre Corupá e São Bento do Sul é considerado um dos mais críticos da rodovia, principalmente em períodos de chuva, neblina e baixa visibilidade, quando aumentam os riscos de derrapagens, colisões e saídas de pista. A expectativa é de que as melhorias tragam mais segurança aos motoristas que utilizam diariamente a BR-280, uma das principais ligações entre o Norte de Santa Catarina e o Planalto Norte.
Jaraguá do Sul intensifica ações para acolher pessoas em situação de rua
Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento da sensação de frio nas últimas semanas, a Prefeitura de Jaraguá do Sul já iniciou ações de busca ativa e encaminhamentos de pessoas em situação de rua para locais de acolhimento no município. A iniciativa faz parte do Plano de Ação Frio Intenso 2026, coordenado pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, que terá início oficial em 1º de junho e seguirá até 31 de agosto. O objetivo é garantir proteção, segurança e atendimento humanizado às pessoas em vulnerabilidade social durante o período de inverno. As equipes da Assistência Social estão reforçando o trabalho de mapeamento em diferentes regiões da cidade para identificar pessoas expostas ao frio e orientar sobre os riscos das baixas temperaturas. As pessoas abordadas recebem informações sobre a possibilidade de acolhimento para pernoite na Casa de Passagem, localizada na Rua Ervino Menegotti, 650, próximo ao Samae, e também no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), na Rua José Emmendoerfer, 328, no bairro Nova Brasília. O atendimento para pernoite ocorre diariamente, das 18h às 6h. De acordo com a secretária de Assistência Social e Habitação, Bianca Uber, o trabalho é contínuo, mas ganha reforço durante os meses mais frios do ano. “Procuramos garantir a segurança e bem-estar da população de rua. É um trabalho constante da Assistência Social que intensificamos com a chegada do frio”, destaca. Segundo a secretária, diante das baixas temperaturas já registradas nos últimos dias, o Município ampliou a capacidade de acolhimento para atender o aumento da demanda. “Durante esse período disponibilizamos um espaço aquecido para pernoite, um lanche no período da noite, um café da manhã e também uma estrutura para a pessoa poder fazer sua higiene pessoal. Nos dias de frio mais intenso, todos que desejarem ficar no abrigo serão acolhidos. Já para aqueles que optarem por permanecer nas ruas, até porque nossas equipes não podem obrigá-los a ir para o abrigo, também vamos fazer a entrega de cobertor, justamente para garantir mais proteção nesse período de frio”, explica Bianca. Além do acolhimento, o Plano de Ação Frio Intenso também prevê orientações específicas às equipes da Assistência Social para atuação durante o inverno. O trabalho é integrado e conta com a parceria de órgãos e instituições como Bombeiros Voluntários, Defesa Civil, Secretaria de Saúde, Hospital São José e Polícia Militar. Em 2025, a Operação Frio Intenso registrou 2.126 pernoites em Jaraguá do Sul, demonstrando a importância do serviço para atendimento da população em situação de vulnerabilidade. Locais de acolhimento Casa de PassagemRua Ervino Menegotti, 650, próximo ao Samae Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)Rua José Emmendoerfer, 328 – Nova Brasília Horário de funcionamento Todas as noites, das 18h às 6h, até o dia 31 de agosto de 2026. Contato para informar pessoas em situação de rua Abordagem Social – telefone 153.