O rendimento médio dos trabalhadores de Santa Catarina chegou a R$ 3.900 em 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE. O valor representa crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior, quando a média era de R$ 3.587. Na prática, o aumento foi de R$ 313 no período.
Com o resultado, Santa Catarina mantém a quarta maior renda média do país, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. O rendimento catarinense também ficou 15,8% acima da média nacional, estimada em R$ 3.367.
O governador Jorginho Mello afirmou que o desempenho é reflexo do fortalecimento da economia estadual e das políticas voltadas ao empreendedorismo e à geração de empregos.
Segundo o governo estadual, o avanço da renda acompanha o bom momento do mercado de trabalho catarinense. Em 2026, o estado já acumula mais de 59 mil vagas formais criadas, conforme dados do Caged. A taxa de desocupação está em 2,2%, considerada a menor do Brasil e abaixo da média nacional de 5,1%.
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, destacou que o crescimento da renda movimenta diversos setores da economia catarinense, especialmente indústria, comércio e serviços.
Outro fator apontado pelo governo para explicar o aumento da renda é o crescimento do empreendedorismo. Em 2025, Santa Catarina registrou mais de 140 mil novas empresas abertas, com tempo médio inferior a 24 horas para formalização dos negócios, segundo a Junta Comercial do Estado.
O Estado também atribui os resultados aos investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e expansão de setores como tecnologia, agronegócio, construção civil e comércio exterior, que ampliaram a demanda por mão de obra especializada.
Programas como Universidade Gratuita, CaTec, SCTEC, Pronampe SC e Juro Zero foram citados pelo governo como iniciativas que contribuem para a qualificação profissional e fortalecimento das micro e pequenas empresas.
Ranking dos estados com maior rendimento médio em 2025
1º Distrito Federal – R$ 6.492
2º São Paulo – R$ 4.106
3º Rio de Janeiro – R$ 4.039
4º Santa Catarina – R$ 3.900
5º Paraná – R$ 3.852
6º Rio Grande do Sul – R$ 3.836
7º Mato Grosso do Sul – R$ 3.564
8º Goiás – R$ 3.539
9º Mato Grosso – R$ 3.473
10º Espírito Santo – R$ 3.320
Na outra ponta do ranking, os menores rendimentos médios foram registrados no Maranhão (R$ 2.043), Bahia (R$ 2.162) e Ceará (R$ 2.179).
