O Governo de Santa Catarina confirmou que o Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires, em Jaraguá do Sul, continuará em funcionamento. A manifestação ocorreu após repercussão envolvendo rumores sobre um possível encerramento das atividades da unidade no município. Durante agenda oficial na região, o governador afirmou que não existe qualquer decisão relacionada ao fechamento da escola militar e reforçou o compromisso do Estado com a continuidade do projeto educacional. Além da permanência da unidade, também foi anunciada a doação de um terreno pela Prefeitura de Jaraguá do Sul para a construção de uma nova estrutura destinada ao colégio. A área deverá permitir a ampliação da capacidade de atendimento e oferecer melhores condições para alunos e servidores. A proposta é viabilizar um espaço próprio para o funcionamento da instituição, que atualmente atende estudantes da cidade e de municípios vizinhos. O colégio militar tem registrado alta procura por vagas nos últimos anos e se consolidou como uma das opções de ensino público mais disputadas da região, principalmente pelo modelo disciplinar adotado e pelos índices educacionais apresentados. Ainda não há prazo oficial para o início das obras da nova sede, mas o governo estadual informou que os próximos passos envolvem a elaboração dos projetos e encaminhamentos técnicos necessários para viabilizar a construção. Por: Renato Santos Imagem: Governo de Santa Catarina
Hospital São José de Jaraguá do Sul amplia atendimento cardíaco e se consolida como referência regional pelo SUS
A estrutura de Cardiologia e Cirurgia Vascular do Hospital São José, em Jaraguá do Sul, ultrapassou a marca de 4 mil procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde a implantação do serviço, há cerca de três anos. Os dados foram destacados durante sessão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Entre os atendimentos realizados estão cateterismos, angioplastias, implantes de marca-passo e cirurgias cardíacas consideradas de alta complexidade. A unidade também passou a oferecer exames eletrofisiológicos, ampliando a capacidade de diagnóstico e tratamento especializado na região. Antes da criação da ala especializada, pacientes do Vale do Itapocu e cidades próximas precisavam percorrer mais de 100 quilômetros em busca de atendimento cardiológico em outros municípios do estado. A implantação da estrutura contou com investimentos obtidos por meio da união entre hospital, iniciativa privada, prefeitura, governo estadual e apoio da comunidade regional. Ao longo do projeto, foram destinados mais de R$ 5 milhões para obras, equipamentos e ampliação dos serviços. Atualmente, o Hospital São José atende uma população estimada em cerca de 400 mil habitantes, consolidando-se como referência pública regional em cardiologia de média e alta complexidade. Durante a apresentação na Assembleia, também foi exibido o relato de uma paciente atendida pelo SUS, que destacou a importância do serviço após realizar uma cirurgia cardíaca que, segundo ela, teria custo superior a R$ 150 mil na rede particular. Além dos avanços já realizados, a unidade deve receber novos investimentos para ampliação da UTI coronariana. A previsão é de implantação de dez novos leitos, o que permitirá ampliar o número de cirurgias e reduzir o tempo de espera por procedimentos cardíacos na região. Por: Renato Santos Imagem: Divulgação redes sociais
Receita Federal apreende mais de 750 quilos de cocaína em portos do Norte de SC entre 2025 e 2026
Os terminais portuários do Norte de Santa Catarina seguem no radar das autoridades no combate ao tráfico internacional de drogas. Dados da Receita Federal enviados ao Jornalismo da Rádio RBN 94,3 FM, apontam que os complexos portuários de Itajaí e Itapoá somaram mais de 750 quilos de cocaína apreendidos entre os anos de 2025 e 2026. No Complexo Portuário de Itajaí, os agentes da Receita Federal registraram três apreensões em 2025, totalizando 81,8 quilos de cocaína retirados de circulação. Já em 2026, até o momento, foram duas operações, que resultaram na apreensão de 82,4 quilos da droga. Em Itapoá, os números chamam ainda mais atenção. Durante 2025, o terminal portuário contabilizou três apreensões, com volume total de 558 quilos de cocaína. Em 2026, já foram registradas duas ocorrências, que resultaram em 28 quilos apreendidos. Somando os dois complexos portuários catarinenses, os agentes da Receita Federal apreenderam 639,8 quilos de cocaína em 2025, distribuídos em seis operações. Em 2026, os dados parciais apontam quatro apreensões, com total de 110,4 quilos da droga interceptados até agora. As apreensões reforçam o papel estratégico dos portos catarinenses nas rotas internacionais de exportação e também no trabalho de fiscalização contra o tráfico internacional de entorpecentes. Grande parte das cargas apreendidas tinha como destino países da Europa, com drogas escondidas em contêineres refrigerados, cargas de alimentos, pellets de madeira e outros produtos destinados à exportação. As operações contam com apoio de scanners, inteligência aduaneira e cães farejadores da Receita Federal. Por: Renato Santos
Pesquisa sobre terras raras coloca municípios da região norte no radar da mineração estratégica em SC
Municípios do Norte de Santa Catarina passaram a integrar uma das frentes de pesquisa mineral consideradas mais promissoras do país. Estudos conduzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificaram indícios relevantes da presença de terras raras em áreas de Joinville e Garuva, ampliando o interesse sobre o potencial mineral da região. As chamadas terras raras são minerais estratégicos utilizados na fabricação de tecnologias de alta performance, como carros elétricos, turbinas eólicas, baterias, equipamentos eletrônicos, sistemas de energia renovável e até componentes da indústria aeroespacial e de defesa. Segundo os pesquisadores, as primeiras análises revelaram concentrações elevadas desses elementos em diferentes pontos avaliados no Sul do Brasil. Em algumas amostras, os índices ultrapassaram 8 mil partes por milhão, volume considerado significativo para esse tipo de ocorrência mineral. Os levantamentos fazem parte de um projeto nacional voltado à identificação de áreas com potencial para exploração de minerais críticos. Em Santa Catarina, Joinville e Garuva aparecem entre os municípios analisados devido às características geológicas favoráveis encontradas no chamado Cinturão Ribeira. Além das coletas de solo e rochas, o trabalho inclui estudos geofísicos e geoquímicos para mapear as áreas com maior potencial econômico. O avanço das pesquisas ocorre em um momento em que o mercado global de terras raras vive forte valorização, impulsionado principalmente pela corrida tecnológica e pela transição energética mundial. Atualmente, a China concentra grande parte da produção e do processamento desses minerais, o que tem levado outros países a buscar novas fontes de abastecimento. O Brasil é visto como uma das regiões mais promissoras do mundo para expansão desse setor. Recentemente, empresas internacionais ampliaram investimentos em projetos brasileiros ligados às terras raras, reforçando o interesse econômico sobre esse mercado estratégico. Apesar do potencial econômico, o tema também levanta debates sobre impactos ambientais, soberania mineral e exploração sustentável dos recursos naturais. Discussões recentes apontam preocupação sobre o modelo de exploração e o risco de o país permanecer apenas como exportador de matéria-prima sem agregar valor tecnológico à cadeia produtiva.
Feira do Negócio Local reúne mais de 110 expositores em Jaraguá do Sul neste fim de semana
Jaraguá do Sul recebe nos dias 23 e 24 de maio a 56ª edição da Feira do Negócio Local, promovida pela Viacredi. O evento será realizado no Parque Municipal de Eventos, na Rua Walter Marquardt, 910, com entrada gratuita e programação voltada para toda a família. No sábado, a feira acontece das 10h às 19h. Já no domingo, a programação segue das 10h às 18h. A expectativa da organização é receber cerca de 15 mil visitantes durante os dois dias de evento. A proposta da feira é fortalecer os empreendedores da região, aproximando a comunidade dos negócios locais. Mais de 110 expositores participam desta edição, apresentando produtos e serviços de diversos segmentos, como alimentação, artesanato, automotivo, agronegócio, decoração, comércio, casa e construção. Além da área de expositores, o público poderá aproveitar atrações culturais, espaço infantil, praça de alimentação e atividades voltadas para toda a família. O evento também será pet friendly, permitindo a presença de animais de estimação acompanhados de seus tutores. Entre os destaques da programação estão palestras e rodas de conversa sobre inovação, empreendedorismo, inteligência artificial e transformação digital, além de serviços oferecidos pela cooperativa Viacredi. Segundo a organização, a edição deste ano ganha ainda mais relevância por integrar oficialmente as comemorações dos 150 anos de Jaraguá do Sul e marcar o retorno da feira ao município após sete anos. Expositores de diversos segmentos A Feira do Negócio Local contará com empresas e empreendedores das áreas de acessórios, alimentos e bebidas, automotivo, artesanato, artigos de festa, comércio, agronegócio e casa e construção. Entre os participantes estão marcas e negócios locais como Toda Brilho, Destil Máquinas, Braga Food Service, Di Alfajor, Empório da Thata, Speed Pneus Dunlop, Lava Auto 03, Europa Purificadores de Água, Projeto Cor Tintas, Unique Piscinas, Italínea Jaraguá, PW Embalagens, entre outros empreendedores da cidade e da região. A feira busca incentivar o consumo local, fomentar a economia regional e aproximar a população dos pequenos e médios negócios de Jaraguá do Sul.
Câmara aprova projeto que endurece penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia penas e endurece medidas contra crimes de violência sexual praticados contra crianças e adolescentes, especialmente no ambiente digital. O texto agora segue para análise do Senado Federal. A proposta atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e passa a tratar esses casos sob o termo “violência sexual contra criança ou adolescente”, ampliando a definição para incluir conteúdos produzidos, manipulados ou gerados por tecnologias digitais e inteligência artificial. Com a mudança, passam a ser enquadradas situações envolvendo imagens, vídeos ou representações digitais, reais ou fictícias, com conotação sexual ou exploração de menores, mesmo sem nudez explícita. O projeto também aumenta penas para crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, produção e venda de material envolvendo violência sexual infantil. Em alguns casos, as penas podem chegar a 10 anos de prisão. Outro ponto previsto no texto é a ampliação do combate ao aliciamento de menores pela internet. A proposta endurece punições para criminosos que utilizarem redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online, perfis falsos, recursos de anonimato ou inteligência artificial para enganar vítimas. O projeto ainda prevê agravantes para casos em que criminosos utilizem tecnologias para ocultar identidade digital, como mascaramento de endereço IP, além de ampliar mecanismos de investigação virtual para autoridades policiais. Os crimes relacionados à exploração sexual infantil passam a ser classificados como hediondos, o que aumenta o rigor das punições e reduz possibilidades de benefícios penais. Entre os efeitos previstos para condenados estão perda de cargo público, proibição de exercer funções públicas e perda do poder familiar em determinados casos. A proposta também estabelece que condenados deverão ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelos custos de atendimento médico e psicológico das vítimas. Dados recentes reforçam a preocupação das autoridades com o avanço desse tipo de crime no ambiente digital. Segundo organizações de segurança na internet e órgãos de investigação, houve crescimento expressivo de denúncias envolvendo exploração sexual infantil online, inclusive com uso de inteligência artificial para criação e manipulação de imagens. Especialistas apontam que o avanço da tecnologia e das plataformas digitais tem ampliado os desafios no combate a esse tipo de violência, exigindo atualização constante da legislação e reforço nos mecanismos de proteção a crianças e adolescentes.
Estados do Sul contestam divisão da Malha Sul e cobram participação em novo modelo ferroviário
Os governos dos estados que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) manifestaram preocupação com o plano do Governo Federal de dividir a concessão da Malha Sul ferroviária em diferentes lotes. Em documento encaminhado ao Ministério dos Transportes, os estados defendem que a estrutura seja mantida de forma integrada para evitar prejuízos logísticos e econômicos à região Sul. A proposta do ministério prevê a separação da malha ferroviária em três corredores distintos, dois deles com trechos que passam por Santa Catarina. A medida faz parte do processo de renovação da concessão ferroviária, cujo contrato atual termina em fevereiro de 2027. No entendimento dos estados, a divisão pode comprometer a integração logística entre os territórios do Sul do país e dificultar a conexão eficiente com portos, centros industriais e mercados consumidores. O documento destaca ainda que o modelo apresentado pelo governo federal não teria sido debatido previamente com os estados envolvidos. Segundo o Codesul, os governos estaduais também não tiveram acesso aos estudos técnicos que embasam a nova modelagem da concessão. Além da preocupação com o futuro da malha ferroviária, os estados apontam problemas históricos acumulados ao longo da atual concessão, como deterioração da infraestrutura, redução da capacidade operacional e abandono de trechos ferroviários. Santa Catarina possui atualmente apenas um trecho em operação dentro da Malha Sul: a linha ferroviária entre Mafra e São Francisco do Sul, utilizada principalmente para o transporte de grãos destinados à exportação pelo Porto de São Francisco do Sul. No documento, os estados defendem que a nova concessão preserve a lógica de rede integrada, evitando fragmentações que possam gerar insegurança jurídica, perda de eficiência operacional e redução da competitividade logística da região. Entre os pedidos encaminhados ao Ministério dos Transportes estão a manutenção da concessão em bloco, recuperação de trechos abandonados, acesso aos estudos técnicos do projeto e garantia de continuidade das operações durante a transição entre os contratos. Os governos estaduais também informaram que pretendem contratar estudos próprios para avaliar os impactos da proposta federal sobre a logística ferroviária da região Sul.
Pesquisa aponta índices de Qualidade de Vida. Veja posição dos municípios da microrregião
O ranking divulgado ontem (20) pelo Instituto Imazon, apresentou ontem os municípios com a melhor e a pior qualidade de vida no Brasil, em 2026, nos 5.570 municípios do país. O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em dezenas de indicadores sociais e ambientais, embasadas em fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Segundo o site do IPS, o Índice de Progresso Social (IPS) avalia, de forma multidimensional, se as pessoas têm o necessário para viver e prosperar, permitindo comparar realidades em todo o Brasil. O IPS é composto por dados socioambientais e de resultado, ou seja, o IPS não mede a quantidade de infraestrutura ou recurso investido em um município, o IPS mede se essa infraestrutura ou esse recurso estão trazendo resultados para as pessoas. Além disso, o IPS usa dados públicos, recentes, e que sejam disponíveis para todos os municípios do Brasil. O IPS responde a 12 perguntas orientadoras sobre nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal. Luzerna, no meio oeste, em nono lugar no Brasil, é o melhor município catarinense no Levantamento e o único na lista que relaciona os 20 melhores municípios do Brasil. Na mesma lista, entre os vinte, estão doze municípios do Estado de São Paulo, três do Paraná, um de Santa Catarina, dois do do Rio Grande do Sul, um de Minas e Brasília, capital federal. Na microrregião do Vale do Itapocú, Jaraguá do Sul tem a melhor colocação. Ficando com a posição número 4 no Estado e 51 no país. Massaranduba tem os piores números. Confira abaixo a posição de cinco municípios da microrregião na comparação com outros municípios de Santa Catarina e do Brasil. Jaraguá do Sul: 4º lugar em SC e 51º lugar no Brasil Schroeder: 39º lugar em SC e 427º lugar no Brasil Corupá: 63º lugar em SC e 691º lugar no Brasil Guaramirim: 123º lugar em SC e 1384º lugar no Brasil Massaranduba: 234° lugar em SC e 2865° lugar no Brasil Confira a relação completa de todos os municípios do Brasil no site do IPSBRASIL
Moradores relatam dificuldades para parcelar IPTU 2026 em Guaramirim
Moradores de Guaramirim estão reclamando de dificuldades para realizar o parcelamento do IPTU 2026 no município. Segundo denúncias encaminhadas ao jornalismo da Rádio RBN, contribuintes afirmam que o sistema não permite dividir valores considerados baixos, mesmo com a divulgação oficial informando possibilidade de parcelamento em até seis vezes. De acordo com relatos recebidos pela reportagem, alguns moradores tentaram parcelar boletos com valores inferiores a R$ 160, mas não conseguiram concluir o procedimento. Conforme os contribuintes, o parcelamento estaria disponível apenas para valores mais altos. Um dos moradores afirmou ter buscado esclarecimentos junto ao setor de tributos da Prefeitura de Guaramirim, mas relatou ter sido encaminhado para diferentes departamentos sem conseguir uma resposta definitiva sobre a situação. A principal reclamação dos contribuintes é a falta de informação clara sobre possíveis restrições no parcelamento. Segundo os moradores, em nenhum momento foi informado oficialmente que existiria valor mínimo para adesão ao pagamento parcelado do imposto. No site oficial da Prefeitura de Guaramirim, a administração municipal divulgou que os contribuintes podem optar pelo pagamento parcelado do IPTU 2026 em até seis vezes. Os boletos foram disponibilizados a partir do dia 18 de maio, com vencimento da primeira parcela previsto para 10 de junho. Por meio de nota, a Prefeitura de Guaramirim esclarece que o parcelamento do IPTU 2026 segue as regras estabelecidas no Decreto nº 2.190/2025, que dispõe sobre a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano e taxas correlatas para o exercício de 2026. Conforme previsto no Artigo 5º do decreto, o contribuinte poderá realizar o pagamento parcelado em até seis vezes, desde que as parcelas não sejam inferiores à metade de uma Unidade Fiscal Municipal (UFM). Considerando que o valor da UFM para 2026 é de R$ 140,79, o valor mínimo permitido para cada parcela do IPTU é de R$ 70,40. Dessa forma, imóveis com valores abaixo do limite estabelecido pela legislação municipal podem não se enquadrar nas condições para parcelamento do tributo. Por: Renato Santos
Projeto aprovado na Câmara amplia blindagem a partidos e acende alerta sobre uso de dinheiro público
A aprovação de um projeto de lei pela Câmara dos Deputados que flexibiliza punições a partidos políticos e limita cobranças relacionadas à prestação de contas gerou preocupação sobre possíveis impactos aos cofres públicos e à fiscalização do uso de recursos eleitorais. O texto, aprovado em votação acelerada e durante sessão noturna, reduz o alcance de sanções aplicadas por irregularidades nas contas partidárias e eleitorais, além de dificultar bloqueios judiciais sobre recursos públicos destinados aos partidos. Entre os principais pontos da proposta está a limitação das multas eleitorais por contas desaprovadas ao teto de R$ 30 mil, independentemente do valor irregular identificado. Atualmente, a legislação prevê penalidade proporcional ao montante rejeitado pela Justiça Eleitoral. Outro trecho considerado sensível impede a penhora ou bloqueio de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), inclusive em ações judiciais relacionadas a dívidas trabalhistas, fornecedores e outras cobranças, salvo em casos específicos reconhecidos pela Justiça Eleitoral. Na prática, críticos do projeto avaliam que a medida cria uma espécie de blindagem financeira para partidos políticos, dificultando a recuperação de recursos públicos e reduzindo instrumentos de responsabilização em casos de irregularidades. A proposta também amplia prazos para pagamento de débitos, permitindo parcelamentos em até 15 anos, além de estabelecer prescrição mais rápida para análise das prestações de contas, reduzindo o prazo de julgamento de cinco para três anos. Outro ponto que gerou reação é a possibilidade de utilização de recursos públicos dos fundos partidários para quitar encargos como juros, multas e correções decorrentes de inadimplência, o que levanta questionamentos sobre o uso do dinheiro do contribuinte para cobrir penalidades aplicadas aos próprios partidos. Especialistas e parlamentares que criticaram a proposta afirmam que as mudanças podem enfraquecer mecanismos de controle e fiscalização da Justiça Eleitoral, além de aumentar a sensação de impunidade no uso de verbas públicas. Também chamou atenção a forma como o projeto avançou na Câmara, aprovado sem amplo debate público e em votação realizada durante a noite, o que gerou críticas sobre a falta de transparência e discussão aprofundada de mudanças que impactam diretamente o sistema eleitoral e o controle do dinheiro público. Além das questões financeiras, o texto ainda flexibiliza regras sobre propaganda eleitoral digital, permitindo disparos automatizados de mensagens para eleitores previamente cadastrados, desde que vinculados a números registrados oficialmente na Justiça Eleitoral. O projeto segue agora para análise do Senado Federal.