Com a chegada dos meses mais quentes e chuvosos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a necessidade de reforçar os cuidados contra a dengue em Santa Catarina. O período é considerado mais favorável para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Entre as principais estratégias de prevenção está a vacinação, disponível para adolescentes de 10 a 14 anos nas unidades de saúde dos municípios catarinenses contemplados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização deve ser associada à eliminação de criadouros do mosquito e às demais ações de controle.
Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) apontam que a cobertura vacinal no Estado está em 54,47% para a primeira dose (D1) e 27,45% para a segunda dose (D2). A Secretaria reforça que a baixa adesão ao esquema completo torna necessário ampliar a busca pela vacinação entre o público indicado.
Segundo o diretor da DIVE, João Augusto Fuck, a chegada do período de calor e chuva exige atenção redobrada da população.
“A vacinação é uma ferramenta importante para reduzir o risco de adoecimento e de complicações da doença. Por isso, é fundamental que o público contemplado procure os serviços de saúde e mantenha o esquema vacinal completo”, destaca.
A orientação da SES é que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e procurem uma unidade de saúde para iniciar ou completar o esquema recomendado. Quem já recebeu a primeira dose deve ficar atento ao prazo para a segunda aplicação.
A vacina contra a dengue começou a ser disponibilizada em Santa Catarina de forma gradual a partir de 2024, seguindo a ampliação da estratégia definida pelo Ministério da Saúde, com inclusão progressiva de municípios e regiões.
Cuidados contra o mosquito
Mesmo com a vacinação, a Secretaria reforça que a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti continua sendo uma das principais formas de prevenção.
A população deve manter cuidados como eliminar recipientes que possam acumular água, incluindo pneus, garrafas e outros objetos, manter caixas-d’água sempre fechadas e realizar a limpeza de calhas e locais que possam favorecer a reprodução do mosquito.
A SES destaca que o combate à dengue depende da participação conjunta entre poder público e comunidade, com ações permanentes de vigilância, controle do mosquito e proteção individual.
