A Secretaria Municipal de Saúde, recebeu nesta segunda-feira (27), a Nota Técnica Conjunta Nº 80/2026, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, alertando os estados e municípios sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo em território nacional, em virtude do intenso fluxo de viajantes brasileiros com destino aos países sede da Copa do Mundo da FIFA 2026 – de 11 de junho a 19 de julho – nos Estados Unidos, México e Canadá.
A nota traz recomendações de vacinação, visando proteger os viajantes e a população residente do Brasil, considerando que os países sede do evento apresentam elevado número de casos de sarampo, com surtos ainda ativos.
Eventos internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis. Nesse contexto, destaca-se o sarampo, doença viral, infecciosa aguda, altamente contagiosa e potencialmente grave, cuja transmissão ocorre principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar e que pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas. Contudo, é uma doença prevenível por meio de vacina disponível no Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações para pessoas de 12 meses a 59 anos de idade.
Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024. Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, 10 foram importados, 25 classificados como relacionados à importação e 3 apresentaram fonte de infecção desconhecida. Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal.
No Brasil, em 2026, até a semana epidemiológica 10, o país registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos. Considerando que a vacinação é uma medida de prevenção e controle efetiva, a manutenção do status de “país livre” depende diretamente da interrupção das cadeias de transmissão por meio da imunização, investigação e medidas de prevenção e controle oportunas.
Vacinação contra o sarampo
A vacinação contra o sarampo constitui a principal medida de prevenção e controle da doença, sendo ofertada gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) para todo cidadão brasileiro ou estrangeiro. Dessa forma, autoridades da Saúde reforçam a necessidade de vacinação prévia em caso de viagem, sendo esta, a medida de proteção mais efetiva.
Recomendação em caso de viagem internacional
Aos viajantes internacionais ANTES DA VIAGEM verificar o carteirinha de vacinação e procurar uma unidade de saúde mais próxima para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem.
Durante ou após a viagem
- Estar atento a sinais e sintomas sugestivos do sarampo como: febre, exantema (manchas vermelhas), coriza, conjuntivite, entre outros;
- Procurar um serviço de saúde informando o histórico de deslocamento internacional ou contato com pessoas sintomáticas ou com diagnóstico confirmado para sarampo;
- Usar máscara se apresentar sinais e sintomas.
