Jaraguá do Sul está realizando nesta segunda-feira, seminário regional sobre Fibromialgia

O Seminário Regional sobre Fibromialgia, está sendo realizado hoje (27) em Jaraguá do Sul e representa uma iniciativa importante para dar visibilidade a uma condição que ainda é cercada por desinformação e desafios no cuidado. Promovido pela Comissão de Saúde em parceria com a Escola do Legislativo, o evento reúne especialistas, gestores públicos, pacientes e familiares em um espaço de diálogo fundamental para a construção de políticas mais eficazes e humanas.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada principalmente por dor musculoesquelética generalizada, acompanhada de uma série de outros sintomas que impactam profundamente a qualidade de vida. Entre os mais comuns estão fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldade de concentração (frequentemente chamada de “névoa mental”), ansiedade, depressão e sensibilidade aumentada ao toque. Esses sintomas não aparecem de forma isolada e podem variar de intensidade, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento da doença.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos pacientes é justamente o diagnóstico. Por não existir um exame específico que confirme a fibromialgia, o diagnóstico é clínico e depende da avaliação cuidadosa dos sintomas e da exclusão de outras doenças. Isso pode levar anos, gerando frustração e sofrimento para quem convive com dores constantes sem uma resposta clara. Além disso, ainda há falta de preparo de parte dos profissionais de saúde para identificar e tratar adequadamente a condição.

O tratamento também apresenta desafios significativos. Não há cura para a fibromialgia, e o manejo da doença exige uma abordagem multidisciplinar. Isso inclui o uso de medicamentos para controle da dor, acompanhamento psicológico, prática regular de atividades físicas e mudanças no estilo de vida. No entanto, o acesso a esse conjunto de cuidados nem sempre é fácil, especialmente pelo sistema público, o que reforça a importância de políticas públicas mais estruturadas.

Outro ponto crítico é o impacto social e profissional da doença. Muitos pacientes enfrentam dificuldades para manter uma rotina de trabalho devido às dores e à fadiga, o que pode levar a afastamentos, perda de renda e até preconceito. Por isso, discutir inclusão social e laboral é essencial, como propõe o seminário.

Em Santa Catarina, estima-se que cerca de 150 mil pessoas convivam com a fibromialgia. Considerando dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, que apontam que entre 2% e 3% da população brasileira é afetada, milhares de moradores de Jaraguá do Sul também enfrentam essa realidade. A doença é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem tratamento disponível pelo SUS, mas ainda há um longo caminho para garantir acesso pleno e adequado.

Eventos como o seminário que acontece hoje são fundamentais para ampliar a conscientização, reduzir o estigma e promover o acolhimento. Ao reunir diferentes vozes — de pacientes a profissionais —, abre-se espaço para soluções mais eficazes e para a construção de uma rede de apoio mais forte e inclusiva para quem vive com a fibromialgia.

Durante a cobertura do evento, a presidente da associação de pacientes com fibromialgia em Jaraguá do Sul também falou com exclusividade à equipe da Rádio RBN FM, reforçando a importância de ampliar o debate, garantir mais acesso ao diagnóstico e fortalecer a rede de apoio aos pacientes na região. Veja o Vídeo abaixo:

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