A 43ª edição do Festival de Dança de Joinville será realizada entre os dias 20 de julho e 1º de agosto de 2026. Considerado o maior festival de dança do mundo, o evento deve reunir cerca de 350 mil pessoas ao longo de 13 dias de programação e movimentar aproximadamente R$ 130 milhões na economia da região. Ao todo, cerca de 16 mil bailarinos e profissionais da dança participarão do festival. Nesta edição, foram aprovadas 4.916 coreografias, com representantes de 25 estados brasileiros e de outros cinco países. A programação contará com mais de 550 horas de atrações, incluindo a Mostra Competitiva, Noites dos Campeões, Noite de Gala, Festival Meia Ponta, Festival 40+, Festival de Teatro Musical, além de espetáculos especiais e apresentações gratuitas em diversos espaços de Joinville. A abertura acontece no dia 20 de julho, no Centreventos Cau Hansen, com o espetáculo “Dom Quixote”, apresentado pela Cia Jovem Basileu França, de Goiás. Entre os destaques da programação estão a Noite de Gala, no dia 26 de julho, que reunirá grandes nomes do balé internacional, como Marcelo Gomes, Luiza Lopes, António Casalinho e Margarita Fernandes, além do espetáculo argentino “De Tango y Sombras”. As tradicionais Noites dos Campeões serão realizadas nos dias 31 de julho, com as categorias júnior, e 1º de agosto, com as apresentações da categoria sênior. Os ingressos já estão à venda pelo site oficial do Festival de Dança e também na secretaria do Saltare Centro de Dança. Os valores variam entre R$ 55 e R$ 180, com opção de meia-entrada para estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência, doadores de sangue, participantes credenciados e ciclistas que utilizarem estacionamento para bicicletas. Além das apresentações na Arena Multiuso e no Teatro Juarez Machado, o Festival de Dança levará atrações gratuitas para praças, espaços culturais, shopping centers e outros pontos de Joinville, reforçando a integração entre arte, turismo e desenvolvimento econômico. Por: Renato Santos
Estudo aponta que Copa do Mundo Feminina de 2027 pode gerar R$ 8,8 bilhões para a economia brasileira
A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil deverá movimentar R$ 8,8 bilhões na economia nacional, gerar 73,7 mil empregos e proporcionar R$ 4,5 bilhões em renda, além de arrecadar cerca de R$ 928 milhões em tributos. Os dados são do estudo Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para a Embratur. Segundo a pesquisa, os impactos econômicos serão impulsionados por dois fatores principais: o fluxo de turistas nacionais e estrangeiros, que deve movimentar R$ 4,7 bilhões em atividade econômica direta e indireta, e os investimentos realizados pela FIFA e pela estrutura de organização do torneio, estimados em R$ 4,1 bilhões. A Copa do Mundo Feminina de 2027 será histórica por marcar a primeira vez que uma edição do torneio será realizada em um país da América do Sul. A competição acontecerá entre 24 de junho e 25 de julho, reunindo seleções de diversos países em cidades-sede brasileiras. O estudo também aponta que o cenário é favorável para o crescimento do turismo esportivo. As mulheres representam 48,6% dos turistas internacionais que visitam o Brasil, permanecem, em média, 11 dias no país e gastam cerca de US$ 1.317 por viagem. Outro dado destacado pela FGV é que 72% das pessoas que nunca estiveram em um estádio de futebol são mulheres, indicando um grande potencial de novos públicos para a modalidade. A pesquisa ressalta ainda que o interesse pelo futebol feminino segue em expansão e que a competição pode fortalecer ainda mais esse movimento. Além dos impactos econômicos imediatos, o estudo destaca que a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade internacional do Brasil, fortalecer o turismo esportivo e deixar um legado para o desenvolvimento do futebol feminino no país. Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
TRE-SC iniciará convocação de mesários para as Eleições 2026 por WhatsApp
A Justiça Eleitoral iniciará, na próxima semana, as convocações de mesárias, mesários e demais colaboradores que atuarão nas Eleições Gerais de 2026. Em Santa Catarina, a principal novidade é que os chamamentos serão realizados, pela primeira vez, por meio do aplicativo WhatsApp. Mas atenção: o contato será exclusivamente pelo o número oficial do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC): 0800 647 3888. As dúvidas poderão ser resolvidas na mesma conversa ou pelos contatos dos cartórios já disponíveis na Internet. A expectativa é que, inicialmente, aproximadamente 80 mil pessoas sejam convocadas para atuar como mesários e em outras funções de apoio ao processo eleitoral. Em seguida do simulado, inicia-se o processo de disparo de mensagem aos convocados. As mensagens encaminhadas pela Justiça Eleitoral informarão a função a ser desempenhada, o local de atuação, as datas do primeiro e do eventual segundo turno, os horários de trabalho, orientações sobre a capacitação, hipóteses de impedimento e os canais disponíveis para esclarecimento de dúvidas. Nos casos em que houver treinamento presencial, os convocados também receberão posteriormente informações sobre local, data e horário da capacitação. As convocações ordinárias e os editais serão publicados até o dia 4 de agosto. Após esse período, novas convocações poderão ocorrer para suprir substituições decorrentes de impedimentos ou desistências. Nomeação dos mesários Conforme o calendário eleitoral, as juízas e os juízes eleitorais têm até 5 de agosto para publicar os editais de nomeação das pessoas que atuarão nas Mesas Receptoras de Votos durante o primeiro e o eventual segundo turno das eleições. A Mesa Receptora de Votos é composta por quatro integrantes: presidente, primeiro mesário, segundo mesário e secretário. Entre as atribuições estão a identificação dos eleitores, o auxílio aos procedimentos de votação, o preenchimento da ata da seção eleitoral e a organização dos trabalhos durante o dia da eleição. Já a nomeação das pessoas que atuarão como apoio logístico, nas seções de voto em trânsito, em estabelecimentos penais, unidades de internação de adolescentes e como auxiliares de auditoria poderá ocorrer até 28 de agosto. Benefícios para quem atua nas eleições Quem trabalha como mesário tem direito a benefícios previstos na legislação eleitoral, entre eles: Como ser mesário voluntário O cadastro de mesários voluntários permanece aberto de forma permanente. As inscrições podem ser realizadas pelo Portal do Mesário no site do TRE-SC ou pelo aplicativo e-Título. Pode se candidatar para atuar na função de mesário qualquer eleitora ou eleitor maior de 18 anos em situação regular, exceto candidatos e seus parentes até o segundo grau, membros de diretórios de partidos que exerçam função executiva e autoridades policiais. Além disso, também não podem ser mesários autoridade ou agente policial, bem como funcionário no desempenho de cargos de confiança do Executivo; os que pertencem ao serviço eleitoral e fiscais e delegados de partido político ou coligação. A inscrição como voluntário, no entanto, não garante a convocação, que dependerá da necessidade de cada zona eleitoral. Impedimentos As pessoas nomeadas poderão apresentar justificativa para não atuar nas eleições no prazo de cinco dias após a publicação do edital de nomeação. O pedido deverá ser encaminhado ao juízo eleitoral responsável pela inscrição do eleitor, acompanhado da documentação que comprove o impedimento. A justificativa será analisada pela Justiça Eleitoral.
Seminário debate desafio de ampliar saneamento em Santa Catarina até 2033
Santa Catarina terá que acelerar os investimentos em saneamento básico para cumprir as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. O principal desafio é ampliar a cobertura da coleta e do tratamento de esgoto, que atualmente atende apenas 35,9% da população catarinense. A meta é alcançar 90% até 2033. O tema foi debatido durante o Fórum 2050 – Seminário Saneamento Básico em Santa Catarina, realizado na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). O evento reuniu representantes do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), Casan, agências reguladoras, especialistas e empresas do setor. O vice-presidente do TCE/SC, conselheiro José Nei Alberton Ascari, destacou que o Estado ainda está distante da meta e que será necessário intensificar os esforços nos próximos anos. “Os números são preocupantes. O Estado está muito distante do cumprimento da meta e será preciso fazer, ao longo dos próximos sete anos e alguns meses, muito mais do que foi feito em toda a história. Esse é o tamanho do desafio”, afirmou. Durante o seminário, especialistas discutiram alternativas para ampliar os investimentos em saneamento, incluindo parcerias público-privadas (PPPs), regularização de sistemas existentes, gestão de resíduos sólidos e soluções voltadas à economia circular. O auditor fiscal de Controle Externo do TCE/SC, Hemerson José Garcia, ressaltou que o Tribunal acompanha a implementação das metas do Marco Legal e busca identificar soluções compatíveis com as diferentes realidades dos municípios catarinenses. Além do esgotamento sanitário, ele chamou atenção para o abastecimento de água tratada. Embora Santa Catarina apresente índice de 89,6% de cobertura, ainda abaixo da meta de 99% prevista para 2033, existem grandes desigualdades entre os municípios. Segundo Hemerson, 71 cidades catarinenses possuem menos de 50% da população atendida por água tratada, havendo casos em que a cobertura é de apenas 14% ou 16%. O Tribunal de Contas também mantém um painel de monitoramento dos indicadores municipais de saneamento por meio do Farol TCE/SC, ferramenta que permite acompanhar a evolução das metas e reforça o controle social sobre as políticas públicas. O Fórum 2050 foi promovido pelo Jornal Notícias do Dia como parte das comemorações dos 20 anos do veículo. Na abertura do evento, o diretor de Conteúdo do Grupo ND, Luís Meneghim, ressaltou o papel da imprensa em manter o saneamento básico em evidência por seu impacto direto na saúde pública, na preservação ambiental, na qualidade de vida e no desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
Jaraguá do Sul confirma força nas categorias de base do vôlei e coloca duas equipes nas finais de competições estaduais
As equipes masculina Sub-19 e feminina Sub-15 da Secel/ADV/Jaraguá seguem em destaque na temporada e garantiram vaga nas fases decisivas de importantes competições do voleibol catarinense. As classificações foram conquistadas durante etapas realizadas em Jaraguá do Sul, no último fim de semana. No Campeonato Catarinense Sub-19 Masculino, disputado na Areninha, a equipe jaraguaense terminou a terceira etapa como vice-campeã. O time venceu São Bento do Sul e Santo Amaro da Imperatriz, mas foi superado por Balneário Camboriú. Com os resultados, fechou a primeira fase na liderança do Grupo A e assegurou presença na etapa final, marcada para setembro. Segundo o técnico Cleyton Nunes, o desempenho foi positivo, mesmo com desfalques na equipe. “Apesar dos desfalques, a equipe se portou bem e conseguiu fazer uma boa etapa. Tivemos altos e baixos, o que é normal, e terminamos na segunda colocação geral”, destacou. Já a equipe feminina Sub-15 disputou a segunda etapa da Liga Catarinense no Clube Beira Rio e também ficou com o vice-campeonato. As jaraguaenses conquistaram vitórias sobre São Bento do Sul, Balneário Piçarras e Itajaí, sofrendo apenas uma derrota para Blumenau. Agora, aguardam a definição da classificação para disputar a Série Ouro ou a Série Prata da competição, cujas finais estão previstas para outubro. Resultados Campeonato Catarinense Sub-19 Masculino Liga Catarinense Sub-15 Feminino
EUA confirmam tarifaço e Brasil prepara reação com Lei da Reciprocidade
O chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, disse a interlocutores do governo Lula que já levou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a recomendação final de um novo “tarifaço” sobre produtos brasileiros, mas sinalizou um aumento da lista de exceções. As informações foram divulgadas pela CNN. O governo brasileiro segue em compasso de espera pela decisão dos Estados Unidos sobre a possível ampliação das tarifas de importação sobre produtos nacionais. A expectativa é que o presidente Donald Trump anuncie ainda nesta quarta-feira (15) quais medidas serão adotadas após a conclusão da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Na reta final das negociações, o chefe do USTR, Jamieson Greer, informou a representantes do governo brasileiro que a recomendação sobre as novas tarifas já foi encaminhada à Casa Branca. Apesar disso, sinalizou que a lista de produtos que poderão ficar de fora da sobretaxa pode ser ampliada. A última rodada de conversas entre os dois países ocorreu na terça-feira (14). Durante a reunião, autoridades brasileiras contestaram os argumentos utilizados pelos Estados Unidos na investigação baseada na chamada Seção 301, afirmando que não existem fundamentos técnicos para justificar a adoção das medidas comerciais. Entre os pontos questionados pelos norte-americanos estão o funcionamento do sistema de pagamentos Pix, políticas ambientais relacionadas ao combate ao desmatamento, propriedade intelectual e questões ligadas ao comércio digital. O governo brasileiro rebate as alegações e sustenta que nenhuma delas justifica a imposição de novas barreiras comerciais. Mesmo com o endurecimento das negociações, representantes do Brasil defenderam a importância da relação econômica entre os dois países, destacando que diversas empresas norte-americanas instaladas no Brasil exportam componentes produzidos em território brasileiro para abastecer suas próprias fábricas nos Estados Unidos. A expectativa do governo é que esse argumento contribua para ampliar a lista de exceções às novas tarifas. Atualmente, a estimativa é de que cerca de 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos possam ser atingidas pelas sobretaxas, embora o governo ainda trabalhe para reduzir esse impacto por meio do diálogo diplomático. Brasil prepara medidas de resposta Enquanto aguarda a decisão oficial dos Estados Unidos, o governo federal também organiza uma série de ações caso as sanções comerciais sejam confirmadas. Entre elas está a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, mecanismo que permitirá ao Brasil adotar tarifas sobre produtos norte-americanos na mesma proporção das medidas impostas pelos Estados Unidos. A proposta é utilizar a reciprocidade como instrumento de negociação para tentar restabelecer o diálogo entre os dois países. Além disso, o governo prepara uma contestação jurídica contra as tarifas, com ações que poderão ser apresentadas tanto na Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto na Justiça norte-americana. Outra frente em estudo prevê medidas de apoio aos setores da economia brasileira que possam ser mais afetados pelas sanções, especialmente empresas exportadoras. Produtos podem ser afetados Segundo estimativas do setor produtivo, os Estados Unidos avaliam sobretaxar mercadorias que representam aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações brasileiras por ano. Entre os produtos que podem entrar na lista estão açúcar bruto, tabaco, ferro-gusa, alumínio, molduras de madeira, além de outros itens industriais e do agronegócio. Apesar do cenário de incerteza, o canal diplomático entre os dois governos permanece aberto. Ao final da reunião desta terça-feira, representantes brasileiros reforçaram que continuam dispostos a negociar uma solução que preserve a relação comercial entre os dois países e evite a escalada das medidas tarifárias.
Segundo tarifaço dos EUA pode ampliar impacto na indústria e no emprego em Santa Catarina; afirma Fiesc
A entrada em vigor da nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acende um sinal de alerta para a economia catarinense. Um estudo divulgado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) aponta que os efeitos da segunda fase das medidas podem repetir os prejuízos registrados no primeiro ciclo de sobretaxas, afetando exportações, competitividade e geração de empregos no estado. Segundo a entidade, Santa Catarina já deixou de criar cerca de 7,6 mil postos formais de trabalho durante a primeira fase das restrições comerciais. Agora, a expectativa é de que o novo pacote tarifário provoque impactos semelhantes, especialmente sobre os setores industriais com forte presença no mercado norte-americano. Embora a tarifa nominal máxima prevista nesta nova etapa seja inferior à aplicada anteriormente, a FIESC alerta que isso não representa uma melhora efetiva para as empresas catarinenses. O principal motivo é que concorrentes internacionais do Brasil deverão enfrentar tarifas menores, reduzindo a competitividade dos produtos fabricados em Santa Catarina. Os reflexos já foram sentidos nas exportações durante o primeiro tarifaço. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, as vendas catarinenses para os Estados Unidos caíram cerca de 38%, passando de uma média mensal de US$ 141 milhões para aproximadamente US$ 87 milhões. Com a possível adoção das novas sobretaxas, a expectativa é de que essa retração volte a se aproximar dos 40%. O levantamento mostra ainda que mais de 500 produtos catarinenses perderão competitividade nesta nova fase das tarifas, enquanto outros segmentos poderão registrar algum ganho. No entanto, a avaliação da FIESC é de que o saldo permanece negativo, principalmente porque outros países exportadores terão condições mais favoráveis para disputar espaço no mercado norte-americano. A preocupação é ainda maior em Santa Catarina devido ao perfil da pauta exportadora do estado. Enquanto cerca de um quarto das exportações brasileiras deverá ser diretamente afetado pelas novas medidas, no estado aproximadamente 56% dos embarques permanecem expostos às sobretaxas, em razão da forte participação da indústria de transformação. Além do impacto econômico, o cenário também ganhou contornos diplomáticos. As tensões entre Brasil e Estados Unidos aumentaram após a investigação comercial aberta pelo governo norte-americano com base na chamada Seção 301, que questiona práticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, ao sistema de pagamentos Pix e a políticas ambientais. O governo brasileiro considera as alegações sem fundamento técnico e prepara uma série de medidas caso o tarifaço seja confirmado. Entre elas está a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permitirá ao Brasil adotar tarifas equivalentes sobre produtos importados dos Estados Unidos. Paralelamente, o governo estuda contestar a decisão em instâncias internacionais e nos próprios tribunais norte-americanos, além de elaborar ações de apoio aos setores econômicos que possam sofrer maiores perdas. A lista de produtos brasileiros que podem ser atingidos pelas novas tarifas inclui itens como açúcar bruto, tabaco, ferro-gusa, alumínio e molduras de madeira, segmentos que possuem relevância para a indústria nacional e para parte das exportações catarinenses.
Brasil reforça diálogo com EUA enquanto prepara reação a possível tarifa sobre exportações
O governo federal intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em reunião realizada com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, autoridades brasileiras voltaram a classificar como injustificada a proposta de sobretaxas e defenderam a continuidade do diálogo entre os dois países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), este foi o quinto encontro entre representantes brasileiros e norte-americanos desde maio, quando os governos decidiram criar um grupo de trabalho para tratar das relações comerciais bilaterais. O governo brasileiro afirma que não há fundamentos técnicos que justifiquem a adoção das novas barreiras comerciais e reforçou que continuará buscando uma solução negociada. A decisão final do governo norte-americano é esperada para esta quarta-feira (15), quando deverá ser divulgada a lista definitiva dos produtos que poderão ser atingidos pelas tarifas. As tensões comerciais aumentaram após os Estados Unidos abrirem uma investigação contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da legislação comercial americana. Entre os pontos questionados estão políticas relacionadas ao comércio digital, o funcionamento do sistema de pagamentos Pix, questões de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento. Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a medida sem justificativa e já estuda uma série de ações caso as sobretaxas sejam confirmadas. Entre elas está a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permitirá ao Brasil adotar tarifas proporcionais sobre produtos norte-americanos, utilizando o mecanismo como instrumento de negociação. Além disso, o governo, em conjunto com representantes do setor produtivo, prepara contestações jurídicas tanto na Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto na Justiça dos Estados Unidos, buscando reverter a cobrança das novas tarifas. Outra frente em estudo envolve medidas de apoio aos setores mais afetados. A equipe econômica avalia a edição de medidas provisórias para oferecer suporte às empresas exportadoras brasileiras que possam sofrer perdas caso as sanções entrem em vigor. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4,2 mil produtos brasileiros, que representam aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações anuais para os Estados Unidos, poderão ser atingidos pelas novas tarifas. Entre os produtos que estão na lista de possíveis sobretaxas estão açúcar bruto, tabaco, ferro-gusa, alumínio, molduras de madeira, álcool etílico, aeronaves, produtos agropecuários e diversos insumos industriais. Enquanto aguarda o posicionamento oficial do governo norte-americano, o Brasil mantém as negociações diplomáticas e reforça que buscará preservar a relação comercial entre os dois países, sem descartar medidas de retaliação e ações judiciais para proteger os interesses dos exportadores brasileiros.
Santa Catarina terá dias mais quentes antes da volta da chuva no fim de semana
A previsão do tempo indica uma mudança gradual nas condições climáticas em Santa Catarina nos próximos dias. Depois do frio intenso registrado no início da semana, as temperaturas começam a subir, enquanto uma nova frente fria se aproxima do Estado. Na quinta-feira (16), o tempo permanece firme na maior parte do território catarinense. No entanto, a atuação de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul pode provocar temporais isolados no Oeste e Extremo Oeste. Apesar da possibilidade de chuva acompanhada por raios e rajadas de vento, o risco para ocorrências é considerado baixo. As temperaturas seguem em elevação. Durante a madrugada e o amanhecer, os termômetros devem marcar entre 5°C e 8°C nos Planaltos e Meio-Oeste, enquanto nas demais regiões as mínimas ficam entre 10°C e 15°C. À tarde, as máximas variam entre 20°C e 25°C em praticamente todo o Estado. Na sexta-feira (17), o tempo continua estável na maior parte de Santa Catarina. Apenas o Oeste e o Extremo Oeste seguem com possibilidade de temporais isolados. O destaque será o aumento das temperaturas. O dia começa mais quente, com mínimas próximas de 20°C no Grande Oeste e entre 15°C e 17°C nas demais regiões. Durante a tarde, as máximas podem chegar perto dos 30°C em áreas do Oeste e do Litoral Sul. No litoral, o mar continua agitado entre quinta e sexta-feira, especialmente no Litoral Sul, com ondas entre 2 e 2,5 metros, podendo apresentar picos mais elevados em alto-mar. A tendência muda no fim de semana. No sábado (18), o sol ainda predomina durante a manhã, mas a aproximação de uma nova frente fria favorece o desenvolvimento de pancadas de chuva e temporais isolados entre a tarde e a noite, principalmente nas regiões Centro-Sul do Estado. Já no domingo (19), a chuva deve avançar gradualmente para todas as regiões de Santa Catarina, marcando o retorno do tempo instável.
40ª Kolonistenfest começa nesta quinta-feira com shows, gastronomia típica e programação para toda a família em Jaraguá do Sul
A 40ª edição da Kolonistenfest, tradicional Festa do Colono de Jaraguá do Sul, começa nesta quinta-feira (16) e segue até domingo (19), na Sociedade Aliança, em Rio Cerro II. Considerada a festa mais antiga do município, o evento celebra as tradições dos colonizadores com gastronomia típica, apresentações culturais, exposições, desfiles, música ao vivo e entrada gratuita em horários especiais. A abertura dos portões ocorre às 18h desta quinta-feira. A programação da primeira noite contará com show do grupo Três é Demais com Indavírus, às 19h30, seguido pela apresentação da Banda Cosmo Express, às 21h. O público também poderá aproveitar praça de alimentação com churrasco, strudel, bolos e food trucks. Na sexta-feira (17), as atividades começam às 14h com o baile da melhor idade. À noite, acontece a solenidade oficial de abertura da festa, marcada para as 20h30, além da escolha das majestades da 40ª Kolonistenfest. A animação musical ficará por conta de Magali e Wanderli, Duo Prost, Luis Felipe e da Super Banda 0800, que sobe ao palco às 22h30. O sábado (18) será dedicado às atrações tradicionais da festa, com passeio off-road 4×4, encontro de Tobatas, desfile da Sociedade Aliança, apresentações folclóricas, competições, café colonial, buffet típico e shows de Cleiton e Deyvi, Jean Carlos e Banda Mensagem, entre outras atrações. No domingo (19), a programação inicia às 8h30 com a recepção das sociedades e visitantes. Um dos momentos mais aguardados será o tradicional desfile, acompanhado por carros alegóricos e grupos musicais. Ao longo do dia, haverá apresentações do Musical Estrela de Ouro, Jóia Musical, GuiGui, Trio Berg Buam, Chapeludo, Musical JM e da Orquestra La Montanara, além das exposições, gastronomia típica e da competição de serrador. O encerramento da festa está previsto para as 22h. Festa nasceu de forma simples e virou tradição Em entrevista a Rádio RBN, os organizadores do evento contaram que a Kolonistenfest surgiu após a mudança da sede da entidade, com o objetivo de aproximar a comunidade e preservar a cultura dos colonizadores. A primeira edição foi realizada de forma modesta, mas cresceu ao longo dos anos até se tornar uma das maiores festas tradicionais da região. Hoje, o evento reúne mais de 150 expositores, uma ampla exposição agroindustrial, cerca de 200 animais e uma estrutura de aproximadamente 20 mil metros quadrados, com estacionamento para mais de 1.500 veículos, três pavilhões de exposições, três pistas de dança, Biergarten, praça de alimentação e parque de expositores. Outro diferencial da festa é o trabalho voluntário. Aproximadamente 400 pessoas atuam durante os quatro dias do evento em setores como gastronomia, estacionamento, exposições e atendimento ao público. Gastronomia é um dos grandes atrativos Os visitantes poderão saborear pratos típicos da culinária alemã, como marreco recheado, churrasco, buffet de sopas, buffet típico, café colonial, strudel, cucas e bolos. Grande parte dos alimentos é preparada pelos próprios voluntários da Sociedade Aliança. Entrada gratuita em horários especiais Quem pretende visitar a festa poderá aproveitar horários com acesso gratuito: Crianças de até 14 anos têm entrada gratuita durante todos os dias da festa. A 40ª Kolonistenfest acontece na Sociedade Aliança, localizada na Rodovia SC-110, km 18, em Rio Cerro II, reunindo cultura, tradição, música e gastronomia em uma programação voltada para toda a família.