Os 40 milhões de reais, liberados pelo governo federal para a construção de 308 moradias populares em Jaraguá do Sul, está completando dois anos de paralisação numa conta da Caixa Econômica Federal. Se estivesse aplicado teria rendido quase 12 milhões e poderia construir cerca de 30 moradias geminadas. A reportagem da RBN procurou o setor de habitação da Prefeitura de Jaraguá do Sul em busca de atualização dos encaminhamentos e foi direcionada para o Cigamvali ( Consórcio Intermunicipal da Gestão Pública do Vale do Itapocú) da Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocú). Na Cigamvali, o engenheiro Guilherme Ohlweiller, destacou que os trabalhos técnicos estão em andamento. Segundo ele, um estudo de viabilidade sobre solo e terraplanagens, concluiu que o projeto original exigiria uma grande movimentação de terra que poderia inviabilizar a obra. A partir de então, um novo projeto foi desenvolvido com novos acessos internos, unificação de áreas públicas e possibilitando unidades multifamiliares verticalizadas. A nova proposta foi aprovada pelo Comcidade e a próxima etapa de projetos complementares vai incluir pavimentação, terraplanagem definitiva, drenagem, rede elétrica e abastecimento de água. O engenheiro acredita que todos os projetos estejam concluídos até novembro para que sejam finalmente encaminhados para a aprovação final. CIGAMVALI Em entrevista no começo do ano, o Diretor de habitação, Jociel Gomes, informou que a Prefeitura havia repassado para a Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocú), a elaboração dos projetos urbanístico e de terraplanagem do terreno. Na época, o Vereador Luis Fernando Almeida (MDB), que já havia criticado fortemente a morosidade e cobrado mais agilidade do Executivo municipal, disse que as mudanças estabelecidas pela Prefeitura na confecção dos projetos “poderiam atrasar ainda mais a execução do loteamento”. Na semana passada, em nova entrevista na RBN, Almeida disse que após reuniões com representantes da prefeitura e do Cigamvali, constatou a evolução dos projetos e disse acreditar que tudo seja concluído o mais rapidamente possível. BUROCRACIA O trâmite do projeto iniciou em 2019 e prevê a implantação de 308 unidades habitacionais no bairro Três Rios do Norte. Os recursos, no montante de R$ 40 milhões, já foram disponibilizados pelo Governo federal desde agosto de 2024. Em dezembro de 2025, a prefeitura de Jaraguá do Sul encaminhou ao Legislativo o PL 397/2025, que autoriza o Poder Executivo Municipal a Instituir o Programa Municipal de Apoio Habitacional para a População de Baixa Renda, em Parceria com o Programa Federal Minha Casa Minha Vida – Cidades, e a Dispor Sobre a Doação de Terreno e Aporte Financeiro para a Construção de Unidades Habitacionais. De acordo com o Executivo, o programa possibilita o acesso de famílias de baixa renda a uma moradia digna, permitindo o financiamento habitacional de forma mais condizente com a realidade dos beneficiários pelo programa, já que o aporte financeiro e a doação de terreno possibilitará a diminuição do valor de entrada que estas famílias precisam dispor para financiar um imóvel. AÇÃO JUDICIAL Em outubro de 2025, o Diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Jaraguá do Sul, entrou com uma representação no Ministério Público, denunciando o que chamaram de morosidade da Prefeitura. No documento, o partido denuncia que o governo federal liberou R$ 40 milhões para a construção de novas moradias populares, que atenderia 308 famílias com casas geminadas ou blocos de apartamentos.
42% das mulheres brasileiras já apostaram online, aponta pesquisa
Quatro em cada dez mulheres brasileiras já apostaram ou ainda apostam em plataformas de apostas online. O percentual chega a 42%: 20% afirmam que continuam apostando, enquanto 22% já tiveram contato com as bets, mas deixaram de jogar. Os dados fazem parte da pesquisa “Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias”, realizada pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia e divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento analisou não apenas o comportamento das apostadoras, mas também os impactos das apostas sobre familiares e pessoas próximas. Mesmo entre as mulheres que nunca fizeram apostas, o fenômeno está presente. Das 58% que nunca apostaram, 12% convivem com parentes ou amigos que jogam. Com isso, 54% das mulheres brasileiras são diretamente afetadas pelas bets, seja como apostadoras ou por causa de alguém próximo que aposta. Apostas entram no orçamento familiar Um dos principais resultados do levantamento é a motivação apontada pelas mulheres para começar a apostar. Segundo a pesquisa, as apostas aparecem menos associadas ao lazer e mais à tentativa de complementar a renda e resolver despesas do cotidiano. Entre os exemplos estão o pagamento de contas, a compra de alimentos e produtos para os filhos. A promessa de dinheiro rápido acaba sendo apresentada como uma possibilidade de melhorar a situação financeira da família. A pesquisa também identificou que mulheres com filhos apostam mais. Cerca de 72% das apostadoras têm filhos, e, segundo o levantamento, mulheres com filhos apostam aproximadamente 1,6 vez mais do que aquelas sem filhos. O estudo aponta ainda diferenças na forma como homens e mulheres são julgados quando apostam. Enquanto a paternidade pode reduzir o julgamento sobre homens que apostam, entre as mulheres ter filhos tende a aumentar a cobrança relacionada à responsabilidade pelo cuidado e pela administração da casa. Vergonha faz muitas mulheres esconderem as apostas Outro aspecto identificado pela pesquisa é o comportamento reservado das apostadoras. Muitas relatam jogar sozinhas e esconder o hábito de familiares por vergonha. Entre as mulheres que apostam, 30% afirmam que costumam jogar mais durante a noite ou a madrugada. Entre os homens, o índice é de 20%. O levantamento também mostra que 15% dos brasileiros acreditam que alguém que mora na mesma casa faz apostas online escondido e pode estar acumulando dívidas sem contar aos familiares. Endividamento e violência Os impactos financeiros podem se transformar em problemas dentro de casa. Entre as mulheres que apostam, 7% afirmaram já ter recorrido a agiotas para conseguir dinheiro destinado às apostas. Entre as mulheres afetadas pelo comportamento de um familiar apostador, 8% disseram que elas próprias ou alguém próximo precisou recorrer a agiotas. A pesquisa aponta ainda que 23% dos brasileiros já presenciaram ou conhecem alguma situação em que as apostas contribuíram para episódios de violência dentro de uma família. Entre as mulheres impactadas por um familiar que aposta, os principais efeitos relatados foram conflitos familiares e perda de confiança, ambos citados por 24% das entrevistadas. O desgaste emocional apareceu em 21% dos relatos, enquanto 12% apontaram mudanças na qualidade de vida. Ilusão de que é possível controlar o resultado O levantamento também chama atenção para a percepção de que seria possível desenvolver habilidades para vencer apostas. Um quarto das mulheres entrevistadas acredita que é necessário ter algum tipo de habilidade ou conhecimento para ganhar. Entre as apostadoras frequentes, esse percentual chega a aproximadamente 40%. Essa percepção é associada pela pesquisa à estratégia de comunicação das plataformas, que utilizam publicidade, influenciadores e conteúdos que apresentam as apostas como uma atividade que poderia ser dominada por meio de técnicas ou estratégias. Os cassinos online aparecem como a modalidade mais utilizada pelas mulheres. Cerca de 49% das apostadoras afirmaram jogar nesse formato, que inclui roleta, caça-níqueis e jogos como o Tigrinho. Outros 29% apostam em jogos de sorte instantânea, enquanto 26% utilizam plataformas de apostas esportivas. Redes sociais ampliam exposição às bets A influência das redes sociais também aparece entre os principais pontos do estudo. Segundo a pesquisa, 79% das mulheres entrevistadas afirmam que passaram a receber mais conteúdos relacionados a apostas depois do primeiro acesso a uma plataforma. Além da publicidade tradicional, as bets chegam ao público por meio de amigos, familiares, influenciadores locais e grandes criadores de conteúdo. Para 72% das mulheres, a publicidade contribui para que as pessoas apostem mais do que deveriam. Maioria das mulheres apoia proibição O levantamento mostra ainda forte apoio entre as mulheres a medidas mais rígidas contra as apostas online. Entre elas, 62% defendem a proibição dos jogos online no Brasil. Entre os homens, o percentual é de 50%. A pesquisa também identificou que 41% das mulheres defendem que as casas de apostas possam continuar funcionando, mas sem autorização para fazer publicidade. Entre os homens, esse percentual chega a 47%. Entre as medidas avaliadas pelos entrevistados, 45% apoiam o bloqueio do Pix para apostas realizadas por pessoas que recebem benefícios sociais. Outros 32% demonstraram interesse em um canal anônimo de apoio para quem enfrenta problemas relacionados às apostas. Pesquisa ouviu mais de 2 mil brasileiros O levantamento foi realizado a partir de pesquisas qualitativas e quantitativas conduzidas entre junho e agosto de 2026. Na etapa qualitativa, foram entrevistadas 60 pessoas, principalmente mulheres entre 18 e 58 anos, das classes C, D e E, residentes em estados das regiões Sudeste e Nordeste. Na pesquisa quantitativa, foram ouvidos 2.008 homens e mulheres de todo o Brasil. A amostra considerou a distribuição da população indicada pelo Censo 2022 e pela PNAD 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A conclusão do estudo defende ações em três frentes: ampliar o atendimento de saúde para apostadores e familiares afetados, fortalecer medidas de prevenção e restrição à publicidade e discutir limites para determinadas modalidades de apostas, começando pelos cassinos online.
MPSC adere à campanha nacional de combate ao preconceito contra população em situação de rua
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aderiu à campanha nacional “A rua não é escolha. O preconceito sim”, iniciativa promovida pelos Ministérios Públicos de todo o país para combater a discriminação, a invisibilidade e os julgamentos enfrentados por pessoas em situação de rua. A mobilização foi articulada pelo Grupo Nacional de Atuação do Ministério Público em Apoio Comunitário, Participação e Inclusão Sociais e Combate à Fome (GNA-Social), vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG). A proposta é sensibilizar a sociedade para que enxergue essas pessoas para além da condição de vulnerabilidade em que se encontram, reconhecendo suas histórias, sonhos, vínculos afetivos, dignidade e direitos. Desenvolvida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), a campanha utiliza mensagens que destacam a humanidade das pessoas que vivem nas ruas. As peças trazem frases como “Não há mais um quarto para dormir. Mas ainda há sonhos para viver” e “Não há mais mesa no almoço de domingo. Mas ainda há família”, reforçando a ideia de que, apesar das dificuldades e perdas, permanecem a identidade, os afetos e os direitos de cada indivíduo. O conceito central da campanha é expresso no slogan “A rua não é escolha. O preconceito sim”, que busca provocar reflexão sobre os estigmas enfrentados diariamente por essa parcela da população. Segundo o coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH) do MPSC, promotor de Justiça Eduardo Sens, a iniciativa destaca a importância do respeito à dignidade humana e do combate aos preconceitos. “Para garantir direitos humanos, primeiro precisamos enxergar a humanidade no outro”, afirmou. A campanha também chama a atenção para os desafios enfrentados por pessoas em situação de rua, como violência, fome, insegurança, rompimento de vínculos familiares e dificuldades de acesso a serviços públicos essenciais. Além de conscientizar a sociedade, a ação reforça a necessidade de políticas públicas permanentes e integradas que garantam acesso à saúde, assistência social, documentação civil, alimentação, moradia, trabalho, renda e proteção social. Outro ponto destacado é a observância das diretrizes estabelecidas pela Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976, que prevê atendimento digno e sem discriminação à população em situação de rua e proíbe práticas como remoções compulsórias, recolhimento forçado de pertences e o uso de arquitetura hostil. A campanha está sendo divulgada nacionalmente por meio de vídeos e peças informativas nas plataformas dos Ministérios Públicos participantes.
Trecho da Rua Adolfo Antônio Emmendoerfer fica parcialmente interditado para obras
Um trecho da Rua Adolfo Antônio Emmendoerfer, no bairro Rio Molha, em Jaraguá do Sul, está parcialmente interditado para a realização de obras de recuperação da rede de drenagem pluvial. O serviço é realizado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Defesa Civil e do Samae, após a rede de drenagem ser obstruída em decorrência das fortes chuvas registradas no fim de semana. A intervenção ocorre nas proximidades do número 771 e mantém a via em meia pista durante a execução dos trabalhos. A previsão é que o serviço seja concluído até as 17h desta terça-feira (18). O local está sinalizado, mas a Prefeitura orienta motoristas e pedestres a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho. A execução da obra envolve a circulação de caminhões, máquinas pesadas e equipes de trabalho na pista. A recomendação é reduzir a velocidade e respeitar a sinalização enquanto os serviços estiverem sendo realizados.
Jaraguá do Sul realiza Dia D de Multivacinação para crianças e adolescentes
A Secretaria Municipal de Saúde realiza neste sábado (22) o Dia D da Multivacinação 2026, iniciativa voltada à atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Durante o Dia D, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que possuem sala de vacinação, além da Central de Vacinas, estarão abertas das 8h às 17h para atender o público-alvo. A campanha segue até o dia 1º de setembro e tem como principal objetivo identificar doses que estejam em atraso e completar os esquemas de vacinação de crianças e adolescentes, conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação. Para receber as vacinas, é importante que os responsáveis levem a caderneta de vacinação. A equipe de saúde fará a avaliação individual e verificará quais doses precisam ser aplicadas ou atualizadas. Quem deve participar A estratégia é destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos, ou seja, até 14 anos, 11 meses e 29 dias, que não tenham o registro completo das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A aplicação das doses será definida de acordo com a situação encontrada na caderneta e respeitando as contraindicações existentes. A proposta é realizar uma vacinação seletiva, garantindo que cada criança ou adolescente receba somente as doses necessárias. Prevenção de doenças A atualização das cadernetas é considerada uma medida importante para manter elevadas as coberturas vacinais e ampliar a proteção da população contra doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação. Entre os objetivos está a redução do risco de reintrodução e circulação de doenças como sarampo e poliomielite, especialmente diante do cenário epidemiológico internacional. Além de proteger individualmente crianças e adolescentes, a vacinação contribui para diminuir a ocorrência de doenças, complicações, internações e mortes relacionadas a enfermidades imunopreveníveis. Serviço Dia D da Multivacinação 2026Quando: sábado, 22 de agostoHorário: das 8h às 17hOnde: UBSs de Jaraguá do Sul com sala de vacinação e Central de VacinasPúblico-alvo: crianças e adolescentes menores de 15 anosPeríodo da ação: até 1º de setembro Os responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde possa conferir as doses e orientar sobre a necessidade de atualização.
Feira do Intercâmbio reúne oportunidades para estudar, trabalhar e morar em 17 países
Joinville recebe, no dia 20 de agosto, a 2ª Feira do Intercâmbio, evento gratuito voltado a pessoas que desejam estudar, trabalhar ou construir uma carreira no exterior. A programação será realizada das 15h às 20h, no Bourbon Convention Hotel, localizado na Rua Visconde de Taunay, 275, no Centro. Após o sucesso da primeira edição, realizada no ano passado, a organização espera receber mais de 300 visitantes. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/feira-do-intercambio-em-joinville/3483930 O evento reunirá representantes de instituições de ensino e organizações internacionais com oportunidades em 17 países, entre eles Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, França, Malta, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, África do Sul, Chipre, Emirados Árabes Unidos e Austrália. Segundo as organizadoras Myriam e Ana Carolina Barcik Alves, a proposta é mostrar que o intercâmbio pode ser uma possibilidade acessível para diferentes perfis e faixas etárias. Durante a feira, os visitantes poderão conhecer programas de idiomas, High School, graduação, pós-graduação, cursos profissionalizantes e programas voltados à carreira internacional. Também haverá orientação sobre custos, bolsas de estudo, processos de admissão, vistos, acomodação, mercado de trabalho e planejamento financeiro. Quatro palestras gratuitas A programação contará ainda com quatro palestras sobre diferentes possibilidades de intercâmbio: Entre as instituições confirmadas estão organizações e escolas como Education in Ireland, Amerigo Education, Bayswater Education, EC English, Fanshawe College, Full Sail University, GISMA Business School, ILAC, Navitas, Sheridan College, Stafford House International, Tamwood e University of Europe for Applied Sciences, entre outras. Mercado de intercâmbio movimenta bilhões Dados da BELTA (Brazilian Educational & Language Travel Association), divulgados neste ano, apontam que o mercado de intercâmbio estudantil movimentou R$ 7 bilhões no Brasil em 2025, crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior. O investimento médio por cliente ultrapassou R$ 46 mil. Para 2026, a projeção é de crescimento de 16,6%. Além dos números do setor, a feira também pretende apresentar experiências pessoais de quem já participou de programas internacionais. A estudante Marcela Correa Bartel, de 17 anos, por exemplo, realizou High School na Nova Zelândia entre julho e dezembro de 2025. Para ela, a experiência representou uma oportunidade de conhecer novas culturas, enfrentar desafios e ampliar a visão sobre si mesma e sobre o mundo. Ana Carolina Barcik Alves – Oorganizadora da feira
Comércio e serviços de Santa Catarina mantêm crescimento em 2026
Os setores de comércio e serviços de Santa Catarina seguem em trajetória de crescimento em 2026, segundo os resultados mais recentes das Pesquisas Mensais do Comércio (PMC) e de Serviços (PMS), do IBGE. O comércio apresenta o desempenho mais expressivo. No acumulado em 12 meses, o setor registrou alta de 4,9%, mais de três vezes o crescimento observado no Brasil, de 1,6%. No primeiro semestre, o varejo restrito catarinense avançou 4,5%, enquanto a média nacional ficou em 1,9%. Com esse resultado, Santa Catarina aparece entre os seis estados com melhor desempenho do país no período. Já o setor de serviços também apresentou crescimento, mas em ritmo mais moderado. No acumulado em 12 meses, a alta foi de 2%. No primeiro semestre, o avanço chegou a 1,3%, abaixo dos 2% registrados no país. Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o crescimento dos dois setores é positivo diante do cenário econômico. “É positivo observar que tanto o comércio quanto os serviços apresentam crescimento no primeiro semestre, especialmente considerando que o contexto macroeconômico ainda é muito difícil, com juros elevados, que aumentam o custo do crédito e exigem mais prudência das empresas e dos consumidores”, afirma. Serviços avançam em junho Em junho, o setor de serviços de Santa Catarina cresceu 0,9% em relação a maio, considerando o ajuste sazonal. O resultado ficou acima da estabilidade registrada no país. Na comparação com junho de 2025, o avanço catarinense foi de 3,9%, enquanto a média nacional ficou em 2%. O desempenho, porém, varia entre os diferentes segmentos. Serviços profissionais, administrativos e complementares, além de informação e comunicação, contribuíram para sustentar o crescimento. Já os serviços prestados às famílias e outros serviços apresentaram retração. O turismo também teve desempenho negativo, com queda de 5,3% no acumulado do ano. Comércio mantém ritmo positivo O comércio catarinense apresentou leve retração de 0,2% em junho, na comparação com o mês anterior. No Brasil, houve crescimento de 0,5%. Apesar da queda mensal, o resultado na comparação com junho de 2025 foi positivo: 4,3% de crescimento em Santa Catarina, acima dos 2,9% registrados no país. Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado estão veículos, motocicletas e peças, com alta de 19% na comparação anual. Também apresentaram crescimento os setores de livros e papelaria, eletrodomésticos e equipamentos de informática. Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados registraram retração. No varejo ampliado, que inclui materiais de construção e o setor automotivo, Santa Catarina acumulou crescimento de 4,7% no primeiro semestre, frente a 1,9% no Brasil. Os resultados indicam que comércio e serviços continuam contribuindo para a atividade econômica catarinense em 2026, com destaque para o desempenho mais forte do varejo.
Atletismo de Jaraguá do Sul conquista 16 medalhas no primeiro fim de semana do Parajasc
A equipe de atletismo de Jaraguá do Sul conquistou 16 medalhas no primeiro fim de semana de disputas do 19º Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), realizado em Chapecó. Foram duas medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze, nas categorias deficiência intelectual (DI) e deficiência auditiva (DA). Na categoria DI, Clarice Cristiane Pommerening foi um dos principais destaques da equipe. Ela conquistou o ouro no salto em altura e a prata no salto em distância. Guilherme Galliani também teve bom desempenho, com duas medalhas de prata, nos 400 metros e 1.500 metros, além do bronze nos 800 metros. Na categoria DA, Adriano Santos Silva garantiu o título dos 800 metros e também conquistou o bronze nos 1.500 metros. Vitória Maria da Silva Delmondes ficou com a prata nos 400 metros e o bronze nos 200 metros. Principais resultados Atletismo DI – Deficiência Intelectual Ouro Prata Bronze Atletismo DA – Deficiência Auditiva Ouro Prata Bronze Parajasc segue até domingo O Parajasc segue até o próximo domingo, dia 23. O Time Jaraguá participa da competição com uma delegação de 64 integrantes, entre paratletas, comissões técnicas, coordenação e equipe de apoio. Os representantes de Jaraguá do Sul competem em cinco modalidades: atletismo DA, DI, DF (deficiência física) e DV (deficiência visual); basquete DI; bocha paralímpica; bocha rafa vollo DI; e natação nas categorias DA, DF, DI e DV. A 19ª edição do Parajasc reúne cerca de 2,6 mil atletas, com mais de 5 mil participantes no total, incluindo dirigentes. A competição conta com representantes de 74 municípios catarinenses em diferentes modalidades paradesportivas.
MPSC começa a elaborar plano de contingência para situações de crise climática
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou a construção de um plano de contingência para preparar a Instituição para situações de crise climática e outros eventos que possam comprometer a prestação dos serviços à sociedade. A primeira reunião de trabalho foi realizada na sexta-feira (14), sob a condução da Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi. Participaram representantes da Coordenadoria do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME), da Coordenadoria de Segurança Institucional (CISI) e da Casa Militar do MPSC. A proposta é estabelecer diretrizes para uma atuação coordenada em situações como temporais severos, inundações, interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica, incêndios e outras emergências. O plano pretende garantir respostas mais rápidas e organizadas, além de reduzir riscos para membros, servidores e colaboradores e assegurar a continuidade dos serviços prestados pelo Ministério Público à população. Durante o encontro, foram discutidas as primeiras etapas do trabalho, incluindo o mapeamento dos principais riscos, a definição de responsabilidades e fluxos de atuação, a criação de canais de comunicação de emergência e a identificação dos recursos necessários para enfrentar eventos críticos. Também estão entre as prioridades medidas para garantir a continuidade das atividades e proteger a infraestrutura física e tecnológica do MPSC. Segundo a Procuradora-Geral de Justiça, os eventos climáticos extremos passaram a fazer parte da realidade das instituições públicas. “Planejar, antecipar cenários e organizar respostas é uma forma de proteger pessoas, preservar a continuidade dos serviços e garantir que o Ministério Público esteja preparado para cumprir sua missão em qualquer circunstância”, afirmou Vanessa Wendhausen Cavallazzi. A elaboração do plano será coordenada pela Coordenadoria de Segurança Institucional, com apoio técnico das áreas envolvidas e participação de diferentes setores do MPSC. Entre os próximos passos estão a elaboração de protocolos de resposta, definição de rotas e procedimentos de evacuação, atualização dos contatos de emergência e criação de orientações para atuação em situações excepcionais. A proposta também prevê treinamentos periódicos, exercícios simulados e revisões dos procedimentos, para manter o plano atualizado diante dos riscos e dos desafios provocados por eventos climáticos extremos. Uma nova reunião está prevista para o final de agosto, quando serão analisadas as primeiras minutas do documento e definidos os encaminhamentos para sua implementação. Na próxima etapa, o grupo de trabalho será ampliado com a participação das Subprocuradorias-Gerais de Justiça, Secretaria-Geral do Ministério Público e Assessoria Especial de Gestão Estratégica e Inovação (AGEI).
Infraestrutura e serviços estão entre as prioridades do Norte de Santa Catarina
O setor empresarial do Norte de Santa Catarina colocou a melhoria da infraestrutura e a ampliação de serviços públicos entre as principais demandas da região para as eleições de 2026. As reivindicações fazem parte do Voz Única 2026, programa da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), que reúne propostas de diferentes regiões do Estado para apresentar aos candidatos. A etapa regional Norte será realizada nesta quinta-feira, em Guaramirim, na sede da Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag). Ao todo, foram estabelecidas seis prioridades para a região. Entre os principais pedidos estão intervenções em rodovias consideradas estratégicas para a mobilidade e o desenvolvimento econômico regional. A relação inclui a duplicação da BR-280, a implantação da Via Mar, uma nova ligação rodoviária de alta capacidade paralela à BR-101 e melhorias na capacidade da própria BR-101. BR-280 é uma das prioridades Entre as reivindicações está a conclusão da duplicação da BR-280, com atenção especial ao trecho entre Araquari e São Francisco do Sul. As obras nesse segmento estão paralisadas desde o fim de 2022, enquanto são realizadas alterações e revisões no projeto. O DNIT trabalha atualmente na contratação para retomada dos serviços em dois pontos do trecho. Para as demais áreas, é necessário um novo projeto, que já foi contratado. Outra proposta apresentada pelo setor empresarial é a criação da Via Mar, uma rodovia de alta capacidade que deverá funcionar como alternativa à BR-101 e estabelecer uma nova conexão entre o Norte catarinense e a Grande Florianópolis. Na região Norte, está previsto um trecho de aproximadamente 26 quilômetros entre Joinville e Guaramirim. A execução dos lotes que ainda não possuem licitação está sendo estruturada pelo governo estadual por meio de parcerias público-privadas. Mais capacidade para a BR-101 A ampliação da capacidade da BR-101 também aparece entre as prioridades. A proposta inclui intervenções como terceiras faixas em pontos considerados críticos, novos viadutos e melhorias nas vias marginais. As obras dependem de tratativas entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Ministério dos Transportes e a concessionária responsável pela rodovia. Além da infraestrutura rodoviária, o documento regional também aponta outras necessidades consideradas importantes para o desenvolvimento do Norte catarinense. Energia, saúde e formação profissional O setor empresarial defende investimentos na infraestrutura energética, com novas subestações e reforço da rede elétrica para acompanhar o crescimento da demanda regional. Na área da saúde, a reivindicação é pela ampliação da oferta de especialidades médicas e serviços de média e alta complexidade, acompanhada de melhorias na estrutura hospitalar. A educação profissional também integra a lista. A proposta é ampliar e qualificar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes de acordo com as características e necessidades da economia regional, contribuindo para a formação de mão de obra e criando novas oportunidades para os jovens. As seis prioridades do Norte As demandas apresentadas no Voz Única 2026 incluem: O Voz Única busca reunir as principais necessidades apontadas pelo setor produtivo catarinense e levá-las ao debate eleitoral de 2026. A etapa regional em Guaramirim será uma oportunidade para apresentar as demandas específicas do Norte e discutir os desafios de infraestrutura e desenvolvimento da região. Por: Renato Santos