Em 2025, 35% dos empreendedores brasileiros tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o equivalente a 10,7 milhões de pessoas. O percentual é o maior já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (23), faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). O estudo considera como empreendedores os empregadores e os trabalhadores por conta própria. No ano passado, o Brasil tinha 103 milhões de pessoas ocupadas. Desse total, 30,6 milhões eram empreendedoras. Entre elas, cerca de 20 milhões, ou 65%, ainda trabalhavam sem CNPJ. O percentual de formalização vem crescendo ao longo dos anos. Em 2012, apenas 24% dos empreendedores tinham registro. A taxa chegou a 29,3% em 2019, antes da pandemia, passou para 33,6% em 2024 e alcançou 35% em 2025. O CNPJ permite ao empreendedor emitir notas fiscais, acessar serviços bancários e linhas de crédito, contratar funcionários formalmente e ter acesso a determinados benefícios previdenciários. A formalização também amplia a participação dessas atividades na arrecadação de tributos. Diferença entre empregadores e autônomos A taxa de formalização é bem maior entre quem possui funcionários. Segundo o IBGE, 81,1% dos empregadores tinham CNPJ em 2025, mantendo o patamar acima de 80% observado desde 2019. Entre os trabalhadores por conta própria, o índice chegou a 27,1%, também recorde da série histórica. Em 2012, apenas 15% desse grupo possuía CNPJ. A escolaridade aparece como um dos fatores associados à formalização. Pela primeira vez, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinha registro: 50,8%. Entre aqueles com ensino médio completo ou superior incompleto, a taxa foi de 29,7%. O percentual caiu para 18,6% entre pessoas com ensino fundamental completo e médio incompleto e para 11% entre quem não tinha instrução ou não havia concluído o ensino fundamental. O IBGE relaciona parte desse avanço a mecanismos de simplificação, como o Microempreendedor Individual (MEI), que facilita a regularização de pequenos negócios e permite o acesso a direitos previdenciários e serviços financeiros. Comércio lidera formalização Entre os principais grupos de atividade econômica, o comércio e a reparação de veículos apresentaram a maior proporção de empreendedores com CNPJ, com 36,7%. Na sequência aparecem os serviços, com 33,5%, a indústria geral, com 22,8%, e a construção, com 14,8%. Na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, o percentual ficou em 6,5%. O levantamento também apontou redução na participação de empreendedores associados a cooperativas. O índice caiu de 6,3% em 2012 para 4,7% em 2025. Sindicalização permanece estável A pesquisa do IBGE também analisou a relação dos trabalhadores com sindicatos. Em 2025, 8,8% dos ocupados eram sindicalizados, o equivalente a 9,1 milhões de pessoas. O índice estava em 16,1% em 2012 e chegou a 8,4% em 2023. Depois, subiu para 8,9% em 2024 e ficou praticamente estável no ano passado. Segundo o analista do IBGE responsável pelo estudo, a queda observada ao longo da série está relacionada a diferentes fatores, entre eles as mudanças promovidas pela reforma trabalhista de 2017, que encerrou a obrigatoriedade da contribuição sindical. O levantamento também mostra diferenças entre as faixas etárias: a adesão é menor entre os trabalhadores mais jovens, enquanto a participação sindical também vem diminuindo entre os grupos mais velhos.
Endividamento das famílias catarinenses aumenta em agosto, mas inadimplência apresenta queda
O número de famílias catarinenses com dívidas aumentou em agosto de 2026, mas os indicadores apontam melhora na capacidade de pagamento dos consumidores. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Segundo o levantamento, 78,4% das famílias do estado possuem algum tipo de dívida, o maior percentual registrado na série recente. O índice representa uma alta de 1,5 ponto percentual em relação a julho e crescimento de 6,9 pontos percentuais na comparação com agosto do ano passado. Apesar do avanço no endividamento, a inadimplência apresentou redução. O percentual de famílias com contas em atraso caiu para 22,2% em agosto, uma queda de 1,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. O resultado ficou abaixo da média nacional, que chegou a 29,9%. Outro dado positivo foi a redução no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas. O índice caiu para 8,7% no estado, indicando maior controle financeiro entre os consumidores catarinenses. Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o cenário mostra uma recuperação na capacidade de organização financeira das famílias. Segundo ele, a inadimplência voltou a se aproximar dos níveis históricos de Santa Catarina, mas o momento ainda exige cautela diante do cenário econômico e do período eleitoral. A pesquisa também aponta que o comprometimento médio da renda das famílias com dívidas ficou em 29,9%. O tempo médio de atraso das contas chegou a 63,9 dias. Entre as principais modalidades de dívida, o cartão de crédito continua sendo o principal compromisso financeiro dos consumidores catarinenses, embora tenha apresentado redução em relação ao mesmo período do ano anterior.
Atividade da construção civil recua em agosto e setor registra piora nas expectativas
O desempenho da indústria da construção voltou a apresentar queda em agosto de 2026. O índice que mede o nível de atividade do setor recuou 2,6 pontos em relação a julho, passando de 47,3 para 44,7 pontos, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Com o resultado, o indicador ficou 2,9 pontos abaixo da média registrada para o mês de agosto. A redução refletiu uma desaceleração nos canteiros de obras, que diminuíram o ritmo de operação. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu de 66% para 65%. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, que ficou um ponto percentual abaixo do registrado em agosto de 2025. Mesmo assim, o índice permaneceu acima da média histórica para o mês, de 63%. O número de empregados no setor também apresentou retração. O indicador caiu 2,5 pontos em relação a julho, passando de 48,3 para 45,8 pontos, o menor resultado para o mês de agosto desde 2017. Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o setor vem sendo impactado pela taxa de juros elevada, aumento dos custos e um cenário de maior incerteza econômica. A pesquisa também apontou queda nas expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Os índices relacionados ao número de empregados, nível de atividade, novos empreendimentos e compras de insumos registraram redução em setembro. A expectativa para o número de empregados caiu para 48 pontos, enquanto o nível de atividade recuou para 47 pontos. Já as projeções para novos empreendimentos chegaram a 46,1 pontos e a compra de insumos e matérias-primas ficou em 45,8 pontos. Com a piora das perspectivas, o índice de intenção de investimentos do setor caiu 2,7 pontos, passando de 42,4 para 39,7 pontos, o menor nível para setembro desde 2019. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção também apresentou retração. O indicador passou de 47,2 para 45,5 pontos, refletindo uma avaliação mais negativa dos empresários sobre o momento atual e as perspectivas para a economia. A pesquisa ouviu 313 empresas do setor entre os dias 1º e 11 de setembro, sendo 120 pequenas, 128 médias e 65 grandes empresas.
Projeto prevê benefícios para empresas afetadas por redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
Um projeto em análise na Câmara dos Deputados prevê medidas temporárias para reduzir os impactos econômicos da mudança da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta, de número 3261/26, cria benefícios para empresas que comprovarem dificuldades de adaptação após a redução da carga horária sem corte de salários. As medidas seriam destinadas a microempreendedores individuais (MEIs) com funcionários, microempresas, empresas de pequeno porte, produtores rurais e agricultores familiares empregadores, cooperativas de produção rural com empregados e outros setores definidos pelo governo federal. Para ter acesso aos benefícios, o empregador deverá comprovar a adoção da nova jornada, a manutenção ou ampliação dos empregos formais e a existência de impacto econômico relevante causado pela mudança. Também será exigida regularidade fiscal, previdenciária e trabalhista. Entre as medidas previstas está a desoneração da contribuição previdenciária sobre os salários dos trabalhadores mantidos ou contratados durante o período de adaptação. O benefício teria duração inicial de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco anos mediante avaliação dos impactos econômicos e sociais. O texto também prevê que o governo federal apresente ao Congresso uma proposta de medidas tributárias para micro e pequenas empresas e MEIs afetados pela mudança. Entre as possibilidades está a redução temporária de pelo menos 50% do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A proposta ainda cria linhas de crédito subsidiadas para capital de giro, modernização tecnológica, automação, aumento da produtividade e qualificação profissional. Os financiamentos teriam carência mínima de 24 meses e prazo de pagamento de até 15 anos. Como contrapartida, as empresas beneficiadas deverão manter os empregos formais e não poderão realizar fraudes ou reduções artificiais no quadro de funcionários para obter as vantagens. O autor do projeto, deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), argumenta que a redução da jornada pode elevar os custos de empresas que dependem de mão de obra, especialmente pequenos negócios, exigindo reorganização produtiva e investimentos em tecnologia. A redução da jornada para 40 horas semanais está prevista na PEC 221/19, aprovada pela Câmara em maio e atualmente em análise no Senado. A proposta estabelece limite de cinco dias de trabalho por semana, com dois dias de descanso e sem redução salarial. O projeto 3261/26 ainda será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Violência contra mulheres com deficiência expõe cenário de agressões em Santa Catarina
Dados nacionais apontam mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência vítimas de violência doméstica ou familiar; no Norte catarinense, registros também revelam a dimensão do problema Mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência no Brasil já sofreram violência doméstica ou familiar praticada por homens. O número representa 38% das brasileiras com deficiência, percentual superior aos 25% registrados entre mulheres sem deficiência. Os dados fazem parte do Mapa Nacional da Violência de Gênero e mostram que a violência pode começar ainda na juventude. Entre as mulheres com deficiência que já foram vítimas, 36% sofreram a primeira agressão antes dos 19 anos, enquanto 24% tinham entre 20 e 29 anos. Dessa forma, seis em cada dez tiveram o primeiro episódio de violência antes dos 30 anos. Nos casos considerados mais graves, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros. A violência psicológica aparece em 88% dos relatos, seguida pela violência moral, com 82%, e pela violência física, com 80%. Norte de Santa Catarina Os números do Observatório da Violência contra a Mulher também mostram a dimensão das ocorrências no Norte catarinense. No período de 1º de janeiro de 2025 a 31 de agosto de 2026, correspondente a 607 dias, o recorte selecionado para Jaraguá do Sul, dentro da abrangência do Norte Catarinense e da AMVALI, contabilizou 2.289 registros de violência contra a mulher no âmbito doméstico, considerando a Lei Maria da Penha. O levantamento considera nove tipos de crime e aponta uma média de 3,8 registros por dia, ou aproximadamente 0,16 ocorrência por hora. A idade média das vítimas no recorte de Jaraguá do Sul é de 36,3 anos. Os registros ocorridos nos fins de semana representam 36,7% do total. O painel também aponta uma tendência de queda de 11,4% no período analisado. OUÇA O QUE DIZ A VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO BORBOLETA SOBRE O ASSUNTO: Luana Casanova – vice-presidente do Instituto Borboleta Guaramirim Em Guaramirim, também no recorte do Norte Catarinense, foram contabilizados 764 registros de violência contra a mulher entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de agosto de 2026. O período corresponde igualmente a 607 dias, com oito tipos de crime considerados no levantamento. A média registrada é de 1,3 ocorrência por dia, ou 0,05 por hora. A idade média das vítimas é de 34,6 anos, enquanto 37,2% dos registros ocorreram nos fins de semana. O painel aponta ainda uma tendência de queda de 15,7% no período analisado. A PROCURADORA DA MULHER EM GUARAMIRIM COMENTA OS DADOS: Maria Rosana – Procuradora da mulher de Guaramirim Cenário estadual No panorama mais amplo apresentado pelo Observatório, Santa Catarina registrou 21.018 ocorrências de violência contra a mulher no âmbito doméstico no período analisado no painel estadual. O levantamento aponta média de 34,6 registros por dia e 1,44 ocorrência por hora, com idade média das vítimas de 36,8 anos. Os fins de semana concentram 37,2% dos registros. Nos indicadores de violência letal, Santa Catarina contabilizou 52 feminicídios em 2025. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 38 feminicídios. Os dados mostram que a violência contra a mulher permanece presente em diferentes faixas etárias e regiões e permitem observar o comportamento das ocorrências de forma mais detalhada por município, tipo de crime e período. Por: Renato Santos Imagem: reprodução OBS: A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO É PROIBIDA
Polícia Civil lidera índice de confiança entre instituições avaliadas em pesquisa nacional
A Polícia Civil foi apontada como a instituição com maior índice de confiança entre as organizações avaliadas em uma pesquisa nacional realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o levantamento, divulgado em setembro de 2026, 60% dos entrevistados afirmaram confiar na instituição. O resultado coloca a Polícia Civil na primeira posição do ranking, à frente da Polícia Federal, que registrou 58% de confiança, e da Polícia Militar, com 56%. De acordo com a pesquisa, seis em cada dez entrevistados declararam confiar na Polícia Civil. O levantamento avalia a percepção da população sobre a instituição em âmbito nacional e não faz referência a unidades específicas. A Polícia Civil é responsável pelas funções de polícia judiciária e pela investigação de infrações penais. Entre as atividades desenvolvidas estão a coleta e análise de informações, realização de diligências, cumprimento de mandados, oitivas e identificação da autoria de crimes, com o objetivo de esclarecer os fatos e encaminhar os casos ao Poder Judiciário. Em Santa Catarina, o trabalho é realizado por unidades distribuídas em todo o estado. Na região de Jaraguá do Sul, a atuação é coordenada pela 15ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), responsável pelos municípios de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Schroeder, Massaranduba e Corupá. A estrutura regional é composta por cerca de 60 policiais civis e conta com delegacias especializadas, como a Delegacia de Investigações Criminais (DIC), a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa (DPCAI) e a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), além das delegacias responsáveis pelo atendimento e pelas investigações em cada município. O plantão regional para atendimento de flagrantes funciona 24 horas por dia na 2ª Delegacia da Comarca de Jaraguá do Sul, localizada ao lado do Fórum. A Polícia Civil também disponibiliza o telefone 181 para o recebimento de denúncias anônimas.
Nova lei aumenta penas para furto, roubo e comércio ilegal de combustíveis no Brasil
Entrou em vigor nesta quarta-feira (23) uma nova legislação que endurece as punições para crimes envolvendo furto, roubo e comercialização irregular de combustíveis no Brasil. A Lei nº 15.517/2026 altera o Código Penal e a Lei nº 8.176/1991, estabelecendo penas mais severas para crimes contra a cadeia de combustíveis. Pela nova regra, o furto de petróleo e derivados, gás natural, etanol e outros combustíveis de refinarias, bases de armazenamento, dutos e meios de transporte passa a ter pena prevista de quatro a dez anos de reclusão, além de multa. A punição poderá ser aumentada em um terço quando houver destruição de obstáculos, participação de duas ou mais pessoas, abuso de confiança ou envolvimento de agente público. O aumento pode chegar a dois terços nos casos em que o crime provocar consequências mais graves, como desabastecimento, incêndios, danos ambientais, lesões corporais graves ou morte. A legislação também tornou mais rigorosa a punição para casos de roubo de combustíveis. A pena poderá ser ampliada quando a ação causar prejuízos à operação das empresas, falta de abastecimento, incêndios ou danos ambientais. Além disso, a nova norma criou crimes relacionados à compra, transporte, armazenamento, venda ou uso de combustíveis de origem criminosa. Quem adquirir ou comercializar petróleo, gás natural, combustíveis ou lubrificantes sabendo que são provenientes de crime poderá receber pena de três a oito anos de reclusão, além de multa. Também passa a ser punida a aquisição ou manutenção desses produtos em situações suspeitas, como preços muito abaixo do mercado ou condições incompatíveis com a comercialização regular. Nesses casos, a pena prevista varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.
TRE-SC inicia preparação de quase 19 mil urnas eletrônicas para as Eleições 2026
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) iniciou a preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2026. Ao todo, 18.935 equipamentos passarão pelo procedimento até o dia 28 de setembro em todo o estado. A etapa inclui a instalação do sistema de votação, inserção dos dados dos candidatos e das informações dos eleitores de cada uma das 17.326 seções eleitorais catarinenses. Após a configuração, as urnas recebem os lacres oficiais da Casa da Moeda, garantindo a segurança do equipamento até o dia da votação. O procedimento faz parte do calendário oficial da Justiça Eleitoral e é realizado em audiências públicas pelas 100 Zonas Eleitorais de Santa Catarina. As cerimônias contam com a participação da sociedade, representantes de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e demais instituições fiscalizadoras. Segundo o TRE-SC, a preparação pública das urnas tem como objetivo ampliar a transparência do processo eleitoral. O presidente do tribunal, desembargador Carlos Roberto da Silva, destacou que a divulgação dessa etapa busca aproximar a população do funcionamento do sistema eletrônico de votação. “Nós temos um processo eletrônico absolutamente seguro, transparente e este momento é um exemplo disso. A preparação das urnas eletrônicas é feita publicamente, aos olhos de todos”, afirmou. Em Joinville, cidade com o maior eleitorado de Santa Catarina, serão preparadas 1.409 urnas eletrônicas distribuídas entre cinco Zonas Eleitorais. Em Florianópolis, segundo maior colégio eleitoral do estado, são 1.271 equipamentos. Blumenau terá 794 urnas preparadas, enquanto Itajaí contará com 554 equipamentos para o pleito. Também participam da preparação cidades como Criciúma, com 636 urnas; Tubarão, com 524; além de municípios como Lages, Chapecó, São José e Palhoça. Durante o processo, as urnas passam por três etapas principais: inserção das mídias com os dados eleitorais, realização de autotestes para verificar o funcionamento do sistema e lacração dos equipamentos. Cada urna recebe nove lacres da Casa da Moeda, que impedem qualquer alteração após a preparação. O TRE-SC reforça que todo o procedimento é acompanhado de forma pública e pode ser fiscalizado por partidos políticos, entidades e cidadãos interessados em acompanhar as etapas de preparação para as eleições.
Inteligência artificial e vídeos falsos passam a ser principal ameaça digital às eleições, aponta estudo
Vídeos falsos criados por inteligência artificial e conteúdos de baixa qualidade passaram a representar uma das principais ameaças digitais às eleições e à democracia, segundo o Guia Internet, Democracia e Eleições, divulgado nesta terça-feira (22) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O levantamento aponta uma mudança no cenário da desinformação desde 2018, quando a primeira edição do guia foi publicada. Naquele período, as redes sociais abertas, como o Facebook, eram os principais meios de circulação de informações falsas. Atualmente, aplicativos de mensagens e redes mais restritas, como o WhatsApp, ganharam protagonismo na disseminação desses conteúdos. De acordo com os especialistas do CGI.br, a desinformação também passou a circular de forma mais distribuída, com conteúdos espalhados simultaneamente em diferentes plataformas. O vídeo se tornou o principal formato utilizado, geralmente acompanhado de textos curtos que ajudam a dar aparência de credibilidade às narrativas falsas. O estudo destaca que ferramentas de inteligência artificial generativa, como as usadas para criação de imagens, áudios e vídeos falsos, já tiveram impacto nas eleições de 2022, mas devem ter influência ainda maior nos próximos ciclos eleitorais. A expectativa é de aumento no uso de conteúdos personalizados e de maior capacidade de convencimento. Segundo a coordenadora do CGI.br, Renata Mielli, as plataformas digitais ocupam atualmente um papel central na forma como os brasileiros recebem informações sobre o país e as comunidades onde vivem. Ela ressalta, porém, que esses ambientes são administrados por empresas privadas, com objetivos econômicos próprios, o que torna necessário compreender como os conteúdos são distribuídos e quais impactos causam no debate público. O guia aborda temas como o funcionamento dos sistemas de recomendação das plataformas, o impacto da inteligência artificial no cenário eleitoral e o uso de tecnologias como as deepfakes e modelos de linguagem. A publicação também apresenta orientações para evitar que cidadãos sejam vítimas ou compartilhem informações falsas. O estudo alerta ainda para o avanço das chamadas deepfakes, conteúdos manipulados digitalmente que apresentam aparência cada vez mais realista. Segundo o CGI.br, esse tipo de material pode dificultar a identificação do que é verdadeiro e aumentar a desconfiança da população em relação até mesmo a informações corretas. O levantamento aponta que a perda de confiança em instituições, a polarização política e o consumo de conteúdos que confirmam opiniões pessoais contribuem para o fortalecimento da desinformação. Nesse cenário, especialistas reforçam a importância da checagem de informações antes do compartilhamento.
Corpos das cinco vítimas de queda de helicóptero em SC são liberados pelo IML
Os corpos das cinco pessoas que morreram na queda de um helicóptero na Serra catarinense foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis nesta quarta-feira (23). Entre as vítimas está o cantor sertanejo Rick Sollo, da dupla Rick & Renner. A identificação foi realizada pela Polícia Científica por meio de papiloscopia, técnica baseada na análise das impressões digitais. Após a conclusão dos procedimentos periciais, os corpos foram liberados para os familiares. As vítimas são Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar de Souza, o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O acidente envolveu um helicóptero Bell 430, de matrícula PP-MGR, que havia decolado de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, com destino a São Joaquim. A aeronave desapareceu durante o trajeto na segunda-feira (21). Destroços foram encontrados em Urubici Depois de aproximadamente 13 horas de buscas, os destroços foram localizados na terça-feira (22), em uma área de mata de difícil acesso na região de Urubici. A operação contou com equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), drones com tecnologia de identificação térmica, cães de busca e equipes terrestres. Após a localização, os corpos foram retirados da área e encaminhados para Florianópolis, onde passaram pelos exames periciais e pelo processo de identificação. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já atua na região onde ocorreu a queda. Os investigadores realizam a coleta de dados, análise do local do acidente e levantamento de outras informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Até o momento, as causas do acidente não foram oficialmente determinadas. Velório de Rick será em Sorocaba O corpo de Rick Sollo será levado para Sorocaba (SP), onde está previsto o velório nesta quinta-feira (24). O cantor tinha 59 anos e ficou conhecido nacionalmente pela parceria com Renner na dupla Rick & Renner. A Polícia Científica informou que os procedimentos de identificação foram realizados de forma técnica e que os corpos foram liberados após a conclusão das etapas necessárias.