A Prefeitura de Guaramirim começa na próxima segunda-feira (1º) a distribuição das embalagens amarelas do Programa Vale Reciclar, ação desenvolvida em parceria com o CIMVI para ampliar a coleta seletiva e incentivar a separação correta dos resíduos recicláveis no município. A entrega das embalagens será realizada de forma diferente para residências, condomínios e estabelecimentos comerciais. Nas residências unifamiliares, os sacos amarelos serão entregues diretamente nas casas, seguindo o cronograma já utilizado pela coleta seletiva em cada bairro. Cada imóvel receberá cinco embalagens, quantidade considerada suficiente para cerca de um mês. Já nos condomínios e prédios, a retirada deverá ser feita pelos síndicos ou representantes autorizados no Almoxarifado Central, localizado na Rua Gerônimo Corrêa, 399, fundos, no Centro. O atendimento ocorre às segundas-feiras, das 7h30 às 12h e das 13h às 16h. Empresas e comércios poderão retirar as embalagens diretamente na CDL ou na ACIAG, também a partir de segunda-feira. A administração municipal reforça que as embalagens amarelas devem ser utilizadas exclusivamente para materiais recicláveis. Não é permitido o descarte de resíduos orgânicos, restos de alimentos ou materiais de banheiro. A recomendação é que os sacos sejam colocados para coleta apenas quando estiverem cheios e antes do horário do recolhimento, realizado a partir das 5h da manhã, conforme o cronograma da coleta seletiva. A primeira coleta oficial do Programa Vale Reciclar está marcada para o dia 8 de junho. Caso alguma residência não receba as embalagens ou necessite de quantidade adicional, a solicitação poderá ser feita pelo aplicativo “Guaramirim na Mão”. Até a regularização, os moradores poderão utilizar sacos pretos para armazenar os recicláveis, desde que estejam devidamente identificados.
Governo critica possível classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA
O governo federal afirmou que cabe ao Brasil definir como o crime organizado é classificado e combatido dentro do território nacional. Em nota oficial, o Palácio do Planalto também acusou integrantes da família Bolsonaro de buscarem uma intervenção estrangeira no país junto ao governo dos Estados Unidos. O posicionamento ocorre após autoridades norte-americanas discutirem a possibilidade de classificar organizações narcotraficantes brasileiras como grupos terroristas. Para especialistas, a medida pode abrir precedentes para interferências externas em assuntos internos do Brasil. Na nota, o governo brasileiro argumenta que o terror praticado por facções criminosas está ligado ao lucro obtido com atividades ilegais, especialmente o tráfico de drogas e armas, e não deve ser confundido com o terrorismo internacional motivado por razões ideológicas, políticas ou religiosas. “O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, afirmou o Palácio do Planalto. O governo também demonstrou preocupação com possíveis impactos econômicos e institucionais caso medidas unilaterais sejam adotadas pelos Estados Unidos. Segundo o comunicado, ações sem negociação entre os países podem enfraquecer o combate ao crime organizado, dificultar o compartilhamento de informações entre forças policiais e afetar o sistema financeiro brasileiro, incluindo o Pix. O texto cita ainda que o sistema de pagamentos brasileiro vem sendo alvo de investigações nos Estados Unidos por suposta concorrência desleal contra empresas financeiras norte-americanas. Governo cita família Bolsonaro Na manifestação oficial, o Planalto afirmou que membros da família Bolsonaro têm incentivado autoridades norte-americanas a adotarem medidas de pressão contra o Brasil. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, declarou o governo. O senador Flávio Bolsonaro teria se reunido nesta semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas. Ainda segundo o Palácio do Planalto, o debate sobre segurança pública estaria sendo usado politicamente por “falsos patriotas” e “traidores” que defendem interferência externa em temas internos do Brasil. Governo reconhece terror imposto por facções Apesar das críticas à possível classificação internacional, o governo reconheceu que facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de milícias, promovem terror em diversas comunidades brasileiras. No entanto, o Planalto reforçou que as ações desses grupos têm finalidade econômica e criminosa, diferentemente do terrorismo internacional ligado a motivações políticas ou religiosas. O governo também destacou a recente aprovação de uma lei de combate às facções e milícias, que prevê penas de até 80 anos de prisão, além da implementação do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, voltado ao enfrentamento das organizações criminosas em diferentes níveis de atuação.
Indústria lidera geração de empregos em SC e soma 36 mil vagas no ano até abril
A indústria catarinense liderou a geração de empregos formais em Santa Catarina no acumulado do ano até abril, quando registrou saldo positivo de 36 mil novas vagas, de um total de 63 mil postos de trabalho criados no estado no período. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, o desempenho catarinense demonstra a resiliência da indústria estadual mesmo em um ambiente econômico mais restritivo. “Santa Catarina despontou como o sexto maior crescimento na geração de empregos industriais no Brasil no mês. É um resultado abaixo do apresentado no mesmo período do ano passado, o que mostra desaceleração da indústria catarinense, derivada de um contexto de juros ainda elevados e incertezas geopolíticas globais”, afirma. ContrataçõesNa construção civil, o saldo positivo de 11,3 mil empregos foi destaque, impulsionado pela expansão imobiliária no litoral norte catarinense e por investimentos observados em regiões do Oeste do estado. O economista Bruno Haeming, do Observatório FIESC, destaca que as políticas de incentivo à moradia por meio do programa Minha Casa Minha Vida impactaram a demanda por mão de obra. O segmento de alimentos e bebidas foi responsável pela abertura de 4,6 mil novas vagas formais no estado, um incremento de 1,1 mil vagas em relação a igual período de 2025. Na avaliação do Observatório FIESC, o setor manteve desempenho consistente, especialmente na atividade de abate e fabricação de produtos de carne de aves e suína. “O bom momento do comércio internacional catarinense tem sustentado a atividade. As exportações de carnes de aves e de suínos cresceram 5,5% e 3,7%, respectivamente, na comparação com abril do ano passado, mantendo os produtos entre os principais itens exportados por Santa Catarina”, explica Haeming. Redução do ritmoEmbora tenha apresentado saldo positivo de empregos formais no ano, com 5,2 mil vagas, o segmento têxtil, de confecção, couro e calçados desacelerou fortemente em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o saldo foi positivo em 7,1 mil postos. Só em abril, o setor registrou fechamento de 198 vínculos empregatícios, refletindo o ambiente de desaceleração observado em parte da atividade industrial. Outros setores econômicosO setor de serviços apresentou abertura de 25,7 mil vagas no acumulado do ano, enquanto a agropecuária registrou saldo positivo de 1,4 mil de empregos. Já o comércio teve perda de 117 vagas. Desempenho em abrilO estado registrou saldo positivo de 3,5 mil vagas no mês de abril. O setor industrial sustentou o desempenho, com 3,5 mil novos vínculos. Tanto agropecuária quanto comércio perderam postos de trabalho, sendo que o primeiro registrou saldo negativo de 1,8 mil empregos e o segundo perdeu 310 postos.
Santa Catarina reduz número de fumantes, mas acende alerta para aumento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens
Santa Catarina registrou uma redução de 38,7% no número de fumantes adultos no último ano, acompanhando a tendência nacional de queda do tabagismo. O resultado é atribuído ao fortalecimento de políticas públicas de prevenção, conscientização e oferta de tratamento gratuito pelo SUS. Neste domingo (31), quando é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça o alerta sobre um novo desafio: o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens. O tema da campanha deste ano é “Desmascarando o apelo: combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. Em 2025, mais de 21 mil pessoas procuraram atendimento para deixar de fumar em Santa Catarina. Deste total, 17.796 iniciaram tratamento e 7.523 conseguiram abandonar o cigarro. Em 2024, foram registrados 14,4 mil atendimentos, com 7,6 mil adesões ao tratamento e 5,4 mil pessoas que pararam de fumar. Os dados mostram que a procura por ajuda foi maior entre as mulheres, com 11.002 atendimentos, enquanto os homens somaram 10.186. A maioria das pessoas atendidas tem entre 18 e 60 anos. A coordenadora estadual do Programa de Controle do Tabagismo, Adriana Elias, orienta a população a buscar apoio nas unidades de saúde dos municípios. “Quem deseja parar de fumar deve procurar a Secretaria de Saúde do seu município e se informar sobre a unidade que oferece o Programa de Controle do Tabagismo pelo SUS”, destacou. Uso de vapes preocupa especialistas Apesar da redução do consumo de cigarros convencionais, o avanço dos cigarros eletrônicos preocupa profissionais da saúde. Um levantamento realizado pelo projeto ERGOTOX/UFSC em cinco escolas públicas de Florianópolis apontou que 27,4% dos estudantes já experimentaram vapes. O dado chama atenção porque menos da metade dos entrevistados relatou ter usado cigarro tradicional, indicando que muitos adolescentes estão iniciando diretamente pelos dispositivos eletrônicos. Entre os fatores associados ao consumo estão curiosidade, sabores atrativos e influência social. Especialistas alertam ainda para os riscos relacionados à composição dos produtos. Estudos já identificaram milhares de substâncias químicas nos cigarros eletrônicos e, em apreensões feitas em Santa Catarina, foi constatada a presença de anfetamina. “O tabagismo segue como importante fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e vários tipos de câncer. Com o avanço dos cigarros eletrônicos, reforçar ações de prevenção e conscientização é ainda mais urgente”, alertou Adriana Elias. Rede pública oferece tratamento gratuito Atualmente, cerca de 84% dos municípios catarinenses oferecem grupos de apoio e tratamento individualizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) atendem casos com comorbidades associadas, como ansiedade e depressão. Hospitais que aderiram ao programa também disponibilizam assistência especializada para pacientes que desejam abandonar o tabagismo. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que segue investindo no Programa Nacional de Controle do Tabagismo, com foco na prevenção, capacitação das equipes da Atenção Primária e fortalecimento das ações voltadas principalmente a adolescentes e jovens. Para saber onde buscar atendimento, a orientação é procurar a Secretaria de Saúde do município.
Samu atende quase 5 mil acidentes de trânsito em SC nos primeiros quatro meses de 2026
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Santa Catarina registrou 4.972 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito entre janeiro e abril de 2026. Os dados reforçam o alerta para a conscientização no trânsito durante a campanha Maio Amarelo, voltada à prevenção de acidentes e preservação de vidas. As macrorregiões com maior número de ocorrências foram a Grande Florianópolis, com 1.257 atendimentos, seguida pela Foz do Rio Itajaí, com 827, e pela região Sul, com 785 registros. O cenário se repete desde 2024 e evidencia o impacto do grande fluxo de veículos e do crescimento do uso de motocicletas no estado. As demais regiões contabilizaram 752 ocorrências no Extremo Oeste, 494 no Vale do Itajaí, 396 no Meio-Oeste, 309 no Norte/Nordeste e 152 na Serra Catarinense. Segundo o superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Fonseca, a prevenção é fundamental para reduzir os acidentes. “Cidades como Florianópolis sofrem os reflexos do aumento exponencial na circulação de pessoas, bens e serviços. O SAMU tem feito a sua parte com educação no trânsito, redução do tempo-resposta e investimento em novas tecnologias”, destacou. Entre janeiro e abril deste ano, foram realizados 3.970 atendimentos por Unidades de Suporte Básico (USB), 784 por Unidades de Suporte Avançado (USA), 160 por motolâncias e 58 por serviço aeromédico. O coordenador médico das USA do Samu na Grande Florianópolis, Nicholas Klein, reforçou o impacto social dos acidentes. “Quando falamos de acidentes de trânsito, não estamos falando apenas de números, mas de vidas, sequelas, internações e histórias interrompidas precocemente”, afirmou. Motocicletas seguem como principal preocupação Os motociclistas continuam sendo as principais vítimas dos acidentes atendidos pelo Samu em Santa Catarina. Nos quatro primeiros meses de 2026, 71% das ocorrências envolveram motocicletas. Além disso, 46% dos casos foram colisões entre motos e veículos. Em 2025, esse tipo de acidente teve aumento superior a 11%, passando de 5.903 registros em 2024 para 6.563 ocorrências no ano passado. De acordo com Nicholas Klein, apesar de serem mais ágeis e econômicas, as motocicletas oferecem menor proteção aos condutores, aumentando o risco de traumas graves em colisões. “Uma escolha imprudente de segundos pode gerar consequências para a vida inteira. Por isso, é essencial reduzir a velocidade, respeitar as regras de trânsito e praticar direção defensiva”, alertou. A diretora-geral do Samu/Fahece, Carla Birolo Ferreira, destacou que os acidentes impactam toda a rede de saúde. “Além do atendimento pré-hospitalar, esses pacientes frequentemente precisam de internações, cirurgias e reabilitação. A prevenção continua sendo a medida mais eficaz para preservar vidas”, ressaltou. Em todo o ano de 2025, o Samu contabilizou 13.633 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito em Santa Catarina, número mais de 6% superior ao registrado em 2024, quando foram atendidas 12.838 ocorrências.
Filho é preso após agredir mãe idosa com Alzheimer em Jaraguá do Sul
Um homem foi preso em Jaraguá do Sul suspeito de agredir a própria mãe, uma idosa diagnosticada com Alzheimer. O caso mobilizou equipes da polícia após denúncias de violência dentro da residência da família. Segundo informações apuradas pelas autoridades, a vítima apresentava sinais de agressão física e recebeu atendimento após o episódio. A idosa, que depende de cuidados especiais em razão da doença, teria sido atacada durante uma discussão com o filho. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o suspeito no imóvel. Ele acabou detido em flagrante e encaminhado para os procedimentos legais. O caso será investigado pelas autoridades competentes e pode ser enquadrado como violência doméstica contra pessoa idosa, além de maus-tratos, devido à condição de saúde da vítima. A mulher segue recebendo acompanhamento e apoio da rede de proteção social e de saúde. Casos de violência contra idosos podem ser denunciados pelo Disque 100 ou diretamente às forças de segurança.
Frente fria provoca temporais isolados em Santa Catarina no sábado; domingo terá melhora no tempo
A passagem de instabilidades deve provocar temporais isolados em diversas regiões de Santa Catarina entre a madrugada e o sábado (30). Segundo a previsão, há risco baixo a moderado para ocorrências como destelhamentos, queda de galhos e árvores, danos na rede elétrica e alagamentos pontuais, especialmente dos Planaltos ao Litoral. Durante a madrugada de sábado, as instabilidades avançam pelo estado trazendo chuva e possibilidade de temporais isolados. No amanhecer, as temperaturas ficam mais baixas na Serra, com mínimas entre 2°C e 7°C. Nos Planaltos, Meio-Oeste, Médio e Alto Vale do Itajaí, os termômetros marcam entre 9°C e 12°C. Já nas demais regiões catarinenses, as mínimas variam entre 11°C e 15°C. Ao longo da manhã e da tarde, a tendência é de diminuição das instabilidades. Mesmo assim, o tempo segue com bastante nebulosidade em algumas áreas. As temperaturas sobem no Grande Oeste, onde as máximas ficam entre 23°C e 27°C. Nas demais regiões do estado, os termômetros não devem passar dos 20°C. Entre o final da tarde e o início da noite de sábado, novas áreas de instabilidade podem provocar temporais isolados, principalmente no Grande Oeste e no Sul catarinense, nas regiões próximas à divisa com o Rio Grande do Sul. Domingo terá tempo mais estável em SC No domingo (31), o dia começa com muitas nuvens e condições para chuviscos isolados e chuva fraca em Santa Catarina. As temperaturas mínimas variam entre 10°C e 15°C no amanhecer. No decorrer do dia, o tempo firme volta a predominar na maior parte do estado. Durante a tarde, as temperaturas máximas ficam entre 20°C e 25°C. No Litoral e áreas próximas, o céu permanece com maior variação de nebulosidade. De acordo com a previsão, não há risco para ocorrências meteorológicas no domingo. Próximos dias Na segunda-feira (1º), o tempo firme deve predominar em Santa Catarina, com presença de poucas nuvens. Já na terça-feira (2), a instabilidade retorna ao Litoral catarinense, com aumento da nebulosidade e possibilidade de chuva fraca ao longo do dia. Nas demais regiões do estado, o tempo segue estável.
Ponte da Apae no bairro Centenário será totalmente interditada no domingo e segunda-feira
A Prefeitura de Jaraguá do Sul informou que a ponte Marly Freihsler Baumer, conhecida como ponte da Apae, terá interdição total neste domingo (31) para realização de obras emergenciais na cabeceira da estrutura. A ponte, localizada na Rua Benildo Zamin e responsável pela ligação entre os bairros Centenário e Ilha da Figueira, ficará totalmente bloqueada das 6h30 às 12h. Segundo a Secretaria de Obras e Serviços Públicos, a medida é necessária para execução de escavação e alinhamento da pista, após problemas registrados na cabeceira da ponte no lado do bairro Centenário. Já na segunda-feira (1º), os trabalhos continuam com pavimentação asfáltica no local. Durante o período das 8h às 11h, o trânsito funcionará em meia pista. A Prefeitura orienta que os motoristas utilizem rotas alternativas durante os períodos de interdição e reforça que o trecho estará devidamente sinalizado. Motoristas, ciclistas e pedestres devem redobrar a atenção ao trafegar pela região durante a realização dos serviços.
Jaraguá terá encontro de recicladores de cooperativas no dia 05 de junho
Jaraguá do Sul vai realizar o Primeiro Encontro dos Recicladores de Cooperativas. O evento será na Câmara de Vereadores, dia 7 de junho, às 19h, na Câmara de Vereadores. Em entrevista, hoje, no Programa Portal, a promotora do encontro Veridiana Ananias, destacou que o grande objetivo é dar visibilidade aos recicladores e buscar o fortalecimento da categoria. “O encontro nasce da necessidade de dar voz, visibilidade e valorização aos recicladores, que muitas vezes acabam ficando invisíveis dentro da sociedade e até mesmo dentro dos próprios processos em que atuam diariamente”, destaca Veridiana, que se criou dentro do lixão de Jaraguá do Sul e foi uma das idealizadoras do Saco Verde. “O objetivo é reunir as cooperativas de Jaraguá do Sul para conversar, trocar experiências e fortalecer o conhecimento sobre os direitos dos recicladores, buscando mais dignidade, reconhecimento e melhores condições de trabalho”, destacou. Segundo ela, será um momento de união, conscientização e fortalecimento da categoria, fomentando atitudes que possam transformar a realidade das cooperativas e mostrar a importância fundamental dos recicladores para o meio ambiente e para toda a sociedade. Ouça parte da entrevista no player abaixo.
CNI: aprovada pela Câmara, PEC que reduz jornada é “inadequada e inoportuna”
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera inadequado e inoportuno o texto da PEC que reduz a jornada de trabalho, com reflexos na escala 6×1, aprovado na quarta-feira (27) pelo plenário da Câmara dos Deputados. A CNI defende que o tema seja analisado com equilíbrio, responsabilidade e base técnica, considerando os efeitos sobre trabalhadores, empresas, consumidores e a economia brasileira, e não sob pressão de um ano eleitoral. Para a instituição, mudanças dessa magnitude exigem debate amplo, técnico e responsável, com participação de trabalhadores, empregadores e poder público. Isso porque alterações dessa natureza podem gerar impactos relevantes sobre emprego, custos e a economia de maneira geral. Uma eventual redução da jornada de trabalho por imposição legal, sem transição adequada e sem ganho equivalente de produtividade, tende a elevar custos e pressionar preços de produtos e serviços. Uma projeção recente da CNI aponta impactos entre 6% e 9% em diferentes segmentos da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros setores. A CNI enfatiza que a negociação coletiva é o caminho mais eficaz para que empresas e trabalhadores construam soluções equilibradas para cada atividade econômica. Mudanças legais uniformes, sem considerar essa diversidade, podem restringir o espaço da negociação, comprometer a segurança jurídica e reduzir a previsibilidade necessária para investimentos, criação de empregos e a sustentabilidade dos negócios — especialmente das micro e pequenas empresas. A CNI defende, ainda, que qualquer mudança seja acompanhada de uma agenda de aumento de produtividade, com investimentos em tecnologia, qualificação profissional, inovação e modernização das relações de trabalho. A instituição reforça que trabalhadores e setor produtivo não estão em lados opostos. O desafio é construir soluções equilibradas, capazes de preservar empregos, renda e o poder de compra da população, sem comprometer a competitividade e o desenvolvimento econômico do país. Por fim, a CNI confia que o tema seja analisado com o devido cuidado e responsabilidade pelo Senado Federal.