Quase 20 mil metros quadrados degradados na área de proteção ambiental da Serra Dona Francisca, em Joinville, para a implantação de um empreendimento de turismo de aventura deverão ser inteiramente recuperados. A sentença em uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) também determinou a indenização da sociedade pelos danos ambientais causados, cujo valor ainda deverá ser apurado. A ação ajuizada pela 21ª Promotoria de Justiça apontou que a implantação do empreendimento Quadri Eco Park abriu trilhas para serem exploradas com uso de quadriciclos em área de proteção ambiental, inclusive de proteção permanente, como nas margens de riachos. A ação demonstrou que houve supressão de vegetação nativa, intervenções em área de preservação permanente (APP) e desenvolvimento de atividade potencialmente poluidora sem o devido licenciamento, comprovadas por relatórios de vistoria da Polícia Militar Ambiental, laudo técnico elaborado por bióloga, notificações e autos de infração da Fundema, pareceres técnicos da FATMA e informações do Município de Joinville. O Ministério Público passou a investigar o caso a partir de denúncia recebida pela Promotoria de Justiça, que apontou a abertura de trilhas e corte de vegetação na área de proteção ambiental Serra Dona Francisca, com prejuízos ao solo, à flora e à fauna local. A investigação constatou que o empreendimento, voltado ao turismo de aventura, foi instalado e ampliado sem autorização dos órgãos ambientais, inclusive dentro de áreas legalmente protegidas. Na ação, o MPSC sustentou que as intervenções violaram diretamente a legislação ambiental, especialmente por ocorrerem em região com remanescentes de Mata Atlântica em estágio avançado de regeneração e presença de espécies ameaçadas de extinção. Segundo a Promotoria de Justiça, a supressão de vegetação e o tráfego de veículos motorizados causaram impactos como erosão do solo, degradação da vegetação e perturbação da fauna, podendo levar até mesmo à morte e à perda de hábitat de diversas espécies. Também foi destacado que nenhuma licença ambiental foi obtida, nem para corte de vegetação nem para a implantação do empreendimento, o que caracteriza irregularidade formal e material das atividades. Para o Ministério Público, o licenciamento ambiental é um requisito essencial justamente para prevenir danos e garantir a compatibilidade entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Outro ponto central da argumentação do Ministério Público foi a ilegalidade da intervenção em APP, com construção de estruturas e abertura de trilhas às margens de cursos d’água, áreas especialmente protegidas pela legislação por sua função de preservar recursos hídricos, estabilidade do solo e biodiversidade. Na decisão, a Justiça determinou uma série de obrigações aos réus: A decisão é passível de recurso. (ACP n. 0026194-36.2007.8.24.0038)
Autoridades reforçam vacinação contra sarampo para brasileiros que viajarão à Copa do Mundo
O aumento expressivo dos casos de sarampo nos países que sediarão a Copa do Mundo de 2026 — Estados Unidos, México e Canadá — levou autoridades de saúde a reforçarem a importância da vacinação para os brasileiros que pretendem acompanhar o torneio. Os três países concentram atualmente a maior parte dos registros da doença no continente americano. O cenário acende um alerta especialmente para viajantes que ainda não completaram o esquema vacinal, já que o sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar surtos em locais com baixa cobertura de imunização. Nos últimos anos, Canadá, México e Estados Unidos registraram crescimento significativo no número de casos. A situação preocupa especialistas devido ao risco de disseminação internacional do vírus durante eventos de grande porte, como a Copa do Mundo. No Brasil, o alerta também é importante. Embora o país tenha recuperado recentemente o certificado de eliminação do sarampo, autoridades sanitárias destacam que a baixa adesão às vacinas pode facilitar a reintrodução da doença. Em 2025, foram registrados casos importados, enquanto os primeiros meses de 2026 também tiveram confirmações da doença em território nacional. O Ministério da Saúde orienta que todos os viajantes verifiquem sua situação vacinal antes do embarque. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero” ao menos 15 dias antes da viagem. Pessoas entre 12 meses e 29 anos precisam ter duas doses da vacina, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter recebido pelo menos uma dose ao longo da vida. A recomendação é que a vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, seja aplicada com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O sarampo pode causar complicações graves, incluindo pneumonia, inflamação cerebral, parto prematuro em gestantes e até morte. A transmissão ocorre por meio da tosse, fala, espirro ou respiração de pessoas infectadas. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas na pele, que geralmente surgem primeiro no rosto e depois se espalham pelo corpo.
Alesc aprova avanço de projetos sobre proteção animal e critérios para cargos públicos
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o avanço de um projeto de lei que impede a nomeação para cargos comissionados e funções de confiança de pessoas condenadas por crimes sexuais contra vulneráveis e por maus-tratos a animais. A restrição permanece válida por até oito anos após o cumprimento da pena. A proposta busca reforçar a moralidade administrativa e a proteção de direitos fundamentais. Durante a tramitação, o texto foi ampliado para incluir também condenações relacionadas a crimes contra animais. Na mesma reunião, foi aprovado o parecer favorável a outro projeto que proíbe a venda de cães e gatos por pessoas físicas e estabelece regras para a comercialização por estabelecimentos credenciados. De acordo com a justificativa da proposta, a medida pretende combater práticas clandestinas, maus-tratos, falta de controle sanitário e o abandono de animais, além de incentivar a posse responsável de pets. As duas matérias seguem agora para análise nas próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa.
Concessão da BR-280 não altera cronograma de duplicação
Mesmo com a previsão de concessão da BR-280 à iniciativa privada a partir de 2027, os projetos de duplicação da rodovia continuam avançando normalmente. A garantia foi dada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que mantém o planejamento para retomar as obras e desenvolver novos projetos no lote 1 da rodovia. O Ministério dos Transportes confirmou recentemente a intenção de leiloar a concessão da BR-280 até março de 2027. O trecho previsto para o contrato tem cerca de 170 quilômetros, ligando Mafra a São Francisco do Sul. Entre os investimentos previstos estão novas duplicações em segmentos localizados nos municípios de Araquari, São Francisco do Sul e também entre Jaraguá do Sul e Corupá. Apesar disso, o lote 1 da duplicação federal segue sob responsabilidade do DNIT. As obras nesse trecho estão interrompidas desde o fim de 2022, mas a retomada vem sendo preparada por meio de duas iniciativas. A primeira prevê a contratação de serviços para concluir intervenções no contorno de São Francisco do Sul e nas proximidades do Instituto Federal Catarinense, com lançamento de edital previsto para este mês. A segunda envolve a elaboração de novos projetos para os demais segmentos do lote, processo licitatório que já foi realizado. A duplicação da BR-280 também contempla outros dois lotes. Um deles, localizado em Guaramirim, tem entrega prevista para 2026. Já o contorno rodoviário de Jaraguá do Sul, com cerca de 24 quilômetros de extensão, deve ser concluído até o final de 2027. Conforme ocorre em outros contratos de concessão, os trechos atualmente em obras poderão ser incorporados à futura concessão somente após a conclusão dos trabalhos. A expectativa é que o mesmo procedimento seja adotado para o lote 1 da BR-280.
Vigilância Epidemiológica amplia ações de prevenção, vacinação e conscientização em Jaraguá do Sul
A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Jaraguá do Sul segue intensificando as ações extramuro em diferentes espaços da comunidade. As atividades fazem parte de uma importante estratégia de política pública voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças e ampliação do acesso da população às informações e serviços oferecidos pela rede municipal. As iniciativas estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente ao Objetivo 3.3, que busca garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, por meio do combate a doenças transmissíveis e do fortalecimento das ações preventivas. Durante o mês de maio, as equipes da Vigilância Epidemiológica desenvolveram diversas atividades educativas, preventivas e de imunização em instituições de ensino, empresas, unidades de saúde e grupos comunitários. Entre as ações realizadas estiveram palestras sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e prevenção combinada para alunos do ensino médio, levando informações importantes sobre saúde sexual e reprodutiva aos jovens. A equipe também participou da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) da Prefeitura, promovendo uma exposição sobre zoonoses e conscientizando os participantes sobre os cuidados necessários para evitar doenças transmitidas por animais. A vacinação contra a influenza foi levada para diferentes públicos, incluindo colaboradores do PA Unimed e integrantes de grupos de idosos, facilitando o acesso à imunização e contribuindo para o aumento da cobertura vacinal. Outra iniciativa de destaque foi a palestra sobre imunização direcionada a grupos de gestantes, esclarecendo dúvidas e reforçando a importância das vacinas durante a gestação para a proteção da mãe e do bebê. Os profissionais da Vigilância Epidemiológica também participaram da VI Jornada Catarinense de Imunização, promovida pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), buscando atualização técnica e aperfeiçoamento das práticas adotadas no município. No Hospital Jaraguá, foram realizadas palestras sobre agravos de notificação compulsória, abordando fluxos, indicadores e a importância da comunicação eficiente dos casos para o monitoramento da saúde pública. As ações educativas ainda chegaram ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras), com palestras sobre ISTs e prevenção combinada, além de empresas do setor têxtil, onde foram promovidas orientações sobre dengue e outras zoonoses. Para ampliar o acesso da população às vacinas, a Secretaria de Saúde também realizou a abertura da Central de Imunização em dois sábados durante o mês, oferecendo mais oportunidades para que os moradores atualizassem suas cadernetas de vacinação. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as ações extramuro fortalecem a prevenção, aproximam os serviços públicos da comunidade e contribuem diretamente para a construção de uma população mais saudável e consciente sobre os cuidados com a própria saúde.
Argentina estreia na Copa do Mundo de olho no bicampeonato
Liderada por Lionel Messi, a Argentina inicia sua caminhada na Copa do Mundo com a missão de defender o título conquistado em 2022. Os hermanos estão no Grupo J, ao lado de Argélia, Áustria e Jordânia, e aparecem entre os favoritos ao troféu, ao lado de França e Espanha. Aos 38 anos, Messi segue como principal referência da equipe comandada por Lionel Scaloni, que também conta com nomes importantes como Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Emiliano Martínez e Julián Álvarez. A principal concorrente da chave deve ser a Argélia, que disputa seu quinto Mundial. A seleção africana aposta na experiência de Riyad Mahrez e no talento do lateral Rayan Aït-Nouri para buscar uma vaga na próxima fase. A Áustria também chega credenciada para brigar pela classificação. Sob o comando de Ralf Rangnick, a equipe aposta em um jogo intenso e veloz, tendo como destaques Konrad Laimer, Marcel Sabitzer e David Alaba. Já a Jordânia participa pela primeira vez de uma Copa do Mundo. Sem grandes estrelas internacionais, a seleção aposta na organização tática e no espírito coletivo para tentar surpreender os adversários do grupo.
62% das indústrias têm aumento dos custos por gastos com segurança no transporte
A percepção de que a violência e a proteção de ativos encarecem a operação no país é quase unânime entre os empresários industriais brasileiros. Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 62% das empresas do setor relatam aumento nos custos finais devido ao gasto com segurança no transporte e 45% admitem que os investimentos gerais em segurança encarecem o custo final dos seus produtos. Para 81% dos empresários do setor, a insegurança contribui para encarecer ainda mais o Custo Brasil. Além do impacto nos custos operacionais e no preço do produto final, a insegurança patrimonial afeta a competitividade das empresas e fomenta o mercado ilegal. Na pesquisa, 32% dos empresários disseram que os reflexos negativos na competitividade são altos e muito altos e 53% acreditam que a insegurança impulsiona fortemente a circulação de mercadorias roubadas e o mercado informal ou ilegal. “A segurança patrimonial é um aspecto fundamental das operações industriais. Esse levantamento revela que os reflexos da insegurança é mais um elemento que contribui para Custo Brasil, já que aumenta os custos, exigindo medidas relacionadas à infraestrutura e logística, além de afetar os dados sensíveis das empresas, ou seja, a segurança das informações. O investimento nessas áreas é considerado essencial para proteger vidas e ativos, além de evitar prejuízos operacionais e reputacionais”, avalia Cassio Borges, assessor especial da presidência da CNI. Os dados do levantamento serão apresentados nesta terça-feira (9), em audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, que vai debater segurança pública e estratégias integradas de combate às ilegalidades. “Não existe pirataria inofensiva. Por trás de cada produto ilegal existe um empresário prejudicado, empregos em risco e recursos que deixam de chegar ao país. O mercado ilegal prospera justamente onde a insegurança avança”, destaca o deputado federal Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar. O perigo nas estradas A pesquisa da CNI aponta que 20% das indústrias já sofreram com roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos. O gargalo da logística nacional está nas estradas: 68% dessas ocorrências acontecem diretamente nas rodovias, muito acima de áreas urbanas ou armazéns. Entre as empresas que tiveram algum incidente, fios e cabos lideram a lista de itens mais roubados nas indústrias: 60% das empresas disseram que esses foram os principais alvos, seguido de ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos de produção (23%). Segurança cibernética Outro aspecto preocupante da pesquisa diz respeito à segurança cibernética. Uma em cada seis empresas registrou incidentes como vazamentos ou ataques de ransomware (sequestro de dados) nos últimos 5 anos. O impacto da insegurança digital é severo: entre as vítimas, 30% tiveram perdas financeiras diretas com fraudes ou resgate de dados. Entre as medidas relatadas pelos empresários para proteger os dados sensíveis e garantir a segurança digital, 75% realizam backups regulares dos dados; 67% investem em softwares de segurança; 45% implementam políticas de acesso e senhas robustas; 38% investem em treinamento de funcionários; e 34% contratam equipe especializada em cibersegurança interna ou externa. “São dados muito preocupantes porque a segurança da informação é crucial para o negócio. Esse tipo de crime traz prejuízos diferentes, como perdas financeiras, perturbações operacionais, danos à reputação, responsabilidades legais, danos físicos ou até riscos à segurança nacional”, destaca Cassio Borges. Percepção sobre insegurança A pesquisa levantou ainda a percepção dos empresários industriais sobre o tema em relação às políticas públicas. Entre os respondentes, 4% relataram melhora no cenário de segurança nos últimos cinco anos. Diante do cenário, 54% dos empresários industriais apontaram a necessidade de aumento do policiamento em áreas industriais como medida governamental prioritária e 53% cobram políticas focadas no reforço ostensivo da segurança em rodovias e no transporte de cargas. Sobre a pesquisa A pesquisa da CNI, realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, entrevistou executivos de 1.003 empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, sendo 503 de indústrias pequenas e 500 de médio e grande portes em todas as regiões do país. Os dados foram coletados entre os dias 12 de março e 7 de abril de 2026.
Câmara propõe estudo para implantação de lombadas modulares em Jaraguá do Sul
Uma indicação apresentada na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul solicita que a Prefeitura realize um estudo técnico para avaliar a implantação de lombadas modulares em vias do município. A proposta tem como objetivo modernizar os mecanismos de controle de velocidade e ampliar a segurança viária, especialmente em locais com grande circulação de pedestres. De acordo com a justificativa, as lombadas modulares pré-fabricadas oferecem instalação rápida, alta visibilidade e menor necessidade de intervenções no pavimento. Diferentemente dos modelos convencionais, os dispositivos podem ser instalados sem alterações permanentes na pista e removidos ou remanejados conforme as necessidades identificadas pelos estudos de trânsito. A proposta sugere a utilização das estruturas em áreas consideradas mais sensíveis, como proximidades de escolas, creches, unidades de saúde, praças e regiões comerciais com grande fluxo de pessoas. Outro aspecto destacado é a flexibilidade do equipamento. Caso ocorram mudanças no fluxo de veículos ou novas demandas de mobilidade urbana, as lombadas podem ser transferidas para outros pontos da cidade, evitando desperdício de recursos públicos. Segundo o texto da indicação, os dispositivos também contam com elementos refletivos de alta visibilidade, facilitando a identificação pelos motoristas durante a noite ou em condições climáticas adversas. Além disso, por serem compostos por módulos padronizados, permitem a substituição apenas das partes danificadas, reduzindo custos de manutenção em comparação aos modelos tradicionais. A proposta será encaminhada ao Executivo Municipal para análise e avaliação das secretarias competentes. Uma indicação apresentada na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul solicita que a Prefeitura realize um estudo técnico para avaliar a implantação de lombadas modulares em vias do município. A proposta tem como objetivo modernizar os mecanismos de controle de velocidade e ampliar a segurança viária, especialmente em locais com grande circulação de pedestres. De acordo com a justificativa, as lombadas modulares pré-fabricadas oferecem instalação rápida, alta visibilidade e menor necessidade de intervenções no pavimento. Diferentemente dos modelos convencionais, os dispositivos podem ser instalados sem alterações permanentes na pista e removidos ou remanejados conforme as necessidades identificadas pelos estudos de trânsito. A proposta sugere a utilização das estruturas em áreas consideradas mais sensíveis, como proximidades de escolas, creches, unidades de saúde, praças e regiões comerciais com grande fluxo de pessoas. Outro aspecto destacado é a flexibilidade do equipamento. Caso ocorram mudanças no fluxo de veículos ou novas demandas de mobilidade urbana, as lombadas podem ser transferidas para outros pontos da cidade, evitando desperdício de recursos públicos. Segundo o texto da indicação, os dispositivos também contam com elementos refletivos de alta visibilidade, facilitando a identificação pelos motoristas durante a noite ou em condições climáticas adversas. Além disso, por serem compostos por módulos padronizados, permitem a substituição apenas das partes danificadas, reduzindo custos de manutenção em comparação aos modelos tradicionais. A proposta será encaminhada ao Executivo Municipal para análise e avaliação das secretarias competentes.
Fiesc está entre as 3 mil entidades que defendem a aprovação da PEC do Trabalho Flexível no Senado
Um grupo de cerca de 3 mil entidades empresariais de todas as regiões do Brasil, que representam cerca de 90% do PIB brasileiro e geram mais de 40 milhões de empregos, uniu-se para pedir aos senadores e senadoras a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2026. Conhecida como PEC do Trabalho Flexível, o texto do senador Rogério Marinho propõe modernizar as relações laborais por meio da autonomia de escolha. A proposta foca na liberdade do empregado para que, se assim desejar, optar por uma jornada baseada em horas flexíveis. Esse modelo atende a diferentes realidades, permitindo que jovens conciliem o emprego com os estudos, mães adaptem os horários aos cuidados com os filhos e chefes de família aumentem a renda trabalhando mais em períodos de alta sazonalidade, conforme a realidade de cada setor. O texto preserva integralmente os direitos previstos no artigo 7º da Constituição Federal. Benefícios como 13º salário, férias, terço constitucional, FGTS, INSS e aviso prévio continuam garantidos, calculados de forma proporcional às horas trabalhadas. A PEC também estabelece uma proteção financeira ao fixar que o valor da hora não pode ser inferior ao salário-mínimo nacional ou ao piso de cada categoria profissional. O manifesto, assinado pelo Movimento Pró-Brasil (MPB), também se posiciona contra projetos que buscam impor uma escala única e rígida para todo o mercado, sem considerar as necessidades e especificidades das mais de 2.700 ocupações existentes hoje no país, desconsiderando também os custos e impactos para as empresas, para o poder público e para a sociedade. Confira o manifesto na íntegra: Uma carta para o Brasil que acorda cedo A vida não bate ponto do mesmo jeito todos os dias. Tem mês que o movimento bomba e o trabalhador consegue tirar uma boa comissão. Tem mês que a coisa aperta e é preciso correr atrás de um extra para fechar as contas. Tem dia que o filho fica doente, que é necessário sair mais cedo para levar o pai ao médico ou para ver a apresentação da filha na escola. Quem está na luta sabe: a vida real não cabe numa caixinha fechada. Hoje, o Senado Federal analisa a PEC 12, do Trabalho Flexível. Mais que uma alteração na Constituição, ela é a chance de finalmente colocar a decisão na mão de quem move este país: você, trabalhador brasileiro. Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar o ano sem dívida? Também dá. E tudo isso com os direitos da CLT garantidos, como 13º salário, férias, 1/3 de férias, FGTS, aviso prévio e etc. É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida. Mas existe outra proposta em votação que quer fazer exatamente o contrário: impor a mesma escala engessada para todo mundo, como se o Brasil real funcionasse em “tamanho único”. O garçom, que vive da taxa adicional de serviço, não quer uma lei que tire seus melhores dias de trabalho. O vendedor, que conta com a comissão, precisa de tempo para vender, não de uma folga obrigatória. O Microempreendedor Individual (MEI), que tem apenas um empregado, ficará sem ele mais um dia na semana. Toda essa rigidez aumenta o custo dos produtos e serviços e, no fim, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus, no valor do condomínio… Por isso, os abaixo assinados, que representam mais de 40 milhões de empregos, quase 90% do PIB brasileiro, bilhões de reais em investimentos, exportações, e que estão presentes em todos os cantos do Brasil, pedem: Senhoras senadoras e senhores senadores, votem pela modernização do trabalho. Votem pela PEC 12, a do Trabalho Flexível, e deixem o brasileiro escolher o seu próprio caminho. CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do BrasilCNC – Confederação Nacional do ComércioCNI – Confederação Nacional da IndústriaCNT – Confederação Nacional do TransporteFIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Confira aqui a lista das instituições que assinam o manifesto
Copa do Mundo de 2026 estreia novo formato e promete ser a maior da história
A Copa do Mundo de 2026 marcará uma nova era para o futebol mundial. Organizada pela FIFA, a competição será a maior já realizada, reunindo 48 seleções e sendo disputada pela primeira vez em três países simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Além da ampliação no número de participantes, o torneio trará novidades no formato de disputa, cerimônias de abertura inéditas e recordes históricos que prometem transformar a experiência da competição. Abertura repetirá confronto histórico Uma das curiosidades da Copa de 2026 é que o jogo inaugural repetirá o confronto entre México e África do Sul, exatamente como ocorreu na abertura da Copa do Mundo FIFA 2010. Será a primeira vez que uma partida de abertura repete o mesmo confronto desde que a competição passou a adotar oficialmente um jogo inaugural em vez de diversas partidas simultâneas. Estádio Azteca entra para a história Outro marco histórico será registrado pelo Estádio Azteca, que se tornará o primeiro estádio do mundo a receber três jogos de abertura de Copa do Mundo. A arena mexicana já sediou as cerimônias inaugurais das Copas de 1970 e 1986 e repetirá o feito em 2026. Três países, três cerimônias de abertura Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo contará com três cerimônias de abertura interligadas, uma em cada país-sede. Antes do início do torneio, a Fifa promoveu eventos de contagem regressiva em Cidade do México, Toronto e Los Angeles, com apresentações musicais sincronizadas. A cerimônia principal acontecerá no México e destacará elementos da cultura local, incluindo música tradicional, dança, arte popular e participação de representantes de comunidades indígenas. Grandes artistas confirmados A cerimônia de abertura no Estádio Azteca contará com apresentações de nomes internacionais como Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla. Nos Estados Unidos, a programação terá artistas como Katy Perry, Future, Anitta, Lisa e Rema. Já no Canadá, estão previstas apresentações de Alanis Morissette, Alessia Cara, Jessie Reyez, Michael Bublé e outros artistas. Novo formato terá 104 partidas A principal mudança da Copa de 2026 será o aumento de seleções participantes, passando de 32 para 48 equipes. O torneio contará com 12 grupos de quatro seleções cada e terá um total de 104 partidas, número recorde na história da competição. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente para a fase eliminatória, juntamente com os oito melhores terceiros colocados. Essa nova etapa será chamada oficialmente de “Round of 32” (Rodada de 32), substituindo a tradicional fase de oitavas de final. Campeão precisará disputar oito jogos Com o novo formato, a seleção campeã precisará disputar oito partidas para conquistar o título mundial, uma a mais do que nas edições anteriores. A expectativa da Fifa é que o modelo amplie a participação de países de diferentes continentes, aumente a competitividade e transforme a Copa de 2026 na edição mais inclusiva e abrangente da história do futebol mundial.