A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, o maior valor já registrado na história do país. O avanço é atribuído por economistas a uma combinação de fatores, entre eles cortes de impostos, gastos militares, aumento dos juros, inflação provocada por conflitos no Oriente Médio e tarifas de importação adotadas pelo governo de Donald Trump.
Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, os gastos militares se aproximam de US$ 1 trilhão, enquanto os juros da dívida chegaram a US$ 1,1 trilhão, mais que o dobro do valor registrado em 2021.
A dívida cresceu US$ 1 trilhão em apenas cinco meses, antecipando uma marca que o Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos projetava somente para 2027.
Entre os fatores que pressionam as contas estão também os cortes de impostos aprovados pelo governo Trump. A medida deve aumentar o déficit norte-americano em cerca de US$ 4,7 trilhões ao longo de dez anos, segundo estimativas citadas na reportagem.
Apesar do tamanho da dívida, economistas não consideram que os Estados Unidos estejam diante de um risco imediato de insolvência. O país emite a própria moeda e o dólar continua sendo a principal moeda de reserva internacional.
O principal alerta está no aumento dos custos para financiar a dívida. A inflação provocada pelo encarecimento dos combustíveis e as tarifas de importação podem manter os juros elevados, afetando também outras economias, incluindo a brasileira.
O Tesouro dos Estados Unidos anunciou ainda que pretende ampliar a compra diária de títulos públicos, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões, a partir de setembro.
Imagem: divulgação redes sociais
