Santa Catarina gera 7 mil empregos em setembro, mas indústria mantém ritmo de desaceleração

Saldo do estado fica 4,3 mil vagas abaixo do registrado em setembro de 2025; indústria abriu 227 vagas, alta de 0,02% frente a agosto

Santa Catarina voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais em setembro de 2026, com a criação de 7.086 vagas com carteira assinada. O resultado representa alta de 0,27% em relação ao mês anterior e colocou o estado na sétima posição nacional em geração de empregos, segundo dados do Novo Caged analisados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Apesar do desempenho positivo, a entidade avalia que o mercado de trabalho catarinense segue em desaceleração. Na comparação com setembro de 2025, foram geradas 4.315 vagas a menos, refletindo perda de ritmo na agropecuária, no comércio, nos serviços e na indústria.

Na indústria, o saldo foi de 227 novos empregos, resultado da abertura de 599 vagas na indústria geral e do fechamento de 372 postos na construção civil.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o cenário econômico continua impondo desafios à atividade produtiva.

Segundo ele, as incertezas relacionadas à situação fiscal do país e ao crescimento da dívida pública reduzem as perspectivas de queda dos juros, afetando principalmente os setores mais dependentes de crédito.

A indústria de transformação encerrou setembro com saldo positivo de 526 vagas, crescimento de 0,07%. De acordo com a FIESC, porém, esse desempenho está concentrado em poucos segmentos e reflete decisões pontuais de empresas, sem indicar uma recuperação ampla da atividade industrial.

O setor de veículos e carrocerias liderou a geração de empregos, com 317 novas vagas, sendo 239 delas em Navegantes. Em seguida aparecem os segmentos de alimentos, com 237 vagas, metal, com 127, materiais elétricos, também com 126, e equipamentos de transporte, com 125 novos postos.

Por outro lado, o setor do vestuário perdeu 305 vagas no mês. A indústria da madeira fechou 195 postos de trabalho, pressionada pela desaceleração da construção civil e pelos efeitos do tarifaço norte-americano. Já o segmento de máquinas e equipamentos encerrou setembro com saldo negativo de 140 vagas, principalmente na fabricação de máquinas agrícolas.

Entre os demais setores da economia, os serviços lideraram a geração de empregos no estado, com saldo positivo de 5.412 vagas. O comércio criou 1.339 postos de trabalho, impulsionado principalmente por supermercados e hipermercados. A agropecuária também registrou saldo positivo, com a abertura de 108 vagas.

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