Governo federal decidiu recorrer da decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que irá recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Segundo informações obtidas junto à AGU, a equipe jurídica do governo analisa os fundamentos da decisão para definir a estratégia que será adotada no recurso. Entre as possibilidades avaliadas está a alegação de que o afastamento do chefe da Polícia Federal invade uma competência exclusiva do presidente da República, responsável pela nomeação e exoneração do cargo.

Aliados do governo também informaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende contestar a decisão antes mesmo de cumprir a determinação judicial. A expectativa é de que o caso seja levado com urgência ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Enquanto o recurso é preparado, o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad, manifestou apoio a Andrei Rodrigues e afirmou ter “total confiança” na atuação do diretor-geral afastado. Como número dois na estrutura da corporação, Murad deverá assumir interinamente o comando da Polícia Federal.

O afastamento foi determinado por André Mendonça no contexto da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e inclui ainda a abertura de procedimentos para apurar a produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal que, segundo a decisão do ministro, teriam monitorado autoridades públicas.

A decisão de Mendonça ainda deverá ser analisada pelo colegiado do STF, enquanto o governo federal prepara as medidas jurídicas para tentar reverter o afastamento de Andrei Rodrigues.

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