Tarifas dos EUA pressionam multinacional de Jaraguá do Sul; BTG pactual pede cautela nas negociações

A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros colocou a WEG entre as empresas catarinenses que podem sentir os efeitos da medida. Mesmo assim, a avaliação do BTG Pactual é de que o impacto financeiro deve ser limitado e não altera a recomendação de compra dos papéis da companhia.

Segundo a análise do banco, a fabricante de Jaraguá do Sul conseguiu reduzir sua exposição às tarifas ao redistribuir parte da produção para unidades instaladas no México. Com isso, apenas uma pequena parcela da receita consolidada da empresa permaneceria diretamente sujeita à nova taxação americana.

Os Estados Unidos seguem como um dos principais mercados da WEG, respondendo por cerca de um quarto do faturamento global da companhia. Ainda assim, os analistas avaliam que a reorganização da produção e a capacidade da empresa de ajustar preços ajudam a minimizar os efeitos da medida.

Outro ponto destacado pelo BTG é que a empresa já enfrentou um cenário tarifário mais severo anteriormente e conseguiu preservar sua rentabilidade. Além disso, o banco vê perspectivas favoráveis para o segundo semestre, impulsionadas pela expansão da capacidade de produção de transformadores e pela expectativa de retomada do crescimento em alguns segmentos estratégicos.

Mesmo reconhecendo que a nova política comercial dos Estados Unidos aumenta a pressão no curto prazo, o BTG manteve o preço-alvo das ações em R$ 65 para os próximos 12 meses e continua indicando compra, apostando na força operacional da companhia e na sua diversificação internacional.

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