A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres na região de Joinville e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de quatro pessoas, sendo três em flagrante e uma por mandado de prisão preventiva.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) de Joinville e recebeu o nome de Operação Anilha Profana. Ao todo, cerca de 60 policiais civis de Joinville e de outras regiões do Estado participaram das diligências.
Animais e documentos falsos foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram três psitacídeos — duas araras-canindé e um papagaio-verdadeiro — além de diversos pássaros da ordem dos passeriformes mantidos de forma irregular.
Em alguns dos imóveis fiscalizados, os responsáveis pelos animais apresentaram documentos falsificados, entre eles notas fiscais e certificados de origem que buscavam dar aparência de legalidade aos animais.
Diante da fraude, duas mulheres e um homem foram presos em flagrante.
Principal investigado foi preso preventivamente
Além das prisões em flagrante, a Justiça decretou a prisão preventiva do principal alvo da investigação.
Segundo a Polícia Civil, o investigado já havia sido preso anteriormente pela própria Delegacia de Proteção Animal por envolvimento com o tráfico de animais silvestres na região de Joinville. Ele também possui antecedentes criminais por roubo no Estado de São Paulo.
As investigações apontam que o suspeito atuava há anos na comercialização ilegal de animais retirados da natureza e também na venda de documentos fraudulentos, utilizados para dar aparência de legalidade aos espécimes comercializados.
Como parte das medidas judiciais, o Juízo das Garantias de Joinville determinou ainda o sequestro de um imóvel pertencente ao investigado.
Investigação continua
Além da comercialização ilegal de animais, a operação também apura um esquema de fabricação e venda de anilhas falsificadas, utilizadas para identificar aves silvestres de forma fraudulenta.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação prossegue para identificar outros envolvidos na organização criminosa e ampliar o combate ao tráfico de animais silvestres em Santa Catarina.
Os quatro presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
