A proposta de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções na edição de 2030 segue provocando debates entre dirigentes, clubes, atletas e especialistas. Embora ainda não tenha sido oficializada pela Fifa, a ideia ganhou força por causa do simbolismo do centenário da competição e pode representar uma das maiores mudanças da história do futebol.
Caso seja adotado, o novo formato ampliaria significativamente o número de países participantes, criando oportunidades para seleções que raramente conseguem uma vaga em Mundiais. Ao mesmo tempo, levantaria discussões sobre o impacto esportivo, financeiro e logístico do torneio.
Mais vagas e novos mercados
Com mais equipes na disputa, federações de continentes como África, Ásia, Oceania e Concacaf teriam maior representatividade. Para muitos países, participar da Copa significaria acesso a premiações milionárias, valorização dos atletas e crescimento da modalidade em seus territórios.
Além do aspecto esportivo, a expansão abriria espaço para novos mercados consumidores, aumentando o interesse de patrocinadores, emissoras de televisão e plataformas de streaming.
Impacto bilionário
Especialistas avaliam que um Mundial com mais seleções pode gerar um aumento expressivo nas receitas da Fifa. O crescimento no número de jogos amplia a venda de direitos de transmissão, publicidade, ingressos e produtos licenciados.
Por outro lado, os custos também seriam maiores. Países-sede precisariam ampliar investimentos em estádios, logística, segurança, transporte e hospedagem para receber um número ainda maior de delegações e torcedores.
Calendário preocupa clubes e atletas
Um dos principais pontos de discussão envolve o calendário internacional. A realização de mais partidas pode reduzir o tempo de descanso dos jogadores, aumentar o desgaste físico e provocar conflitos com campeonatos nacionais e continentais.
Clubes europeus, que concentram grande parte dos principais atletas do mundo, acompanham o debate com atenção e demonstram preocupação com uma possível sobrecarga no calendário esportivo.
Futebol mais global
Defensores da proposta argumentam que a ampliação ajudaria a desenvolver o futebol em países emergentes, oferecendo experiência internacional e incentivando investimentos em categorias de base, infraestrutura e formação de atletas.
Já os críticos alertam que um torneio maior pode reduzir o nível técnico das primeiras fases e tornar a competição excessivamente longa.
Mesmo sem uma decisão definitiva, a discussão evidencia uma tendência: a Copa do Mundo caminha para um modelo cada vez mais global, buscando equilibrar expansão esportiva, interesses econômicos e o crescimento do futebol em diferentes regiões do planeta.

Créditos: Nelson Terme / CBF
