Hospital Jaraguá reforça importância da Triagem Neonatal durante mês de conscientização

Segundo a coordenadora de Enfermagem da Unidade Neonatal, Banco de Leite Humano e Fonoaudiologia do Hospital Jaraguá, enfermeira especialista Camila Martini, a triagem neonatal representa uma das etapas mais importantes dos cuidados com o recém-nascido. “O principal objetivo é identificar doenças genéticas e metabólicas no período neonatal, que podem desencadear a deficiência intelectual comprometendo a saúde da criança, evitando complicações e sequelas no recém-nascido acometido, reduzindo significativamente o risco de complicações, sequelas permanentes e até mesmo óbito. Quando o diagnóstico acontece precocemente, é possível iniciar o tratamento rapidamente e oferecer melhores perspectivas de desenvolvimento e qualidade de vida para a criança”, afirma.

Entre as doenças pesquisadas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal estão a fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.

Nos estados de Santa Catarina e Paraná, o exame é processado pela Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE), responsável pela análise das amostras do Teste do Pezinho, busca ativa dos casos suspeitos, confirmação diagnóstica e acompanhamento dos pacientes.

No Hospital Jaraguá, a coleta é realizada nos recém-nascidos que permanecem internados após as primeiras 48 horas de vida. Nesses casos, o exame ocorre preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida, período considerado ideal para a realização da triagem.

Já os recém-nascidos que recebem alta antes das primeiras 48 horas de vida devem realizar o exame em uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A recomendação permanece a mesma: que a coleta seja feita entre o terceiro e o quinto dia de vida, período considerado ideal para a identificação das doenças pesquisadas pelo programa.

Atualmente, o Hospital Jaraguá realiza uma média de 70 coletas por mês entre os neonatos internados. Após a coleta, o processo inclui análise laboratorial pelo FEPE, identificação de possíveis alterações, exames confirmatórios e, quando necessário, encaminhamento para tratamento e acompanhamento especializado.

Camila destaca que o exame é um direito garantido a todas as crianças brasileiras. “O teste do pezinho é obrigatório por lei e oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. É um exame simples, mas que faz toda a diferença na vida de uma criança e de sua família”, ressalta.

O mês de conscientização da Triagem Neonatal busca reforçar que a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo os maiores aliados para garantir um desenvolvimento saudável desde os primeiros dias de vida.

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