Frio acende alerta de doenças respiratórias e cardiácas em Santa Catarina

Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumenta também a preocupação com as doenças típicas do inverno. Em Santa Catarina, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já passam de 2,5 mil em 2026, enquanto as mortes por gripe seguem crescendo, principalmente entre idosos.

O frio favorece a circulação de vírus e agrava problemas respiratórios, cardiovasculares e até dermatológicos. Ambientes fechados, pouca ventilação e o ar seco criam condições ideais para a transmissão de doenças.

Doenças respiratórias lideram os atendimentos

Entre as doenças mais comuns nesta época do ano estão gripe, resfriado, pneumonia, bronquite, sinusite, rinite, asma e laringite. Especialistas explicam que o ar frio resseca as vias respiratórias, diminuindo a proteção natural do organismo contra vírus e bactérias.

Além disso, as pessoas passam mais tempo em locais fechados e aglomerados, aumentando o risco de transmissão. Os principais vírus em circulação em Santa Catarina neste momento são Influenza e Rinovírus, responsáveis por grande parte dos casos respiratórios registrados no estado.

Casos de SRAG preocupam autoridades

Dados do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS (Cieges-SC), atualizados até o final de abril, apontam que Santa Catarina registrou 2.596 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos primeiros quatro meses de 2026.

Apesar do número elevado, houve redução de 15,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado contabilizou 3.064 ocorrências. Mesmo assim, a situação segue em alerta devido ao avanço das internações provocadas pela gripe.

Gripe já matou 18 pessoas em SC

Até o início de abril, Santa Catarina confirmou pelo menos 18 mortes por Influenza. Segundo os dados da saúde estadual, 72% das vítimas tinham 60 anos ou mais. A preocupação aumenta por causa da baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe. A cobertura vacinal segue abaixo da meta de 90% estipulada pelas autoridades sanitárias.

Frio também aumenta risco de infarto e AVC

As doenças cardiovasculares também crescem no inverno. Isso acontece porque o frio provoca vasoconstrição — estreitamento dos vasos sanguíneos — elevando a pressão arterial e aumentando o esforço do coração. Com isso, casos de infarto, angina e Acidente Vascular Cerebral (AVC) tendem a subir nesta época do ano, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

Pele seca e dores articulares também pioram

As baixas temperaturas ainda agravam problemas dermatológicos, como pele seca, dermatite atópica, urticária ao frio e frieiras. Já pacientes com artrose, artrite e dores musculares costumam sentir aumento no desconforto durante os períodos mais frios.

Como se proteger das doenças do inverno

Especialistas reforçam alguns cuidados simples que ajudam a reduzir os riscos:

  • manter a vacinação contra gripe em dia;
  • lavar as mãos frequentemente;
  • evitar ambientes fechados e sem ventilação;
  • beber bastante água;
  • manter alimentação equilibrada;
  • usar roupas adequadas para proteger o corpo do frio;
  • procurar atendimento médico aos primeiros sintomas graves.

Monitoramento segue em várias cidades

Santa Catarina mantém Unidades Sentinelas de Síndrome Gripal em municípios como Jaraguá do Sul, Florianópolis, Joinville, Chapecó, Criciúma, Lages e Mafra para acompanhar a circulação dos vírus respiratórios no estado.

A orientação das autoridades de saúde é que a população redobre os cuidados nos próximos meses, período considerado o mais crítico para doenças respiratórias em Santa Catarina.

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