Muitos produtores devem deixar de fazer a soca ou ressoca do arroz para evitar prejuízos financeiros. A informação foi confirmada pelo presidente da Cooper Juriti, Orlando Giovanella, durante entrevista ao vivo no Programa Portal RBN. “A ressoca é um rebroto da plantação principal do arroz que começa em maio e vai caindo nos próximos meses”, explicou. Segundo ele, a situação está ligada ao preço muito baixo do arroz e ao alto custo da colheita, especialmente para que não tem maquinários e paga o serviço por hora para terceiros. Giovanella disse que cada produtor deve fazer os cálculos necessários para ver se compensa ou não, fazer a colheita do rebroto. De qualquer forma, acrescentou que a Cooperativa, mesmo estando como silos cheios, vai receber o arroz da ressoca daqueles produtores que já estregaram a colheita principal para a cooperativa. Giovanella também comentou o baixo preço do arroz e lamentou que a situação desanime as novas gerações e prejudique a sucessão familiar na atividade rural. FOTO ILUSTRATIVA/GOOGLE
Temporal derruba rede elétrica, rompe cabos e deixa moradores sem energia na região de Jaraguá do Sul
A chuva forte que atingiu a região na tarde deste domingo (26) acabou causando uma série de problemas na rede elétrica, afetando o fornecimento de energia para diversos moradores da região de Jaraguá do Sul. As informações são da Celesc. Segundo o gerente regional, Danilson Wolff, um dos principais problemas aconteceu em Schroeder, onde um cabo de energia se rompeu. Quando isso acontece, todo o circuito ligado a esse cabo — chamado de “alimentador” — é desligado automaticamente por segurança, o que fez com que o apagão atingisse também a região de Santa Luzia. Outro caso mais complicado foi registrado na região do Rio Molha. Lá, uma árvore caiu sobre a rede elétrica e rompeu os fios, interrompendo o fornecimento. Como o local exato do problema nem sempre é fácil de identificar, as equipes enfrentaram dificuldades no início. O Corpo de Bombeiros ajudou nas buscas até que o ponto fosse encontrado. Apesar dos transtornos, a situação foi sendo normalizada ao longo da noite. A Celesc informou que a maior parte dos consumidores afetados já teve a energia restabelecida.
Curto-circuito provoca incêndio em subestação e deixa até 57 mil unidades sem energia no Norte de SC
Um incêndio em uma subestação de energia elétrica mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e provocou interrupção no fornecimento de energia para milhares de consumidores na noite de domingo (26), em São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 21h45, quando as equipes foram acionadas para combater um incêndio em uma subestação pertencente à Celesc, no bairro Colonial. Ao chegar ao local, a guarnição realizou o isolamento da área para garantir a segurança e evitar riscos adicionais. Para que o combate às chamas fosse realizado com segurança, foi necessário o desligamento da rede elétrica. Após a confirmação, os bombeiros iniciaram o combate ao incêndio, utilizando cerca de 3 mil litros de água até a extinção completa do fogo. As equipes permaneceram no local para monitoramento e prevenção de novos focos. Segundo a Celesc, o incêndio foi causado por um curto-circuito de grande proporção na saída de um dos alimentadores da subestação. O problema afetou inicialmente cerca de 15 mil unidades consumidoras em São Bento do Sul. Para viabilizar o trabalho das equipes, também foi desligada uma linha de transmissão que atende os municípios de Campo Alegre e Rio Negrinho, elevando o impacto para aproximadamente 57 mil unidades no pico da ocorrência. O fornecimento de energia começou a ser restabelecido ainda durante a noite. Por volta das 23h30, o sistema já havia sido normalizado em Campo Alegre, Rio Negrinho e parte de São Bento do Sul. Já o restante dos consumidores teve o serviço restabelecido próximo à 1h da madrugada desta segunda-feira (27). Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Um transformador da subestação foi danificado e deverá ser substituído, o que pode fazer com que algumas empresas operem de forma reduzida ao longo do dia. As causas do incêndio seguem sendo apuradas. São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre, no Planalto Norte de Santa Catarina, formam um dos principais e mais tradicionais polos moveleiros do Brasil, com destaque absoluto na exportação de móveis de madeira maciça. São Bento do Sul lidera o ranking nacional de exportações de móveis, faturando milhões de dólares anualmente, com grande parte da produção destinada aos EUA. São Bento do Sul é o maior exportador de móveis do Brasil. Em 2024, o polo (incluindo as três cidades) foi responsável por 14% das exportações brasileiras de móveis. O polo reúne mais de 400 empresas, sendo 90% pequenos negócios, que impulsionam a economia local.
Série de conflitos entre vizinhos e casal termina em agressões, ameaça e danos na região de Jaraguá do Sul
Uma sequência de ocorrências envolvendo agressões, ameaças e danos mobilizou forças de segurança em cidades do Norte de Santa Catarina neste domingo (26). Os casos, registrados em Corupá e Jaraguá do Sul, têm em comum o histórico de desentendimentos entre os envolvidos. Em Corupá, uma guarnição foi acionada para atender uma ocorrência de lesão corporal em via pública envolvendo um casal. Segundo relato da vítima, houve agressão física após uma discussão, versão confirmada por uma testemunha que interveio na situação. O autor, de 56 anos, apresentava sinais de embriaguez durante a abordagem. Apesar disso, nenhuma das partes apresentava lesões aparentes no momento do atendimento. Diante da impossibilidade de realização de exame pericial, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Ainda no município, outro caso envolveu uma briga entre vizinhos que evoluiu para lesão corporal e dano. A vítima, de 32 anos, relatou ter sido atingida na cabeça com um golpe de arma branca. O suspeito fugiu do local e não foi localizado. Em reação, a vítima invadiu o imóvel do autor e causou danos, assumindo a ação. Apesar dos fatos, ela recusou atendimento médico e não houve testemunhas interessadas em prestar depoimento. Já em Jaraguá do Sul, a polícia atendeu uma ocorrência de ameaça após desentendimento entre vizinhos motivado por barulho. A vítima afirmou ter sido ameaçada durante a discussão, enquanto o suposto autor negou a acusação e disse que apenas tentou resolver o problema. O caso foi registrado e encaminhado para os devidos procedimentos legais. As ocorrências foram atendidas pelo 14º Batalhão de Polícia Militar.
Ataques digitais a contas de três prefeituras acendem alerta em SC
Uma sequência de ataques cibernéticos contra contas bancárias de prefeituras em Santa Catarina tem acendido um alerta entre autoridades e gestores públicos. Em um intervalo de poucos meses, pelo menos três municípios foram alvo de criminosos digitais, evidenciando uma fragilidade crescente nos sistemas financeiros do poder público. Casos recentes atingiram cidades do Norte do estado, incluindo Jaraguá do Sul, Irineópolis e Guaramirim. Em Jaraguá, o ataque foi identificado após movimentações bancárias consideradas fora do padrão, com tentativas de desvio que chegariam a cerca de R$ 40 milhões. A ação foi parcialmente bloqueada, evitando a maior parte do prejuízo. Já em Irineópolis, o impacto foi direto: criminosos conseguiram desviar aproximadamente R$ 534 mil das contas públicas, com transferências para empresas e contas em outros estados, incluindo estabelecimentos sem relação com a administração municipal. Em Guaramirim, uma tentativa semelhante foi detectada a tempo pelos sistemas de segurança, que impediram qualquer movimentação financeira irregular. O caso reforça a importância de monitoramento constante e respostas rápidas para evitar prejuízos maiores. Além desses episódios, há indícios de ataques ainda mais complexos. Em Jaraguá do Sul, investigações apontam que criminosos podem ter utilizado dados de servidores para acessar sistemas internos e movimentar valores milionários, com suspeitas que chegaram a cerca de R$ 19 milhões em operações irregulares, embora a maior parte tenha sido bloqueada antes da conclusão das transferências. Especialistas apontam que esse tipo de crime geralmente envolve técnicas como roubo de credenciais, uso de perfis falsos dentro dos sistemas e engenharia social — quando servidores são induzidos a fornecer dados sensíveis. Uma vez dentro do sistema, os criminosos conseguem autorizar pagamentos e transferências para contas de terceiros, muitas vezes ligadas a “laranjas”. O impacto vai além do prejuízo financeiro. Ataques desse tipo podem comprometer serviços públicos essenciais, atrasar pagamentos e afetar diretamente áreas como saúde, educação e infraestrutura. Em alguns casos, prefeituras chegam a perder temporariamente o acesso às próprias contas bancárias, o que paralisa operações administrativas. Diante da repetição dos casos, cresce a preocupação com a segurança digital no setor público. A sucessão de ataques em um curto período evidencia que os municípios se tornaram alvos estratégicos de quadrilhas especializadas, que exploram vulnerabilidades em sistemas muitas vezes desatualizados ou com baixa proteção. O cenário reforça a necessidade urgente de investimentos em tecnologia, capacitação de servidores e adoção de mecanismos mais rígidos de segurança, como autenticação em múltiplos fatores e monitoramento contínuo. Sem isso, o risco é de que novos ataques ocorram — e com prejuízos ainda maiores aos cofres públicos. Por: Renato Santos Imagem: Divulgação redes sociais
Mulher vai parar no PA após golpes na cabeça, garrafada e perda parcial da orelha
A PM foi acionada para mais um caso de violência doméstica na madrugada de hoje em Schroeder. Uma mulher de 41 anos foi parar no Pronto Atendimento de Schroeder com graves ferimentos após violentas agressões do seu companheiro. Ela relatou aos policiais que estava no carro em companhia do marido de 42 anos, quando após uma breve discussão ele passou a agredi-la com uma garrafa de vidro, com golpes na cabeça e uma mordida na orelha que provocou perda de tecido com corte e sangramento intenso. Em seguida, o homem ainda danificou o veículo da vítima com uma pedrada no parabrisa e fugiu em direção ignorada. A PM fez rondas na região e não localizou o autor.
Mesmo após ampliação, presídio de Jaraguá do Sul segue superlotado e acende alerta
Mesmo após passar por ampliação, o Presídio Regional de Jaraguá do Sul continua operando acima da capacidade, evidenciando um problema estrutural que preocupa autoridades e a população. A unidade, que atende não apenas o município, mas toda a região, enfrenta um cenário crítico de superlotação que impacta diretamente a segurança pública. Dados recentes mostram a gravidade da situação: o presídio tem capacidade para cerca de 390 a 401 detentos, mas atualmente abriga mais de 700 presos, ou seja, praticamente o dobro do limite previsto. Esse excesso compromete as condições de custódia, dificulta o trabalho dos agentes penitenciários e aumenta os riscos dentro e fora da unidade. A superlotação não é um problema recente, mas tem se agravado com o crescimento populacional da região e mudanças na legislação penal, que influenciam o tempo de permanência dos detentos no sistema prisional. Além disso, o presídio concentra demandas de várias cidades, o que pressiona ainda mais a estrutura existente. Entre as principais preocupações está o impacto direto na segurança. Com a falta de vagas adequadas, há risco de decisões judiciais que podem resultar na liberação de presos para regimes mais brandos ou até prisão domiciliar, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. Isso gera apreensão entre autoridades e moradores, que temem reflexos no aumento da criminalidade. Outro ponto crítico é a condição interna da unidade. A superlotação compromete aspectos básicos como espaço físico, higiene, atendimento de saúde e até mesmo programas de ressocialização, que são fundamentais para reduzir a reincidência criminal. Inspeções recentes já apontaram a necessidade de melhorias estruturais e administrativas no local. Diante desse cenário, lideranças políticas têm cobrado medidas urgentes do Governo do Estado, como novas ampliações ou até a construção de uma nova unidade prisional na região. A avaliação é de que, sem investimentos concretos, o problema tende a se agravar ainda mais. A realidade do Presídio Regional de Jaraguá do Sul expõe um desafio que vai além dos muros da unidade: a necessidade de equilibrar o sistema prisional com o crescimento da região, garantindo segurança, dignidade e eficiência no cumprimento das penas. Por: Renato Santos Imagem: Sejuri
Governo Federal libera R$ 31,3 milhões para a construção de 11 novas unidades de saúde em Santa Catarina
O Ministério da Saúde liberou para Santa Catarina cerca de R$ 31,3 milhões pelo Novo PAC Saúde que contemplam 11 obras que devem começar imediatamente. Serão construídas no estado 10 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e um novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A iniciativa marca a maior liberação imediata de recursos do Novo PAC Saúde em uma única etapa: R$ 1,2 bilhão destinados a construção de 541 novas unidades de saúde em 26 estados. A liberação desses recursos vai ajudar na redução das desigualdades regionais e a ampliação do acesso à saúde pública de qualidade, evidenciando que a integração entre os entes federados é essencial para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir mais equidade no atendimento à população brasileira. “É o SUS sendo ampliado com rapidez, presença do Governo do Brasil e justiça social. Onde antes faltava estrutura, o governo do Presidente Lula está fazendo chegar Unidades Básicas de Saúde, centros de atendimento em saúde mental e voltados a pessoas com deficiência. É investimento que vira obra, obra que vira atendimento e atendimento que melhora a vida do povo brasileiro”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. Essa ação também integra o programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo do Brasil voltado à ampliação do acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados no SUS. O programa atua para reduzir filas e tempo de espera, especialmente em regiões com vazios assistenciais, por meio de estratégias como unidades móveis de saúde, mutirões e reforço da rede de atendimento. Ao levar serviços diretamente a municípios e áreas de difícil acesso, o programa busca descentralizar o cuidado, acelerar diagnósticos e garantir tratamento em tempo oportuno, contribuindo para um atendimento mais ágil, resolutivo e próximo das pessoas. O pagamento foi realizado de forma integral, por meio de transferências fundo a fundo, conforme a Portaria GM/MS nº 6/2017. A liberação está vinculada à emissão da Ordem de Serviço, reforçando o compromisso com a execução imediata das obras e maior agilidade na entrega dos resultados. Além de ampliar o acesso da população aos serviços do SUS, a iniciativa impulsiona a geração de emprego e renda e fortalece a infraestrutura econômica e social do país. Mais de R$ 32 bilhões para fortalecer o SUS O Novo PAC representa o maior programa de investimentos em infraestrutura do Sistema Único de Saúde. Até o momento, o Ministério da Saúde já destinou R$ 32,2 bilhões para obras, equipamentos e veículos em todo o país, incluindo a previsão de 2.600 Unidades Básicas de Saúde, 330 Centros de Atenção Psicossocial, 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis, além da distribuição de combos de equipamentos para UBS, fortalecendo a capacidade de atendimento do SUS e ampliando o acesso da população a serviços essenciais de saúde em todas as regiões do Brasil. Fonte: Ministério da Saúde
Fim de semana de chuva com passagem de duas frentes frias em Santa Catarina
A passagem de duas frentes frias deixa o tempo instável neste fim de semana em Santa Catarina. As chuvas começam ainda neste sábado (25) e do domingo (26), com risco de temporais em diferentes regiões do estado. Esse sistema favorece a formação de temporais isolados nas áreas de divisa entre os dois estados, especialmente no Oeste e no Litoral Sul catarinense. O sistema avança sobre Santa Catarina e espalha as instabilidades por todo o estado. Nas regiões de divisa com o Rio Grande do Sul, a chuva começa ainda durante a madrugada e se estende até a manhã. Entre a tarde e a noite, são esperados temporais isolados no Vale do Itajaí, no Planalto Norte e no Litoral Norte. Embora localizados, esses temporais podem ser intensos e trazer risco moderado para alagamentos pontuais, destelhamentos, queda de galhos e danos à rede elétrica nessas áreas. No domingo (26), a chuva ganha ainda mais força com o avanço de uma nova frente fria, favorecida pela atuação de um ciclone extratropical na costa do RS e do Uruguai. A precipitação ocorre de forma persistente ao longo do dia, especialmente entre o Grande Oeste, o Vale do Itajaí e o Norte catarinense, regiões com maior risco para alagamentos. Após a passagem dessa frente fria na segunda-feira (27), o mar fica agitado entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis. São previstas ondas de 2 metros, com picos entre 2,5 e 3 metros em alto-mar. Massa de ar frio derruba temperaturas no início da semana Antes da chegada das instabilidades, as temperaturas permanecem elevadas à tarde, com máximas próximas dos 30°C na maioria das regiões catarinenses. Essa condição começa a mudar no domingo (26), quando a maior presença de nuvens e a chuva mantêm as temperaturas amenas, com máximas entre 20°C e 25°C. Com o avanço de uma massa de ar frio após a passagem das frentes frias, os termômetros seguem em queda e o amanhecer da terça-feira (28) será de valores mais baixos em todo o estado. No Grande Oeste e no Planalto Sul, as mínimas ficam entre 5°C e 10°C, podendo cair abaixo dos 5°C nos pontos mais altos da Serra catarinense. Em pontos do Litoral Sul, do Alto Vale do Itajaí e do Planalto Norte os termômetros devem marcar entre 10°C e 13°C, enquanto entre a Grande Florianópolis e o Litoral Norte são esperadas mínimas de 15°C a 19°C. A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil reforça a importância de acompanhar diariamente os boletins meteorológicos e os avisos emitidos pelo órgão, uma vez que as previsões estão em constante atualização. Em caso de temporais, a orientação é buscar um local abrigado, longe de janelas, postes, placas e objetos que possam ser arremessados pelo vento.
Custo de vida dispara e compromete até 80% da renda em Jaraguá do Sul e região
O avanço econômico de cidades como Jaraguá do Sul e Joinville não tem sido suficiente para aliviar o bolso da população. Pelo contrário: o alto custo de vida tem comprometido uma fatia cada vez maior da renda dos moradores, especialmente quando se trata de moradia e alimentação. Com salários médios que variam entre R$ 2.500 e R$ 3.000, muitos trabalhadores enfrentam aluguéis que vão de R$ 1.500 a R$ 2.500. Na prática, isso significa que o custo com moradia pode consumir de 60% a mais de 80% da renda mensal, deixando pouca margem para outras despesas básicas. Além do aluguel, o peso da alimentação também preocupa. Dados recentes do Procon de Jaraguá do Sul mostram que itens essenciais da cesta básica apresentam grande variação de preços, mas ainda assim impactam diretamente o orçamento das famílias. Entre os menores valores encontrados na pesquisa, destacam-se: Mesmo nos preços mais baixos, a soma desses produtos evidencia o impacto significativo no dia a dia, especialmente para famílias maiores. Em alguns supermercados, os valores podem ser ainda mais altos, ampliando a pressão sobre o poder de compra. Com isso, despesas essenciais como transporte, saúde, educação e lazer acabam ficando em segundo plano. Muitos moradores relatam a necessidade de dividir moradia, buscar bairros mais afastados ou até assumir jornadas extras de trabalho para conseguir fechar as contas no fim do mês. Apesar dos bons indicadores econômicos, a realidade mostra um contraste: crescer não tem significado, necessariamente, viver melhor. Em Joinville e Jaraguá do Sul, o custo de vida elevado acende um alerta — para uma parcela significativa da população, a conta simplesmente não fecha. Por: Renato Santos Imagem: Divulgação redes sociais