O avanço econômico de cidades como Jaraguá do Sul e Joinville não tem sido suficiente para aliviar o bolso da população. Pelo contrário: o alto custo de vida tem comprometido uma fatia cada vez maior da renda dos moradores, especialmente quando se trata de moradia e alimentação.
Com salários médios que variam entre R$ 2.500 e R$ 3.000, muitos trabalhadores enfrentam aluguéis que vão de R$ 1.500 a R$ 2.500. Na prática, isso significa que o custo com moradia pode consumir de 60% a mais de 80% da renda mensal, deixando pouca margem para outras despesas básicas.
Além do aluguel, o peso da alimentação também preocupa. Dados recentes do Procon de Jaraguá do Sul mostram que itens essenciais da cesta básica apresentam grande variação de preços, mas ainda assim impactam diretamente o orçamento das famílias. Entre os menores valores encontrados na pesquisa, destacam-se:
- Arroz (1kg): R$ 2,98
- Feijão preto (1kg): R$ 2,98
- Leite (1 litro): R$ 3,39
- Óleo de soja (900ml): R$ 5,89
- Carne (coxão mole): até R$ 29,78
- Café (1kg): até R$ 15,98
Mesmo nos preços mais baixos, a soma desses produtos evidencia o impacto significativo no dia a dia, especialmente para famílias maiores. Em alguns supermercados, os valores podem ser ainda mais altos, ampliando a pressão sobre o poder de compra.
Com isso, despesas essenciais como transporte, saúde, educação e lazer acabam ficando em segundo plano. Muitos moradores relatam a necessidade de dividir moradia, buscar bairros mais afastados ou até assumir jornadas extras de trabalho para conseguir fechar as contas no fim do mês.
Apesar dos bons indicadores econômicos, a realidade mostra um contraste: crescer não tem significado, necessariamente, viver melhor. Em Joinville e Jaraguá do Sul, o custo de vida elevado acende um alerta — para uma parcela significativa da população, a conta simplesmente não fecha.
Por: Renato Santos
Imagem: Divulgação redes sociais
