A 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Joinville condenou o proprietário de um empreendimento de turismo de aventura e uma empresa do ramo de atividades recreativas com quadriciclos pelo crime de dano ambiental, em razão da supressão de vegetação nativa, intervenção em área de preservação permanente e exploração de atividade potencialmente poluidora sem licenciamento ambiental. O caso teve origem a partir de apurações do Ministério Público do Estado de Santa Catarina em área localizada na Área de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca, em Joinville, onde funcionava um projeto voltado ao turismo ecológico com circulação de quadriciclos em trilhas abertas em meio à Mata Atlântica. Conforme os autos, o proprietário do imóvel era responsável pela implantação e manutenção da estrutura utilizada pelo empreendimento, enquanto a empresa atuava na exploração das atividades recreativas no local. Relatórios técnicos apontaram abertura e ampliação de trilhas, supressão de vegetação nativa, erosão do solo, construção irregular em área protegida e intervenções em cursos d’água, tudo sem autorização dos órgãos ambientais. Em sua defesa, o homem alegou que os impactos ambientais seriam insignificantes, sustentou que as trilhas já existiam anteriormente e que não houve supressão relevante de vegetação. Também afirmou que a área estaria em processo de regeneração e que a circulação de quadriciclos não configuraria atividade potencialmente poluidora. A empresa, por sua vez, afirmou que o empreendimento nunca chegou efetivamente a funcionar, negou a existência de atividade estruturada no local e contestou os laudos técnicos produzidos nos autos. Porém, na sentença, o juízo destacou que o conjunto probatório demonstrou intervenções ambientais relevantes, com reabertura e ampliação de trilhas, supressão de vegetação nativa, implantação de estruturas em área de preservação permanente e impactos sobre recursos hídricos. O magistrado ressaltou ainda que a regeneração natural parcial da vegetação não afasta o dever de reparação integral dos danos ambientais, especialmente diante da permanência das estruturas irregulares e da continuidade dos efeitos da degradação. Ao final, o juiz julgou procedentes os pedidos para declarar a ocorrência de dano ambiental, determinar a cessação definitiva das atividades degradadoras no local, proibir a circulação de veículos motorizados sem licenciamento ambiental e obrigar os réus à elaboração e execução de Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), além do pagamento de indenização pelos danos ambientais intercorrentes, cujo valor será apurado posteriormente. Cabe recurso da decisão. Imagens: Divulgação/Pixabay
Obras do contorno da BR-280 já consumiram quase R$ 778 milhões e alcançam 79% do investimento previsto
As obras do lote 2.2 da duplicação da BR-280, considerado o trecho de maior investimento de todo o projeto entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, já receberam R$ 777,8 milhões em recursos federais. O valor representa cerca de 79% do total previsto para a execução do segmento, conforme dados atualizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O lote 2.2 corresponde ao contorno rodoviário de Jaraguá do Sul, uma nova rodovia com aproximadamente 24 quilômetros de extensão, projetada para retirar parte do tráfego pesado da área urbana e melhorar a fluidez no principal corredor logístico do Norte catarinense. O empreendimento tem custo estimado em R$ 985 milhões e integra o programa de duplicação da BR-280, que contempla cerca de 75 quilômetros entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, divididos em três lotes de obras. Entre as estruturas mais complexas do contorno está o túnel duplo do Morro do Vieira, localizado entre Jaraguá do Sul e Schroeder, com mais de um quilômetro de extensão. Atualmente, equipes trabalham em diferentes frentes, incluindo a construção dos elevados de acesso ao túnel e a execução do viaduto que fará a transposição da ferrovia em um dos trechos finais do novo traçado. O contorno terá início próximo ao entroncamento com a Rodovia do Arroz (SC-108), em Guaramirim, e seguirá até a região do km 73 da BR-280, em Jaraguá do Sul. O ponto inicial da nova rodovia ficará a cerca de 15 quilômetros da conexão entre a BR-280 e a BR-101. De acordo com o cronograma atual do DNIT, a conclusão das obras está prevista para o fim de 2027. Quando finalizado, o contorno deverá reduzir significativamente o tráfego de caminhões em áreas urbanas da região, além de melhorar a segurança e a capacidade de escoamento da produção industrial do Norte de Santa Catarina. Paralelamente às obras, o governo federal segue avançando nos estudos para a concessão da BR-280 à iniciativa privada. O projeto prevê a transferência para gestão privada de aproximadamente 170 quilômetros da rodovia, entre Mafra e São Francisco do Sul. A expectativa do Ministério dos Transportes é realizar o leilão da concessão em março de 2027. Imagem: Divulgação Dnit
Santa Catarina registra menor número de homicídios para o mês de maio em 18 anos
Santa Catarina alcançou um resultado histórico na segurança pública ao registrar 22 homicídios em maio de 2026, o menor número para o mês desde o início da série histórica, em 2008. O resultado representa uma redução de 42,1% em relação a maio de 2025, quando foram contabilizados 38 casos, reforçando um cenário de estabilidade e controle da violência letal que vem se consolidando nos últimos anos. O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao período mais crítico da série histórica. Em maio de 2017, o Estado registrou 90 homicídios. Na comparação com 2026, a redução chega a 75,6%, o que significa que Santa Catarina registrou, neste ano, menos de um quarto dos homicídios contabilizados naquele período. Ao comentar os números, o governador Jorginho Mello destacou um fator que torna o desempenho ainda mais expressivo. Segundo ele, a população catarinense passou de cerca de 6 milhões de habitantes, em 2008, para mais de 8 milhões atualmente, um crescimento demográfico de aproximadamente 35%. “Mesmo com um número maior de pessoas vivendo, trabalhando e circulando em Santa Catarina, conseguimos preservar a tendência de redução das mortes violentas. Isso é resultado do comprometimento permanente das nossas forças de segurança e dos investimentos realizados pelo Estado”, disse o governador. A evolução recente dos indicadores demonstra a consistência desse processo. Em maio de 2024 foram registrados 39 homicídios. Em 2025, o número caiu para 38 e, agora, em 2026, atingiu 22 ocorrências, estabelecendo um novo patamar histórico para o quinto mês do ano. Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, o desempenho reflete a eficiência das forças de segurança catarinenses, que combina planejamento estratégico, integração institucional e aprimoramento contínuo das ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade. “Trata-se de um indicador que evidencia o fortalecimento das políticas públicas de segurança e a permanente busca pela preservação da vida. Com mais este resultado excepcional, Santa Catarina poderá encerrar o primeiro semestre de 2026 com números inéditos na redução da violência letal”, afirmou. Destaque nacional Os resultados estaduais também encontram respaldo nos levantamentos nacionais mais recentes. Dados divulgados pelo Atlas da Violência 2026 colocam Santa Catarina novamente na liderança entre os estados com os menores índices de homicídios do país. O estado catarinense segue na primeira posição do ranking nacional com taxa de 8,8 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Distrito Federal, com taxa de 10,8, e São Paulo, com 12,8. A média nacional foi de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. O estudo, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), é baseado no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao ano de 2024. A metodologia incorpora os chamados homicídios ocultos — mortes violentas classificadas inicialmente como de causa indeterminada — resultando no indicador denominado “homicídios estimados”. Entre as capitais brasileiras, Florianópolis manteve a liderança nacional com taxa de 9,7 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Brasília aparece em segundo lugar, com 10,9, seguida por Curitiba, com 13,2. O destaque catarinense também se repete entre os municípios de grande porte. Jaraguá do Sul ocupa a primeira colocação nacional entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, apresentando taxa de apenas 2,0 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Brusque aparece logo na sequência, com índice de 2,6. Tubarão (11º) e Blumenau (14º) também figuram entre os municípios mais bem posicionados do país. Os resultados observados reforçam um cenário extremamente positivo em Santa Catarina, que combina crescimento econômico, expansão populacional e indicadores historicamente baixos de violência letal, consolidando-se como uma das referências nacionais em segurança pública.
Exportações de SC avançam 2,5% no ano até maio e somam US$ 5 bilhões
As exportações de Santa Catarina atingiram o montante de US$ 5 bilhões no acumulado do ano até maio de 2026, um aumento de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, os dados comprovam a resiliência da economia catarinense frente às oscilações internacionais. “A recuperação das exportações está ancorada na competitividade do complexo de proteína animal, que lidera a pauta exportadora catarinense, e também na diversidade produtiva e na capacidade de adaptação de cadeias industriais de maior valor agregado de Santa Catarina”, destacou. As carnes de aves lideraram a pauta exportadora com US$ 1,08 bilhão, seguidas de perto pelas exportações de carne suína, que somaram US$ 721,30 milhões. Na sequência, completando os cinco principais itens vendidos ao exterior, aparecem os motores elétricos com US$ 260,20 milhões, a soja com US$ 253,98 milhões e a madeira serrada com US$ 161,57 milhões, segundo dados compilados pelo Observatório FIESC. De janeiro a maio, a China figurou como o principal destino das mercadorias catarinenses, absorvendo US$ 518,73 milhões, seguida pelos Estados Unidos, que registraram US$ 456,98 milhões. As exportações para o Japão somaram US$ 396,14 milhões, enquanto para a Argentina foram de US$ 335,69 milhões, seguidas pelo México, com US$ 280,97 milhões. Insumos industriais puxam importações No acumulado do ano até maio de 2026, as importações catarinenses totalizaram US$ 14,9 bilhões, o que corresponde a um avanço de 5,8% frente ao mesmo período de 2025. Para o economista Ailton Manoel Pereira Junior, do Observatório FIESC, esse crescimento reflete a retomada da atividade fabril do estado e a necessidade de abastecimento de linhas de produção locais. No acumulado do ano até maio de 2026, as importações de Santa Catarina foram lideradas pelo cobre refinado, de US$ 718,39 milhões, seguidas de perto por partes e acessórios para veículos, com um total de US$ 439,25 milhões. As compras externas de pneus de borracha somaram US$ 414,18 milhões, as de polímeros de etileno US$ 307,18 milhões, e as importações de veículos US$ 245,19 milhões. A China manteve-se isolada como a maior parceira no abastecimento industrial, com fornecimentos avaliados em US$ 6,48 bilhões. As importações do Chile somaram US$ 940,83 milhões e as dos Estados Unidos US$ 779,57 milhões. A Argentina vendeu ao estado US$ 665,61 milhões e a Alemanha US$ 653,09 milhões. Desempenho de maio Considerando apenas o mês de maio de 2026, a balança comercial catarinense apresentou um ritmo ainda mais intenso de atividade, consolidando o melhor desempenho mensal do ano. As exportações do mês somaram US$ 1,2 bilhão, registrando uma expressiva expansão de 11,2% em relação a maio de 2025. O resultado foi puxado principalmente pelo forte embarque de carnes de aves e suínas para o mercado japonês. Já as importações no quinto mês do ano alcançaram US$ 3 bilhões, registrando uma alta sobre maio de 2025 de 10,0%. Os EUA foram o principal destino das exportações em maio, com US$ 126,11 milhões, apesar do recuo de 21,4% em relação ao mesmo período de 2025. A China veio em segundo, com embarques de US$ 108,69 milhões. O Japão registrou US$ 86,46 milhões em compras catarinenses, uma alta de 85,8%, puxada pelo incremento de embarques de carnes de aves e suína para o país asiático. Argentina e México completam o ranking dos principais destinos dos produtos de SC em maio, com US$ 76,16 milhões e US$ 71,34 milhões, respectivamente.
Justiça determina indenizações e mantém obra paralisada no caso do Edifício Savi em Jaraguá do Sul
A Justiça de Jaraguá do Sul concedeu uma tutela provisória em favor dos proprietários do Edifício Savi e da loja Color Brinquedos, determinando uma série de medidas que deverão ser cumpridas pela ABT II Incorporadora SPE Ltda., empresa apontada como responsável pela obra vizinha que teria provocado danos estruturais ao imóvel interditado no Centro da cidade. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Cível de Jaraguá do Sul e estabelece o pagamento mensal de R$ 8.762,54 referentes aos aluguéis que deixaram de ser recebidos em razão da interdição do prédio. O valor deverá ser pago até que o imóvel possa voltar a ser utilizado com segurança ou até nova determinação judicial. Além disso, a Justiça fixou o pagamento mensal de R$ 72.129,11 à Color Brinquedos, a título de lucros cessantes provisórios, valor calculado com base no histórico financeiro da empresa, que teve as atividades interrompidas após a interdição do edifício. A decisão também determina que, a partir de 12 de agosto de 2026, a incorporadora arque com o pagamento mensal de R$ 7.200,00 referentes ao aluguel de um imóvel provisório destinado à reinstalação da loja, permitindo a retomada das atividades comerciais enquanto a situação do prédio não é resolvida. Somados, os valores determinados pela Justiça ultrapassam R$ 88 mil mensais em pagamentos provisórios aos proprietários do imóvel e da empresa afetada. Outro ponto importante da decisão é a manutenção da paralisação total da obra vizinha ao Edifício Savi. A Justiça determinou ainda que seja mantido o monitoramento permanente do prédio interditado e das áreas afetadas no entorno, incluindo acompanhamento técnico e emissão periódica de relatórios. As empresas envolvidas também deverão apresentar os projetos “as built” e de reforço estrutural do edifício, documentos considerados fundamentais para subsidiar futuras decisões sobre a recuperação da estrutura ou eventual demolição do imóvel. Uma audiência de conciliação entre as partes foi marcada para o dia 3 de agosto. A advogada da família Savi e da empresa Color Brinquedos, Patrícia Hermes, afirmou que a decisão foi recebida com satisfação pelos proprietários. “É o primeiro passo na busca por justiça. A decisão traz esperança e reforça a confiança de que os prejuízos sofridos serão devidamente reconhecidos e reparados ao final do processo”, declarou. O outro lado A reportagem da RBN entrou em contato com a ABT II Incorporadora SPE Ltda. e recebeu uma manifestação do advogado Cristian Rodolfo Wackerhagen, do escritório Bastos, Wackerhagen, Berns & Advogados Associados. Segundo ele, até o momento a empresa ainda não foi oficialmente intimada sobre a decisão judicial. “Tão logo haja a devida intimação nos autos, a empresa se manifestará oportunamente e diretamente no processo correspondente. De todo modo, independentemente da atual situação processual, a empresa ressalta que mantém conversas ativas, visando a tentativa de composição amigável entre as partes”, informou. Após a intimação formal, a incorporadora terá prazo de 15 dias para apresentar sua manifestação nos autos. A decisão ainda cabe recurso. Relembre o caso O Edifício Savi foi interditado pela Defesa Civil em abril deste ano após o surgimento de problemas estruturais que colocaram em risco a segurança da edificação. A situação obrigou moradores a deixarem seus apartamentos e levou à paralisação das atividades da loja Color Brinquedos, instalada no térreo do prédio. Perícias técnicas realizadas no processo apontaram a existência de nexo de causalidade entre as intervenções executadas no terreno vizinho e os danos observados na estrutura do edifício. Conforme os laudos, alterações no solo durante a execução da obra teriam provocado recalques que contribuíram para o agravamento dos problemas estruturais. Na decisão, a magistrada destacou que os elementos técnicos reunidos até o momento indicam relação entre as obras realizadas no terreno ao lado e os danos recentes constatados no Edifício Savi, justificando a manutenção das medidas cautelares já determinadas anteriormente. Desde a interdição, o caso vem sendo acompanhado pela Justiça, Defesa Civil, equipes técnicas e pelas partes envolvidas, enquanto são avaliadas as alternativas para garantir a segurança da área e definir o futuro da edificação, incluindo a possibilidade de recuperação estrutural ou eventual demolição do imóvel.
Samae reforça orientações sobre o programa Saco Verde e esclarece regras para retirada dos kits
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Jaraguá do Sul voltou a orientar a população sobre o funcionamento do Programa de Coleta Seletiva Saco Verde, iniciativa que busca incentivar a separação correta dos resíduos recicláveis e ampliar a participação dos moradores na coleta seletiva do município. De acordo com a autarquia, a distribuição dos kits acontece a cada dois meses, conforme calendário oficial. Em cada etapa, os moradores recebem um conjunto com oito sacos verdes, utilizados como ferramenta educativa para estimular a reciclagem e o descarte adequado dos materiais. Para ter direito ao kit, é necessário que o imóvel disponibilize materiais recicláveis para coleta no momento da passagem da equipe. O Samae destaca que os resíduos não precisam estar acondicionados obrigatoriamente no saco verde. No entanto, é fundamental que estejam devidamente separados do lixo orgânico e de outros materiais não recicláveis. Segundo o diretor de Gestão Urbana do Samae, Deverson Simioni, o programa tem caráter educativo e busca fortalecer a conscientização ambiental da população. “A proposta do Saco Verde é incentivar a separação correta dos resíduos e ampliar a participação dos moradores na coleta seletiva. A distribuição ocorre durante a coleta dos recicláveis e contempla os imóveis que realizam a separação dos materiais. Caso o kit não seja recebido na data prevista, o morador poderá retirá-lo diretamente na sede do Samae, respeitando o limite de um kit por residência em cada ciclo”, explica. A autarquia também esclarece que o uso do saco verde não é obrigatório para que os materiais sejam recolhidos. Recicláveis podem ser acondicionados em sacolas plásticas, caixas de papelão ou outros recipientes adequados, desde que estejam separados corretamente dos resíduos convencionais. Outro ponto reforçado pelo Samae é que não serão realizadas entregas fora do período oficial previsto no cronograma. Assim, moradores que não receberem os sacos durante a distribuição deverão buscar o material diretamente na sede da autarquia. A mesma regra vale para condomínios e imóveis localizados em servidões, cuja retirada segue orientações específicas da Coordenadoria de Resíduos Sólidos. O Samae ressalta ainda que a falta do saco verde não impede a participação na coleta seletiva. Os materiais continuarão sendo recolhidos normalmente, desde que estejam corretamente separados. O calendário de distribuição dos kits pode ser consultado pelo aplicativo Jaraguá na Mão, no menu do Samae, ou nos destaques do perfil oficial da autarquia nas redes sociais. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato pelo telefone e WhatsApp (47) 2106-9100.
Fechamento da Serra Dona Francisca e atraso nas obras devem agravar transtornos no trânsito do Norte de SC
Motoristas que utilizam a SC-418, na Serra Dona Francisca, devem redobrar a atenção na próxima segunda-feira (8). A Construtora Luiz Costa (CLC) informou que haverá interdição total da rodovia entre os quilômetros 9 e 18, das 14h às 18h, para a realização de detonação de rochas e limpeza de materiais que possam atingir a pista durante os trabalhos. A SC-418 é uma das principais ligações entre o Norte catarinense e o Planalto Norte, região considerada o maior polo moveleiro e madeireiro do Brasil. Por isso, a interrupção temporária deve impactar diretamente o transporte de cargas, o deslocamento de trabalhadores e a mobilidade regional. Além do bloqueio programado, os problemas enfrentados pelos usuários da Serra Dona Francisca devem continuar por mais tempo. As obras de implantação das primeiras áreas de escape de Santa Catarina, em construção no trecho de serra, devem ter o prazo prorrogado por mais 90 dias. A previsão atual era de conclusão em 5 de junho, mas a entrega das estruturas pode ficar apenas para o início de setembro. A informação foi confirmada pelo engenheiro responsável pelas obras durante entrevista ao vivo concedida à Rádio RBN FM 94,3. Enquanto os trabalhos seguem, motoristas convivem diariamente com o sistema de “siga e pare”, bloqueios parciais, lentidão e congestionamentos. A situação tem gerado reclamações frequentes de caminhoneiros, empresas de transporte e usuários que dependem da rodovia para deslocamentos diários. O cenário também traz reflexos para a BR-280. Com as obras em andamento entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, além dos transtornos já registrados no trecho, o prolongamento das intervenções na Serra Dona Francisca tende a aumentar ainda mais a pressão sobre as rodovias da região. A expectativa é de maior fluxo de veículos pesados, aumento no tempo de viagem, dificuldades logísticas e impactos no escoamento da produção industrial e madeireira do Norte e Planalto Norte catarinense. A orientação para os motoristas é programar os deslocamentos com antecedência, acompanhar as informações sobre os bloqueios e buscar rotas alternativas sempre que possível, principalmente durante o período de fechamento total da SC-418 na próxima segunda-feira.
Violência doméstica, estelionato e posse de droga são registrados pela Polícia Militar em Jaraguá do Sul
A Polícia Militar atendeu diferentes ocorrências nas últimas horas envolvendo violência doméstica, estelionato e posse de entorpecente para consumo pessoal. No primeiro caso, uma guarnição foi acionada pela Central Regional de Emergência para atender uma ocorrência de violência doméstica. No local, uma mulher de 23 anos relatou que discutiu com o companheiro, de 28 anos, e que durante o desentendimento teria sido agredida com um tapa no rosto. A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o autor. Diante dos fatos relatados, os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi encaminhado juntamente com a vítima à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis. Já em outra ocorrência, um homem procurou a Polícia Militar após perceber que havia sido vítima de um golpe pela internet. Segundo o relato, ele contratou os serviços de uma suposta acompanhante por meio de um site e realizou um pagamento antecipado de R$ 260 via Pix. Ao chegar ao endereço combinado, a vítima não encontrou a pessoa e, após buscar informações na recepção do estabelecimento, constatou que ninguém estava hospedado com o nome informado. Suspeitando ter sido enganado por alguém que utilizou identidade falsa, registrou boletim de ocorrência e recebeu orientações sobre as medidas cabíveis. Em uma terceira ação, durante rondas pela Rua Jorge Czerniewicz, policiais militares abordaram um homem que apresentou comportamento considerado suspeito ao notar a presença da viatura. Conforme a PM, o indivíduo tentou esconder um objeto no bolso do casaco, mudou de direção e acelerou o passo. Durante a busca pessoal, os policiais localizaram um cigarro contendo substância semelhante à maconha. A ocorrência foi registrada como posse de droga para consumo pessoal e os procedimentos previstos em lei foram adotados.
Pacientes reclamam de demora no atendimento do Hospital Santo Antônio, em Guaramirim
A demora no atendimento do Pronto-Socorro do Hospital Municipal Santo Antônio, em Guaramirim, tem gerado insatisfação entre pacientes que procuram a unidade em busca de atendimento médico. Relatos recebidos pelo jornalismo apontam para longas horas de espera e dificuldades enfrentadas por quem necessita de assistência, especialmente nos últimos dias. Na última quarta-feira, diversos pacientes relataram que aguardaram mais de quatro horas para serem atendidos. Segundo os relatos, apenas um médico estava realizando os atendimentos durante parte do período, o que teria contribuído para a lentidão no fluxo de pacientes. A situação ocorre em um momento em que a demanda por atendimentos tem aumentado, principalmente em razão da chegada das temperaturas mais baixas e do crescimento dos casos de doenças respiratórias, cenário que tradicionalmente amplia a procura pelos serviços de saúde. Moradores afirmam que o hospital enfrenta dificuldades para atender o volume atual de pacientes e apontam a necessidade de reforço na equipe médica para reduzir o tempo de espera e garantir maior agilidade no atendimento. A preocupação também chegou à Câmara de Vereadores de Guaramirim. Nesta semana, parlamentares apresentaram pedidos para que a Secretaria Municipal de Saúde providencie, com urgência, a contratação de mais um médico para atuar no Pronto-Socorro do Hospital Municipal Santo Antônio. Na justificativa do pedido, os vereadores destacam que a unidade atualmente conta com menos profissionais do que em períodos anteriores, situação que estaria impactando diretamente no tempo de espera dos pacientes. Os parlamentares argumentam que o aumento da procura por atendimentos exige medidas imediatas para evitar a sobrecarga da equipe e melhorar a qualidade do serviço prestado à população. A contratação de novos profissionais é vista como uma das alternativas para ampliar a capacidade de atendimento da unidade e oferecer mais conforto e segurança aos pacientes que dependem do sistema público de saúde no município. A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Guaramirim e da Secretaria Municipal de Saúde sobre as reclamações apresentadas pela população e as medidas que poderão ser adotadas para enfrentar a crescente demanda no Hospital Santo Antônio. Procuramos a direção do Hospital Santo Antônio de Guaramirim, que negou que no local tinha apenas um médico atendendo. A direção ainda disse que quanto aos Pacientes classificados como Verde e Azul, pelo Protocolo Catarinense de Acolhimento com Classificação de Risco (PCACR) são considerados casos de baixa complexidade ou não urgentes. Ainda ressaltou que esses não possuem risco de vida imediato e, por isso, dão prioridade aos casos mais graves, não seguindo a ordem de chegada. De acordo com a direção da unidade hospitalar, ainda no dia de hoje vão emitir uma nota técnica explicação a real situação do Hospital. Já a Prefeitura de Guaramirim esclarece que o Hospital Santo Antônio reduziu a escala para dois médicos na semana passada sem apresentar previamente um Plano de Trabalho à Gestão Municipal. Disse ainda que é importante reforçar que a administração do hospital é de responsabilidade do Instituto Santé; contudo, assim que tomou conhecimento do fato, o município acionou prontamente a direção da unidade e já iniciou as tratativas e formalidades necessárias para a retomada imediata do terceiro médico. Também destacou que a Prefeitura custeou esse terceiro profissional até março de 2025 para o enfrentamento da Dengue. Como alternativa para agilizar o atendimento, a população também conta com o serviço de Consulta Online, permitindo que pacientes classificados como verdes e azuis (menor gravidade) evitem a espera presencial. Com o monitoramento constante da gestão, o tempo máximo de espera registrado até o momento tem sido de 1 hora, e a Prefeitura segue cobrando o hospital para a normalização rápida do fluxo. VEJA A NOTA DA PREFEITURA DE GUARAMIRIM: A Prefeitura de Guaramirim esclarece que o Hospital Santo Antônio reduziu a escala para dois médicos na semana passada sem apresentar previamente um Plano de Trabalho à Gestão Municipal. É importante reforçar que a administração do hospital é de responsabilidade do Instituto Santé; contudo, assim que tomou conhecimento do fato, o município acionou prontamente a direção da unidade e já iniciou as tratativas e formalidades necessárias para a retomada imediata do terceiro médico. Vale destacar que a Prefeitura custeou esse terceiro profissional até março de 2025 para o enfrentamento da Dengue. Como alternativa para agilizar o atendimento, a população também conta com o serviço de Consulta Online, permitindo que pacientes classificados como verdes e azuis (menor gravidade) evitem a espera presencial. Com o monitoramento constante da gestão, o tempo máximo de espera registrado até o momento tem sido de 1 hora, e a Prefeitura segue cobrando o hospital para a normalização rápida do fluxo.
Pré-candidatos podem realizar propaganda intrapartidária a partir de 5 de julho
A propaganda eleitoral no rádio, na televisão e na internet só começa em 16 de agosto. No entanto, a partir de 5 de julho, aqueles que desejam se candidatar aos cargos em disputa nas Eleições 2026 podem realizar a chamada propaganda intrapartidária. Esse tipo de propaganda é permitido durante as convenções dos partidos políticos e no período de 15 dias que antecede a realização das prévias, conforme dispõe a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.610/2019, que estabelece regras sobre a propaganda eleitoral. Neste ano, as convenções ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto. Nesse período, os partidos políticos e as federações partidárias definem as coligações e escolhem os candidatos aos cargos em disputa. Pré-campanha A propaganda intrapartidária deve ser destinada exclusivamente àqueles que participam das prévias dos partidos, devendo ser retirada logo após a realização das convenções. O objetivo é que a pré-candidata e o pré-candidato possam indicar o seu nome para uma das vagas em disputa, inclusive com a afixação de faixas e cartazes em locais próximos às convenções. A legislação (Lei nº 9.504/1997, artigo 36, parágrafo 1º), no entanto, veda a utilização de rádio, TV e outdoor para esse fim, inclusive de propaganda política paga. Em caso de descumprimento, os responsáveis pela divulgação da propaganda e os respectivos beneficiários podem pagar multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil ou no valor equivalente ao custo da propaganda. Não é propaganda eleitoral antecipada Vale destacar que a menção a uma eventual candidatura e a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto. Esse pedido não se limita ao uso da locução “vote em”, mas também pode ser inferido de termos e expressões que transmitam o mesmo conteúdo. Cobertura da imprensa As convenções partidárias podem ser transmitidas nos perfis e nos canais dos pré-candidatos, dos partidos políticos, das coligações e das federações. A transmissão ao vivo pelas emissoras de rádio e de TV, no entanto, não é permitida, assim como em sites, perfis ou canais pertencentes a pessoas jurídicas. A cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet, pode ser realizada desde que o espaço concedido aos pré-candidatos pelas emissoras de rádio e de televisão seja equivalente. Os pré-candidatos podem ainda participar de entrevistas, programas, encontros ou debates na rádio, na TV e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos. Partidos e ações Os partidos políticos podem realizar encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado para tratar da organização do processo eleitoral, da discussão de políticas públicas, dos planos de governo ou das alianças partidárias para as eleições. Essas atividades podem ser divulgadas pelas legendas. As agremiações podem ainda realizar as prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, divulgar os nomes das filiadas e dos filiados que participarão da disputa e realizar debates entre pré-candidatos. A divulgação de atos de parlamentares e de debates legislativos também é permitida, desde que não se faça pedido explícito de votos. O mesmo vale para o posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive em shows, apresentações e performances artísticas, redes sociais, blogs, sites pessoais e aplicativos. Reuniões e encontros Também é autorizada a realização de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de comunicação ou do próprio ente partidário, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias, assim como a manifestação espontânea, sem financiamento direto ou indireto dos pré-candidatos, dos partidos ou das federações, em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, desde que não comprometa a prestação dos serviços. A lei veda, no entanto, a contratação ou a remuneração de pessoas naturais ou jurídicas para divulgar conteúdos político-eleitorais em favor de terceiros. Vaquinhas de campanha A arrecadação prévia de recursos, via financiamento coletivo, é permitida, a partir do dia 15 de maio, por instituições previamente cadastradas na Justiça Eleitoral e deve conter a identificação dos doadores. Impulsionamento na internet Na internet, o impulsionamento pago de conteúdo político-eleitoral somente é permitido durante a pré-campanha, desde que siga as normas definidas pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Entre as regras de impulsionamento, estão: Fonte: TSE.