Arábia Saudita amplia oportunidades para exportações da indústria catarinense

Estado exportou US$ 249,1 milhões ao país em 2026, com destaque para carne de aves, madeira e equipamentos elétricos

A Arábia Saudita desponta como um dos principais mercados com potencial de crescimento para a indústria de Santa Catarina no Oriente Médio. As oportunidades de negócios foram debatidas em um webinar promovido pelo Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), com a participação do embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Paulo Uchoa Ribeiro Filho.

Durante o encontro, foram apresentadas perspectivas para ampliar as relações comerciais entre os dois mercados, impulsionadas pelo aumento do comércio bilateral e pelos investimentos previstos no país árabe.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, Santa Catarina reúne condições para ampliar sua presença na região devido à diversidade do parque industrial e à competitividade em diferentes segmentos.

De janeiro a setembro de 2026, as exportações catarinenses para a Arábia Saudita somaram US$ 249,1 milhões. A carne de aves liderou as vendas, com US$ 193,3 milhões, seguida pela madeira serrada (US$ 26,9 milhões), papel kraft (US$ 6,4 milhões), motores elétricos (US$ 6,3 milhões) e transformadores elétricos (US$ 6 milhões).

No mesmo período, Santa Catarina importou US$ 63 milhões em produtos sauditas, principalmente polímeros utilizados como matéria-prima pela indústria.

Setores com potencial de expansão

De acordo com levantamento da Embaixada do Brasil em Riade e do Observatório Fiesc, o plano Visão 2030, estratégia do governo saudita para diversificar a economia e ampliar investimentos em infraestrutura, indústria e tecnologia, abre novas oportunidades para empresas catarinenses.

Além da proteína animal, há espaço para ampliar as exportações de carne bovina, maçãs, ovos e equipamentos destinados ao processamento de alimentos.

Os setores de equipamentos elétricos, automação e eficiência energética também aparecem entre os mais promissores, impulsionados pelos investimentos sauditas em infraestrutura hídrica e energética. Fabricantes de motores, transformadores e sistemas automatizados podem ampliar sua participação no mercado.

O estudo também aponta oportunidades para empresas dos segmentos de madeira, móveis, papel e materiais de construção.

Além disso, áreas como inteligência artificial, manufatura avançada, tecnologia de defesa e setor aeroespacial são consideradas estratégicas, aproveitando a capacidade de inovação e pesquisa existente em Santa Catarina.

Em 2025, o comércio entre Brasil e Arábia Saudita movimentou US$ 6,68 bilhões. A Fiesc avalia que a ampliação das relações comerciais pode fortalecer ainda mais a participação catarinense no mercado internacional, favorecida pela estrutura logística do estado, que conta com os portos de Itapoá, Navegantes, Itajaí, Imbituba e São Francisco do Sul.

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