Santa Catarina orienta municípios sobre abertura de abrigos e ações emergenciais durante onda de frio intenso

Com a chegada de uma forte massa de ar frio em Santa Catarina e a proximidade do inverno, a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS) intensificou as orientações aos municípios catarinenses para reforçar a proteção das populações mais vulneráveis durante os períodos de baixas temperaturas.

Entre as principais medidas recomendadas estão a abertura de abrigos temporários, ampliação da abordagem social e concessão de benefícios eventuais para pessoas em situação de rua, famílias em extrema pobreza, idosos, pessoas com deficiência e acolhidos em instituições de longa permanência.

Segundo a diretora de Assistência Social da SAS, Gabriella Dornelles, a abertura de abrigos emergenciais é uma responsabilidade dos municípios prevista na Política de Assistência Social e pode ocorrer sempre que houver necessidade em razão do frio intenso.

“A definição sobre a temperatura em que devem ser abertos os abrigos é feita de forma articulada entre Assistência Social e Defesa Civil local e varia de município para município, de acordo com a realidade dos territórios”, explica.

Videira abre abrigo em noites abaixo de 5°C

No município de Videira, no Meio-Oeste catarinense, os abrigos temporários são ativados sempre que a temperatura fica abaixo de 5°C. O acolhimento ocorreu novamente neste domingo e segunda-feira, dias 10 e 11, diante do frio intenso registrado na região.

Assim como ocorreu em 2025, o atendimento funciona no Centro de Convivência do Bairro Vila Verde, exclusivamente no período noturno e voltado apenas para pernoite.

Além da abertura dos abrigos, o Estado reforça orientações previstas em uma nota técnica elaborada pela Diretoria de Assistência Social no ano passado. O documento trata das ações de prevenção, articulação intersetorial e resposta qualificada das equipes diante das situações de risco provocadas pelas baixas temperaturas.

Municípios devem mapear áreas vulneráveis

Entre as recomendações está o mapeamento dos territórios mais vulneráveis por meio da Vigilância Socioassistencial. O objetivo é identificar regiões com maior incidência de pessoas em situação de vulnerabilidade e definir pontos de apoio e referência para atendimento da população.

Os locais podem incluir entidades assistenciais, postos de saúde, ginásios de esportes e outros espaços públicos preparados para acolhimento emergencial.

A diretora também destaca que os municípios podem utilizar recursos estaduais e federais para custear campanhas informativas, funcionamento de abrigos temporários e aquisição de itens essenciais durante o inverno.

Cobertores, alimentos e auxílio lenha

Entre os itens que podem ser disponibilizados à população vulnerável estão:

  • alimentos quentes;
  • cobertores;
  • colchões;
  • lençóis e travesseiros;
  • produtos de higiene pessoal;
  • transporte emergencial;
  • bebidas quentes.

Os municípios também podem conceder benefícios eventuais específicos para o período de frio, como o auxílio lenha, já adotado em cidades da Serra catarinense.

Gabriella Dornelles alerta ainda para o aumento do fluxo migratório vindo das regiões Norte e Nordeste do país, o que exige atenção especial das equipes de assistência.

“Muitas vezes essas pessoas chegam a Santa Catarina despreparadas para enfrentar as baixas temperaturas”, ressalta.

Abordagem social ganha reforço no inverno

Outro ponto destacado pela Secretaria é o fortalecimento do Serviço Especializado em Abordagem Social durante o inverno, período em que cresce a demanda de atendimento às pessoas em situação de rua.

Para as equipes de abordagem, podem ser adquiridos cobertores, alimentos e bebidas quentes, além de outros itens necessários para reduzir os riscos de hipotermia e até mortes causadas pelo frio intenso.

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