O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais em Santa Catarina nos oito primeiros meses de 2026. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Governo Federal, apontam a criação de mais de 30 mil vagas no segmento entre janeiro e agosto, o equivalente a 45% do saldo total registrado no estado, próximo de 67 mil postos de trabalho.
A indústria também teve participação expressiva, com a abertura de 26,9 mil vagas, seguida pela construção civil, que registrou saldo positivo de 10,8 mil empregos no período.
Na contramão dos demais segmentos, o comércio fechou o acumulado dos oito meses com saldo negativo de 316 vagas, enquanto a agropecuária registrou a perda de 743 postos de trabalho.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a geração de empregos vem perdendo ritmo em Santa Catarina, acompanhando uma tendência observada em âmbito nacional. Entre os fatores apontados está a manutenção dos juros elevados, que, segundo ele, afeta as decisões de investimento das empresas.
Dagnoni avalia que, embora o setor de serviços continue apresentando desempenho positivo, o resultado negativo do comércio exige atenção. Ele também destaca que o período eleitoral pode levar empresas a adiar investimentos, com possíveis reflexos sobre a atividade econômica nos próximos meses.
No cenário nacional, foram criados 1,1 milhão de empregos formais em todos os setores entre janeiro e agosto. O resultado representa uma redução de 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os números indicam que, apesar do saldo positivo de empregos em Santa Catarina, o ritmo de contratação permanece como um ponto de atenção para o restante de 2026.
