Estado reforçou quadro de agentes, ampliou vagas no sistema prisional e investiu em equipamentos para fortalecer a segurança
Santa Catarina ampliou em 58% o efetivo da Polícia Penal desde 2023, passando de 2,8 mil para cerca de 4,7 mil servidores em atuação. O crescimento acompanha o aumento da população carcerária no Estado e contrasta com o cenário nacional, onde houve redução de 3% no número de policiais penais no mesmo período.
Os dados constam em levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que aponta queda do efetivo nacional de 94.673 para 91.850 policiais penais entre 2023 e 2026. Enquanto isso, a população prisional brasileira aumentou 13,22%, chegando a 964.668 pessoas privadas de liberdade. O estudo também identifica um déficit de mais de 42 mil cargos vagos no país.
Segundo o Governo de Santa Catarina, o reforço no efetivo faz parte da estratégia para manter a estrutura do sistema prisional e fortalecer a segurança pública.
Além da atuação na vigilância das unidades prisionais, os policiais penais são responsáveis por escoltas de presos, segurança das unidades, recaptura de foragidos e ações de intervenção quando necessário.
O Estado também destaca o programa de trabalho prisional, que envolve a participação de detentos em atividades laborais dentro das unidades. A iniciativa exige reforço na segurança para o deslocamento e acompanhamento dos internos durante a jornada de trabalho.
Paralelamente à ampliação do efetivo, a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri) anunciou a criação de mais de 9,5 mil novas vagas no sistema prisional por meio do programa Administração Prisional Levada a Sério.
O Governo também investiu na aquisição de equipamentos para a Polícia Penal, incluindo drones de alta performance, viaturas, fuzis, submetralhadoras, espingardas calibre 12 e armamentos menos letais. Recentemente, a Sejuri recebeu 79 novos veículos, parte deles adquiridos com recursos provenientes dos fundos rotativos gerados pelo trabalho dos apenados.
De acordo com o Executivo estadual, os investimentos buscam acompanhar o crescimento da população carcerária e ampliar a capacidade operacional do sistema prisional catarinense.
