Projeto aprovado no Congresso Nacional eleva para R$ 250 mil teto de isenção de IPI para pessoas com deficiência

Um projeto aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados propõe aumentar de R$ 200 mil para R$ 250 mil o valor máximo de veículos novos que podem ser adquiridos com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por pessoas com deficiência.

O Projeto de Lei 2.079/2026, de autoria da deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC), altera a legislação que regulamenta o benefício. A proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Silvia Cristina.

A mudança busca atualizar o limite diante do aumento dos preços dos veículos novos nos últimos anos. Segundo a justificativa apresentada na comissão, o teto atual acabou reduzindo as opções disponíveis para parte do público beneficiário.

Proposta amplia opções de veículos

De acordo com a relatora, a proposta não cria uma nova isenção nem modifica o grupo de pessoas que já tem direito ao benefício. A intenção é elevar o limite de preço para preservar o alcance da política existente.

Com a valorização dos veículos, modelos utilizados por famílias, SUVs, minivans e automóveis que permitem adaptações passaram, em alguns casos, a superar o teto de R$ 200 mil.

A situação pode ser ainda mais relevante para pessoas que precisam de veículos com maior espaço interno para transportar cadeiras de rodas, equipamentos de mobilidade ou outros dispositivos.

A relatora destacou que a disponibilidade de um veículo adequado pode facilitar o acesso a serviços de saúde, educação, trabalho e atividades comunitárias.

Texto ainda precisa passar por outras comissões

A aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência não significa que o novo limite já esteja valendo.

O projeto ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação ocorre em caráter conclusivo nas comissões, mas ainda existem etapas legislativas antes de uma eventual transformação da proposta em lei.

Caso seja aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto ainda precisará passar pelo Senado Federal. Só depois da aprovação nas duas Casas e da sanção presidencial poderá se tornar lei.

Até que isso aconteça, permanece em vigor o limite estabelecido pela legislação atual.

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