A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta terça-feira, a segunda fase da Operação Rota Interrompida, investigação que apura roubos cometidos contra residências e estabelecimentos comerciais em Joinville.
Coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), a operação cumpriu 16 ordens judiciais. Nesta etapa, cinco investigados foram presos por determinação da Justiça.
A primeira fase da operação ocorreu em 29 de julho, quando 13 pessoas foram presas. As investigações prosseguiram e apontaram a participação de outros suspeitos nos crimes.
Parte dos roubos seria articulada de dentro da prisão
A ação desta terça-feira contou com apoio da Polícia Penal de Santa Catarina. Conforme os elementos reunidos durante a investigação, parte dos roubos teria sido articulada de dentro do sistema prisional.
Uma das diligências ocorreu na Penitenciária Industrial de Joinville. No local, os policiais cumpriram um mandado de busca na cela de um dos investigados, apontado como responsável por comandar parte das ações criminosas mesmo estando preso.
Durante a revista, foram encontrados um smartwatch, substâncias entorpecentes e chips de telefonia móvel. O homem também foi alvo de mandado de prisão.
Outro mandado de busca e apreensão foi cumprido no Presídio Regional de Joinville.
Segundo a Polícia Civil, os cinco presos nesta segunda fase são investigados por envolvimento em roubos a residências e comércios. Os crimes teriam ocorrido em diferentes ocasiões e, em alguns casos, envolveram armas de fogo, violência e grave ameaça contra as vítimas.
O delegado Murillo Batalha, responsável pela investigação, afirmou que a Delegacia de Repressão a Roubos vem intensificando o trabalho para identificar e responsabilizar grupos envolvidos em crimes violentos contra o patrimônio.
A Operação Rota Interrompida busca interromper a atuação dessas organizações, identificar os envolvidos e alcançar também suspeitos que, mesmo dentro do sistema prisional, continuariam participando da organização dos crimes.
A Polícia Civil orienta que informações que possam auxiliar nas investigações sejam repassadas de forma anônima pelo telefone 181, com garantia de sigilo.
Vídeo: Delegado Murillo Batalha
