PRIMEIRO JÚRI DO ANO
O número de feminicídios aumentou em Santa Catarina em 2025, na comparação com 2024. Uma a morte a mais. E nesta semana tivemos o primeiro júri popular do ano em Jaraguá do Sul, e justamente por tentativa de feminicídio, ocorrido em fevereiro de 2024. Esperava-se pelo menos 40 anos de prisão. No entanto, a sociedade representada no júri entendeu por 24 anos, 2 meses e 2 dias. O criminoso, após cumprir 55% da pena já poderá progredir de regime. Infelizmente.
CASA IZABEL
Causou estranheza e surpresa o fato de a Prefeitura de Jaraguá do Sul ainda não ter credenciado a Casa Izabel para o encaminhamento de mulheres vítimas de violência doméstica. Guaramirim, Massaranduba e Barra Velha já o fizeram. A Secretária Bianca Uber disse na RBN que a sua pasta já fez tudo o que era necessário, e que, talvez faltassem encaminhamentos nos setores jurídicos e administrativos. No Jurídico não é. O Procurador Benedito me disse que esses documentos ainda não chegaram no seu setor. E agora? Sobrou a Administração.
TRÂNSITO
A maior reclamação da semana esteve relacionada ao sistema binário das ruas Walter Marquardt e João Januário Airoso. O problema maior está no trecho entre os mercados da Cooper e Komprão, e isso não foi resolvido pela mudança. Pelo menos não por enquanto.
MARIETTO
O Diretor de Trânsito, Gilmar Marietto, falou várias vezes na RBN nesta semana e está confiante que “as coisas” vão se ajeitar nos próximos dias. Ele acredita que, aos poucos, as pessoas que normalmente se deslocam pela Walter Marquardt em direção a Barra, vão migrar gradativamente para a João Januário Ayroso, e assim desafogar o trecho que passa em frente a Prefeitura.
CARTAS NA MANGA
De qualquer forma, Marietto me disse que existem duas outras mudanças que poderão ser implantadas a partir da semana que vem, se o resultado esperado não for atingido. No entanto, com o ajuste da temporização dos semáforos e outras sinalizações que serão feitas hoje à noite e no fim de semana, acredita que não serão necessárias.
SOLUÇÕES
Como treinador de futebol palpitando sobre seu time do coração ou como engenheiro de trânsito, todo mundo tem soluções na ponta da língua para os problemas existentes. O meu pitaco seria inverter a Ponte da Madrid, fazendo com quem venha da Figueira ou Centro em direção a Barra, siga reto em direção ao Blue Chip e depois converta a esquerda na João Januário Ayroso. Mas aí acho que a pracinha teria que mudar de lugar. E para resolver os demais problemas que essa mudança traga, “chamem outros palpiteiros”. Brincadeiras à parte, com as mesmas ruas e mais carros, e sem elevados ou viadutos, não haverá solução por longo prazo.
TERCEIRIZADAS
A Prefeitura de Jaraguá do Sul rescindiu o contrato com uma das empresas terceirizadas que estava, novamente, atrasando o salário de seus colaboradores. E já não era sem tempo. Segundo o Sindicato, mais de 300 trabalhadores de duas empresas terceirizadas de Jaraguá do Sul e são Francisco do Sul, não receberam ainda seus salários de dezembro e nem os vales-alimentação.
SUGESTÃO
Toda a empresa terceirizada deveria prestar conta dos pagamentos de todos os seus compromissos, especialmente com trabalhadores, antes de receber o próximo repasse de dinheiro público. Talvez esse problema amenize. Há vários anos a redação a RBN vem recebendo reclamações de atrasos das mais variadas e diversas empresas terceirizadas.
NOVO COMANDO DA PM
Assumiu nesta sexta-feira o novo comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar em Jaraguá do Sul. Tenente-coronel Fernando Luiz Lopes é natural de Florianópolis e ingressou na Polícia Militar em 2006. Seja bem-vindo e bom trabalho.
KUZE
O até então comandante, Tenente Coronel João Kuze, encerra sua carreira no serviço ativo e passa para a reserva remunerada. Kuze sempre foi muito atencioso com a imprensa e sempre que procurado deu retorno rápido e respostas claras e sinceras para a comunidade. Esperamos que todos os comandos tenham essa disponibilidade e cordialidade. Boa sorte e sucesso nos novos projetos
SEGURANÇA
O jornalismo da RBN sempre esteve ao lado da PM, valorizando o trabalho e suas ações contra a criminalidade. É certo também que, pelo fato de darmos voz ao povo, talvez sejamos o único veículo que além de elogiar também veicule cobranças e críticas. E é possível que esta liberdade de expressão tenha desagrado algumas pessoas. Mas enfim, fazemos isso há 36 anos. Faz parte. Ossos do ofício.

