PRA ESCANTEIO
Chutados pra escanteio. Foi assim que algumas fontes nossas na política, gente próxima dos deputados Antídio Lunelli (MDB) e Carlos Chiodini (MDB), receberam a informação de que Jorginho convidou o prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO) para ser seu vice nas eleições deste ano. Depois de tanto namoro, foi mesmo um golpe muito duro. Não restaria muita coisa ao MDB nesta coligação, já que as vagas ao senado serão pleiteadas neste espectro por Carlos Bolsonaro, Esperidião Amim e Caroline De Toni. Vamos guardar pra ver a reação dos emedebistas.
MDB
Expurgando o MDB, que há muito tempo perdeu sua importância política no estado, Jorginho agrada a sua base ideológica mais fervorosa. Para um bom percentual de eleitores da direita essa aproximação com o MDB nunca foi engolida. Afinal, no cenário nacional, o MDB é aliado de primeira linha do presidente Lula. O Novo é oposição forte no cenário nacional e tem um alinhamento muito mais bolsonarista. Seria uma chapa puro sangue.
VERGONHA
Alguns emedebistas seguem em silêncio sobre o novo vice de Jorginho. Muitos não sabem onde se esconder. O partido ficou tão pequeno de tal forma que a reação, seja ela qual for, não fará nenhum efeito na candidatura Jorginho/Adriano. E agora? Uma das opções seria se abraçar com João Rodrigues e tentar uma vaga de vice. Ou voltar às suas raízes de esquerda. Pouco provável.
JOÃO RODRIGUES
Por falar em João Rodrigues (PSD), me parece muito quieto depois de tanto alarido com sua possível candidatura. Dá a impressão que João se desencorajou ao se deparar com os números das primeiras pesquisas. Sua primeira manifestação, equivocada ao meu ver, sobre a aproximação de PL e NOVO, foi criticar o prefeito Adriano. Começou errado.
MEDICINA
As notas divulgadas pelo MEC do Enamed são preocupantes. Três em cada dez concluintes de Medicina não estão em condições de exercer a profissão, segundo os dados. O Conselho Federal quer, inclusive, impedir a diplomação. Em Jaraguá do Sul a Estácio emitiu uma nota oficial sobre o Exame. A Prefeitura, que tem parcerias nos postos e hospitais com a instituição, também se manifestou. A matéria completa está no nosso site. Como foi dito esta semana, você pode perder muito dinheiro e ter muita dor de cabeça com engenheiros ou advogados desqualificados. Na medicina você confia a sua vida.
MAGIA
Marietto disse esta semana que não faz mágica, ao ser questionado por um munícipe que, segundo ele, imaginava o “sumiço dos carros” nos horários de pico após a implantação do binário. Segundo o Diretor de Trânsito, em entrevista na RBN, os carros vão continuar existindo e em número cada vez maior. Não tem milagres. Ele garante que muita gente está atravessando a cidade mais cedo com o novo binário. No entanto, algumas imagens feita nesta semana na Walter Marquardt e na João Januário Ayroso, mostraram uma realidade diferente
QUESTIONAMENTOS
Com o novo binário ainda em fase de adaptação, começaramm a surgir algumas dúvidas que deixam muita gente com a pulga atrás da orelha. Primeiro, a nova ponte do Brasão, que no entendimento de muitos, está sendo subutilizada, já que logicamente deveria seguir pela Francisco Huska em direção ao Bairro Chico de Paulo e BR 280. Segundo, o trecho em frente a empresa do Prefeito no Bairro São Luis, também ficou (no mínimo), muito estranho. A distância pra percorrer toda a aquela rotatória de quadra, até compensaria mais um tempo no semáforo. Terceiro, a não sequência de mão única na Walter Marquardt, com a manutenção dos dois sentidos da via na frente da Prefeitura, também parece beneficiar só quem trabalha alí. Ponderações de ouvintes que, na minha opinião, com algumas ressalvas, parece ter um certo fundamento e carecem de mais justificativas.
PONTES
Como já foi dito, sem pontes, elevados ou viadutos, o problema de Jaraguá do Sul nunca será resolvido. Naturalizamos a circulação de bitrens, rodotrens ou treminhões no meio da Vila Nova, em frente à Prefeitura, como se fosse tudo normal. Parece que boa parte das lideranças políticas de Jaraguá do Sul pensaram só em si e esqueceram a coletividade ao longo das últimas décadas. Jaraguá do Sul já deveria ter um contorno viário há muito tempo. No entanto, faltou vontade política e espírito público pra resolver problemas.
SUGESTÃO
Para o binário ser concluído e implementado de ponta a ponta, com sentido Barra/centro até a Rua 25 de julho, serão necessárias um novo acesso com ponte na região do Parque de Eventos, que poderia ter ao longo de sua extensão uma via verde e um grande parque de lazer. O Parque? Seria transferido para outro lugar.
NOVO PARQUE
Jaraguá do Sul merece um novo parque de eventos. Tem que ser em área afastada, com amplo estacionamento e que possa sediar grandes eventos, como a Schutzenfest, feiras de negócios, exposições e grandes shows nacionais, já que a Arena não comporta eventos musicais e não temos nem estádio municipal. É inadmissível que uma cidade tão rica, com 1,4 bilhão de orçamento, não tenha um local adequado e do seu nível para grandes eventos.
CULTURA DO PUXADINHO
Jaraguá tem uma cultura de ir acomodando as coisas, alinhando benefícios de uns e outros em prejuízo da coletividade e do dinheiro público. O prédio atual da nossa Prefeitura é o exemplo 1. Foi um negócio muito mal feito que empurrou ao município, galpões de uma indústria, construídos em cima de um ribeirão, que ao longo dos anos, de puxadinho em puxadinho se transformou no Paço Municipal. E agora, mais recentemente, quem passa por ali já percebeu, na frente da Prefeitura tem outro puxadinho em execução. Dois: O Parque de Eventos, que nem era da Prefeitura, foi incorporado ao espólio público após longos anos de batalha judicial com a Salvita, uma antiga Sociedade de Lavradores. Três: A Câmara negociou um presente de grego que teve que abandonar. E pior foi a decisão de doar para o governo do estado sem cogitar uma possível permuta por outro imóvel. E assim, até hoje, a Câmara de Vereadores da milionária cidade de Jaraguá do Sul, não tem prédio próprio. A Arena seria o exemplo 3, mas vamos deixar para outra oportunidade.
ABUSO INFANTIL
O número de ocorrências envolvendo estupro e abuso sexual de crianças e adolescentes em Jaraguá do Sul é algo tão ou mais surpreendente que a própria violência contra as mulheres. O alerta foi feito nesta semana pela ex-vereadora Nina Santin Camello e pela advogada do Instituto Borboletas, Luana Casanova. Naturalmente, pelo grau de sigilo que esses casos envolvem, os fatos não chegam ao conhecimento da imprensa. Mas seria muito útil para a sociedade que a Polícia Civil divulgasse os números semanais, mensais ou anuais. Precisamos urgentemente começar a debater este assunto.
COLUNA
Um leitor reclamou do teor ácido e muito crítico da coluna. Disse a ele que este é o objetivo. Para elogios, bajulações, rasgação de seda e puxa-saquismos tem várias outras opções por aí. Nosso foco é fomentar o debate para as melhorias necessárias, e não para contribuir para a acomodação conveniente.
Roni Oliveira é jornalista, radialista e advogado.
Apresenta os jornais Portal RBN (07h) e Plantão Meio-dia (12h).
Contatos: [email protected] | 3274-5555 | 98867-1127
