“O Agente Secreto” vence Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa

Por: Alison Correa

O cinema brasileiro voltou a ser protagonista no cenário internacional neste domingo, em Los Angeles. O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Língua Não Inglesa, superando produções da Europa e do Oriente Médio e reafirmando a força do Brasil na principal premiação do audiovisual mundial.

Estrelado por Wagner Moura, o filme concorreu com “Foi apenas um acidente”, “A única saída”, “Valor sentimental”, “A voz de Hind Rajab” e “Sirāt”. A estatueta foi entregue no palco por Orlando Bloom e Minnie Driver, que anunciou o título vencedor em português, arrancando aplausos do público.

Ao receber o prêmio, Kleber Mendonça Filho subiu ao palco acompanhado do elenco e da equipe, entre eles Alice Carvalho, Gabriel Leone e a produtora Emilie Lesclaux. Em um momento simbólico, o diretor se dirigiu ao público brasileiro: após iniciar o discurso em inglês, fez questão de falar em português e saudou o país com um emocionado “Alô, Brasil”.

A vitória marca mais um reconhecimento internacional recente ao Brasil. Em 2025, Fernanda Torres já havia sido premiada por sua atuação em “Ainda Estou Aqui”, reforçando uma fase de destaque da produção nacional no exterior.

Histórico brasileiro no Globo de OuroAntes de “O Agente Secreto”, o Brasil já havia figurado entre os vencedores da categoria. Em 1960, “Orfeu Negro” venceu como melhor filme estrangeiro, embora a estatueta tenha ficado oficialmente com a França, país coprodutor. O primeiro prêmio reconhecido como integralmente brasileiro veio em 1999, com “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Montenegro.

Ao longo das décadas, o país acumulou indicações importantes, mesmo sem vitória em alguns anos. Estiveram entre os concorrentes “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1979), “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1982), além da coprodução “O Beijo da Mulher-Aranha”, indicada a melhor filme de drama em 1986. Também figuraram nas disputas “Abril Despedaçado” (2002), “Cidade de Deus” (2003) e “Diários de Motocicleta” (2005).

Com a conquista de “O Agente Secreto”, o Brasil amplia sua trajetória de reconhecimento no Globo de Ouro e reafirma a relevância do cinema nacional em um dos palcos mais prestigiados da indústria audiovisual mundial.

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