Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (15) a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na postagem, publicada no X (antigo Twitter), em 3 de janeiro de 2026, Flávio atribui a Lula crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O senador também associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”. A decisão de Moraes, assinada em 13 de abril de 2026, atende a um pedido da Polícia Federal e conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, incluindo tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes em eleições. Segundo a Polícia Federal e a PGR, ao utilizar a expressão “será delatado”, o senador fez menção direta à colaboração premiada, imputando falsamente fatos criminosos ao chefe do Executivo em um ambiente virtual público.

Moraes enquadrou a conduta como crime de calúnia, com possibilidade de aumento de pena por ter sido cometida contra o presidente da República e divulgada em rede social. O ministro determinou o levantamento do sigilo dos autos, e a Polícia Federal terá prazo de 60 dias para realizar as diligências. A defesa do senador ainda não se manifestou.

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