Maduro desembarca em Nova York após operação dos EUA

Por: Alison Correa – Mundo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York na tarde deste sábado (3) após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos em Caracas, segundo informações do site MS Now e da agência Reuters. A detenção ocorreu durante a madrugada, e a ação fez parte de uma operação conduzida por forças de segurança americanas.

Em entrevista coletiva, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os próximos passos para a Venezuela ainda estão sendo definidos. Segundo ele, o país ficará sob o controle de um “grupo” designado por Washington até uma transição de poder, sem detalhar prazos ou como o arranjo será implementado.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, serão julgados em um tribunal de Nova York. Eles foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadores.

Trump também afirmou ter acompanhado “ao vivo” a captura, transmitida pelos agentes envolvidos na operação em Caracas, e revelou que o ataque planejado contra o governo venezuelano estava previsto para quatro dias antes, mas foi adiado por condições climáticas. Segundo ele, Maduro chegou a propor negociações para uma saída pacífica do poder, mas os EUA não aceitaram.

O transporte de Maduro e sua esposa ocorreu inicialmente por helicóptero até o navio de guerra USS Iwo Jima, posicionado no mar do Caribe, antes de seguirem para Nova York. O Iwo Jima é um navio de assalto anfíbio da Marinha americana, capaz de operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, além de conduzir operações terrestres com tropas e veículos.

Durante a madrugada, Caracas foi atingida por explosões e parte da cidade ficou sem energia elétrica. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. O governo venezuelano declarou estado de Comoção Exterior, convocou forças sociais e políticas a se mobilizarem e acusou os EUA de buscar a apropriação de recursos estratégicos do país, incluindo petróleo e minerais.

A pressão sobre o governo venezuelano começou em agosto, quando os EUA ofereceram US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Desde então, a presença militar americana no Caribe foi reforçada, e operações voltadas ao controle das reservas de petróleo venezuelanas foram intensificadas.

O governo de Caracas acusa os Estados Unidos de impor uma “guerra colonial” e defende o direito de exercer legítima defesa, convocando governos da América Latina e do Caribe a se solidarizarem com o país.

Músicas, notícias, promoções exclusivas, coberturas de shows e eventos e ações publicitárias no rádio e em vídeos para todas as plataformas digitais!

© 2023 RBN 94,3 FM. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por GB Dev – Agência de Websites