A Corte de Apelação de Roma decidiu nesta quinta-feira (26) aprovar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) para o Brasil. A informação foi confirmada pela defesa e comunicada ao Ministério das Relações Exteriores.
Os advogados da ex-parlamentar anunciaram que irão recorrer à Corte de Cassação italiana dentro do prazo de 15 dias. Serão apresentados dois recursos: um contra a extradição e outro questionando a imparcialidade dos juízes.
Caso a decisão seja mantida, Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”.
Durante o processo, o governo brasileiro apresentou documentos para garantir que a ex-deputada não sofreria violações de direitos humanos no sistema prisional. Já a defesa alegou perseguição política por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, argumentando que a condenação não teria sido justa.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo STF, acusada de financiar a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a investigação, o ataque foi executado por Walter Delgatti Neto, conhecido como “hacker de Araraquara”.
A decisão da Justiça italiana foi concluída há duas semanas, mas teve divulgação apenas agora, após atraso na publicação oficial.
Além desse caso, a Itália também analisa um pedido de extradição contra Eduardo Tagliaferro, investigado por suposta violação de sigilo funcional no Brasil. Ele ganhou notoriedade após divulgar mensagens internas relacionadas a investigações de desinformação. O ministro Alexandre de Moraes nega qualquer irregularidade.
