A RBN procurou as prefeituras da região em busca do procedimento adotado pelas Secretarias da Saúde, após a suspensão da vacina contra a dengue, do Instituto Butantan.
Em Schroeder, o Secretário da Saúde de Schroeder, Adrailton Suze, disse hoje no Programa Portal RBN que a vacina contra dengue, do Instituto Butantan, suspensa pelo Ministério da Saúde, foi aplicada somente em profissionais da saúde, e a princípio, não houve relatos de nenhuma situação adversa. Os adolescentes foram imunizados com a vacina da Takeda.
Em Jaraguá do Sul, a enfermeira Ana Kneip, destacou que a vacina foi aplicada somente em profissionais da saúde e cerca de 34% das pessoas vacinadas relataram leves efeitos colaterais como dor de cabeça e vermelhidão, sem gravidade. Por outro lado, esclareceu aos pais que a vacina aplicada para os adolescentes, em duas doses, são do Laboratório Takeda, e não houve nenhuma informação sobre efeitos colaterais ou reações adversas.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.
A suspensão vale apenas para a vacina produzida pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país.
Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.
A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.
Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.
Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados.
Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.
