Febre do Maruim: Jaraguá do Sul tem primeiro caso confirmado

Trata-se de um homem na faixa etária de 30 a 39 anos que apresentou sintomas da doença e teve resultado confirmado pelo Lacen. O paciente, que reside em região rural, passa bem

A Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que recebeu na tarde desta sexta-feira (14), da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), a confirmação do primeiro caso de Febre Oropouche (também conhecida como febre do maruim) no Município.
Trata-se de um homem na faixa etária de 30 a 39 anos que apresentou sintomas da doença e teve resultado confirmado pelo Lacen. O paciente, que reside em região rural, passa bem.

Diante desta primeira confirmação, a Secretaria da Saúde orienta sobre as medidas de prevenção e controle individuais e coletivas, que se concentram na redução das populações de mosquitos, identificando e eliminando os locais de reprodução e repouso dos vetores, sendo elas:

– Evitar locais de mata e beiras de rios ou áreas com transmissão, principalmente nos horários de maior atividade do vetor (entre 9 a 16 horas);
– Utilizar roupas compridas que minimizem a exposição aos vetores silvestres que cubram braços e pernas, sapatos fechados e principalmente fazer o uso de repelente e mosquiteiros (uso de telas em janelas de imóveis em área rural, silvestre e urbana próxima de matas);
– Limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo).

Sobre a doença:
A FO possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre,, o suposto vetor primário é o mosquito-pólvora ou maruim. No ciclo urbano, o homem é o principal hospedeiro e o vetor primário também é o maruim. Também o pernilongo ou muriçoca, pode transmitir o vírus neste ambiente.
Os sintomas geralmente são dor de cabeça, dor muscular e dor nas articulações. Outros sintomas são relatados como tontura, dor atrás dos olhos, calafrios, náuseas e vômitos. Não existe tratamento específico para a FO, sendo este apenas sintomático e suporte para os casos mais complicados. Não se recomenda a utilização de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico ou derivados e os anti-inflamatórios não esteroidais, pela possibilidade de gerar ou agravar quadros hemorrágicos.

Vigilância Epidemiológica da doença:
Conforme protocolo estadual, alguns pacientes moradores do município de Jaraguá do Sul que estiveram internados recentemente nos hospitais e tiveram exames negativos para as arboviroses Zika, Dengue e Chikungunya (ZDC) terão suas amostras analisadas para Febre do Oropouche (FO). A Vigilância Epidemiológica aguarda os resultados do LACEN para identificar se há novos casos de FO no município.

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