Exportações de Santa Catarina crescem 2,6% em setembro, mas ritmo desacelera

As exportações de Santa Catarina somaram 1 bilhão e 80 milhões de dólares em setembro, alta de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar do resultado positivo, o ritmo de crescimento desacelerou. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas externas chegaram a 9 bilhões e 500 milhões de dólares, crescimento de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os três principais produtos da pauta exportadora catarinense registraram queda nos embarques em setembro. As vendas de carne de aves recuaram 12,4%, as de carne suína caíram 15,6% e as exportações de soja diminuíram 17,4%.

Entre os produtos de maior valor agregado, o desempenho de motores e equipamentos elétricos ajudou a sustentar o resultado. As exportações de motores e geradores elétricos somaram 58 milhões e 700 mil dólares, alta de 15,3%. Já as vendas de partes de motores alcançaram 38 milhões e 100 mil dólares, crescimento de 54,9% sobre setembro de 2025.

Os efeitos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos também aparecem nos números do comércio exterior catarinense. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina, a cadeia da madeira é uma das mais afetadas, enquanto os equipamentos elétricos ainda conseguem manter parte da presença no mercado norte-americano.

Em setembro, Santa Catarina exportou 28 milhões e 700 mil dólares em produtos de madeira para os Estados Unidos. O valor é 40,7% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado, mas representa menos da metade dos 61 milhões e 200 mil dólares vendidos em setembro de 2024, antes das tarifas.

No total, as exportações catarinenses para os Estados Unidos somaram 105 milhões de dólares em setembro, queda de 39,9% em relação ao mesmo mês de 2024.

Nas importações, Santa Catarina registrou 3 bilhões e 150 milhões de dólares em setembro, crescimento de 6,99% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O avanço foi impulsionado principalmente pela metalurgia. As compras de metais não ferrosos cresceram 42,5%, com destaque para o cobre refinado e o alumínio em formas brutas.

A China ampliou sua participação nas importações catarinenses no acumulado do ano, passando de 42,3% para 42,7%. As compras de produtos chineses cresceram 10,5%, impulsionadas por itens como pneus, autopeças, guindastes, aquecedores elétricos, motocicletas e fios sintéticos.

Na direção contrária, as importações de produtos dos Estados Unidos recuaram 9,2%, para 1 bilhão e 440 milhões de dólares. Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, os números mostram que o comércio de Santa Catarina com os Estados Unidos encolheu tanto nas exportações quanto nas importações.

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