A eleição realizada neste domingo (4) definiu os novos integrantes de 54 das 81 cadeiras do Senado Federal para o período de 2027 a 2035. A renovação alcança dois terços da Casa, conforme previsto no sistema de alternância adotado pela Constituição. Das vagas em disputa, 40 serão ocupadas por novos representantes, enquanto outras 14 permanecerão com senadores que conseguiram a reeleição. Entre os 32 parlamentares que tentaram continuar no cargo, 14 obtiveram novo mandato, o equivalente a 43,7%.
A mudança na composição do Senado já era esperada antes mesmo da apuração, já que parte dos atuais ocupantes das cadeiras em disputa não concorreu novamente ao cargo. Ao final da votação, a renovação foi ampliada com a derrota de 18 senadores que buscavam permanecer na Casa.
Os senadores reeleitos foram:
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Cid Gomes (PSB-CE)
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Eduardo Gomes (PL-TO)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Lucas Barreto (PSD-AP)
- Marcelo Castro (MDB-PI)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
As outras 27 vagas do Senado permanecem ocupadas por parlamentares eleitos em 2022, com mandato até janeiro de 2031. Mesmo assim, haverá mudanças em algumas cadeiras devido a senadores que disputaram outros cargos. Entre eles estão Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR), eleitos governadores, além de Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), que avançaram para o segundo turno nas disputas estaduais.
Maior número de mulheres eleitas para o Senado
A eleição de 2026 também marcou um recorde histórico na participação feminina no Senado. Do total de 54 vagas em disputa, 12 serão ocupadas por mulheres, o maior número de senadoras eleitas em uma única eleição desde a redemocratização. Até então, o recorde era de 2002, quando oito mulheres foram escolhidas para a Casa. Em 2018, última eleição em que dois terços do Senado foram renovados, sete mulheres haviam sido eleitas.
Com o novo resultado, a bancada feminina deverá passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, considerando também suplentes que estejam no exercício do mandato. O número representa 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Outro marco ocorreu no Distrito Federal, que elegeu duas mulheres para o Senado no mesmo pleito pela primeira vez na história.
As novas senadoras eleitas são:
- Acre: Mara Rocha (Republicanos)
- Alagoas: Marina JHC (PSDB)
- Amapá: Rayssa Furlan (Podemos)
- Ceará: Luizianne (Rede)
- Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
- Goiás: Gracinha Caiado (União)
- Minas Gerais: Marília Campos (PT)
- Pernambuco: Marília Arraes (PDT)
- Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)
- Roraima: Teresa Surita (MDB)
- Santa Catarina: Carol de Toni (PL)
Os novos senadores e senadoras tomarão posse em fevereiro de 2027 e terão mandato até 2035.
Mudança no cenário estadual
Com a eleição de Rayssa Furlan pelo Amapá, o Piauí passa a ser o único estado brasileiro que nunca elegeu uma mulher para uma cadeira titular no Senado.
A presença feminina na Casa vem crescendo gradualmente nas últimas décadas. No início dos anos 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a cinco em 1995, dez em 2007 e 14 em 2015. Em 2026, o Senado chegou ao maior número de mulheres em sua história, com 16 parlamentares em exercício.
