A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS) divulgaram posicionamento defendendo que mudanças estruturais na economia brasileira sejam construídas com responsabilidade, previsibilidade e amplo diálogo.
As entidades afirmam que temas como relações de trabalho e tributação precisam ser debatidos com base em estudos técnicos, avaliação de impactos e participação dos setores envolvidos, evitando decisões tomadas apenas por circunstâncias políticas ou de curto prazo.
Segundo a CNDL e a UNECS, o comércio e os serviços reconhecem a importância das discussões em andamento no Congresso Nacional, mas alertam que reformas com impacto sobre trabalhadores, consumidores e empresas precisam considerar os efeitos na economia como um todo.
Jornada 6×1 e relações de trabalho
Sobre a proposta de mudanças nos modelos de jornada de trabalho, as entidades afirmam que a busca por melhores condições aos trabalhadores deve estar acompanhada da preservação dos empregos, da competitividade das empresas e da sustentabilidade dos negócios.
A CNDL e a UNECS destacam que o setor de comércio e serviços possui características específicas, com atividades que dependem de funcionamento em horários diferenciados, incluindo finais de semana e feriados.
Para as entidades, uma mudança uniforme para todos os setores pode gerar impactos nos custos operacionais, na oferta de empregos formais, na produtividade e até nos preços ao consumidor.
A defesa é por uma modernização das relações trabalhistas baseada em maior flexibilidade, fortalecimento da negociação coletiva e segurança jurídica, permitindo soluções adequadas para cada segmento econômico.
Tributação de compras internacionais
As entidades também manifestaram preocupação com mudanças relacionadas à tributação das compras internacionais de pequeno valor.
Segundo a CNDL e a UNECS, o desafio é encontrar equilíbrio entre a proteção ao consumidor e a garantia de condições iguais de concorrência para empresas brasileiras que geram empregos, investem no país e recolhem impostos.
As organizações defendem que qualquer alteração no modelo atual seja precedida por análises sobre impactos na arrecadação, competitividade do comércio nacional, cadeia de abastecimento, empregos e poder de compra da população.
Pedido de diálogo e segurança jurídica
No posicionamento, as entidades destacam que o atual cenário econômico, marcado por juros elevados, restrições ao crédito, inadimplência das famílias e desafios fiscais, exige prudência antes da adoção de medidas que possam alterar o ambiente de negócios.
Para a CNDL e a UNECS, decisões sem avaliação adequada podem aumentar custos, pressionar preços e afetar consumidores e trabalhadores.
As entidades reforçam que modernizar a economia brasileira é necessário, mas defendem que esse processo seja construído com base em evidências, diálogo e segurança jurídica.
A CNDL e a UNECS afirmam que continuarão participando dos debates para buscar soluções que fortaleçam as empresas, preservem empregos, valorizem o trabalho e contribuam para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.
