Chuvas intensas elevam para 47 o número de mortos na Zona da Mata mineira

As tempestades que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais provocaram 47 mortes e deixaram dezenas de pessoas desaparecidas, conforme balanço mais recente divulgado pelas autoridades que atuam nas operações de resgate. Desde o início da crise, 208 pessoas foram localizadas com vida e retiradas de áreas de risco.

O impacto também é expressivo no número de desalojados e desabrigados. Em Juiz de Fora, município mais afetado, cerca de 3,5 mil moradores precisaram deixar suas casas, segundo dados da prefeitura.

As forças de segurança mantêm nove frentes de trabalho simultâneas nas áreas atingidas. Ao todo, 125 bombeiros participam das buscas e do atendimento às vítimas. As equipes seguem empenhadas na localização de desaparecidos e na remoção de moradores de imóveis ameaçados por deslizamentos.

Juiz de Fora registra 41 das 47 mortes confirmadas até o momento. O município também reúne o maior número de pessoas desaparecidas. Entre os corpos localizados nas últimas horas estão vítimas encontradas nos bairros Paineiras, Esplanada e Vila Ideal. A cidade enfrenta uma situação crítica, com bairros inteiros afetados por deslizamentos de terra e alagamentos. Em Ubá, foram confirmadas seis mortes e duas pessoas seguem desaparecidas. Já em Matias Barbosa, não há registro de óbitos ou desaparecidos até o momento, apesar dos danos provocados pelas chuvas.

De acordo com a Defesa Civil de Juiz de Fora, já foram registradas 772 ocorrências relacionadas ao período chuvoso. A região Leste lidera o número de chamados, com 248 registros, seguida pelas regiões Norte (150), Sul (119), Sudeste (115), Centro (56), Nordeste (43) e Oeste (41). Os dados evidenciam o volume expressivo de instabilidades no solo, cenário comum em períodos de chuva intensa e prolongada, especialmente em áreas com ocupação irregular ou declividade acentuada.

Especialistas em gestão de riscos destacam que o acumulado elevado de chuvas aumenta significativamente a probabilidade de deslizamentos e desabamentos, sobretudo em encostas e regiões com drenagem deficiente. A orientação das autoridades é que moradores fiquem atentos a sinais como rachaduras em paredes, inclinação de postes e árvores, além de estalos no terreno.

A Defesa Civil mantém monitoramento constante das áreas vulneráveis e reforça a importância de acionar os órgãos responsáveis diante de qualquer indício de risco. Com dezenas de desaparecidos e milhares de pessoas fora de casa, o cenário na Zona da Mata mineira ainda inspira preocupação. As operações de busca continuam e o número de vítimas pode ser atualizado nas próximas horas, conforme o avanço dos trabalhos das equipes de resgate.

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