A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha “Todos contra o VSR – Proteção desde o Início” para ampliar a conscientização sobre a prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e uma das principais causas de pneumonia em crianças pequenas.
Segundo a entidade, o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que, somente neste ano, foram registrados 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo vírus, com 246 mortes confirmadas. A maior parte dos casos ocorreu entre crianças com menos de dois anos de idade.
A SBIm destaca que a melhor forma de proteger os bebês nos primeiros meses de vida é por meio da imunização. Uma das estratégias é a vacinação da gestante a partir da 28ª semana de gravidez, permitindo que os anticorpos sejam transferidos ao bebê ainda durante a gestação.
Outra forma de proteção é o uso de anticorpos monoclonais, indicado principalmente para bebês prematuros e crianças pequenas que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
A campanha reúne vídeos com depoimentos de médicos e de famílias que enfrentaram complicações causadas pelo VSR, além de materiais educativos voltados aos profissionais da saúde e à população. A iniciativa também inclui conteúdos informativos em redes sociais, videoaulas e um site com orientações sobre prevenção e imunização.
Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes e oferece o anticorpo monoclonal a bebês prematuros de até seis meses e a crianças menores de dois anos com determinadas condições de saúde. A SBIm recomenda que a avaliação sobre a necessidade de proteção seja feita em conjunto com o pediatra, especialmente para outros grupos de crianças que possam se beneficiar da imunização.
A campanha conta com o apoio de instituições nacionais e internacionais ligadas à saúde, entre elas a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Unicef, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Conasems e a ONG Prematuridade.com.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
