A Câmara Municipal de Jaraguá do Sul quer que a Prefeitura avalie em conjunto com a Celesc, a viabilidade técnica e econômica da implantação e ampliação da rede de distribuição de energia elétrica subterrânea no município. A sugestão foi discutida durante a sessão desta segunda-feira (3).
A proposta prevê que o estudo priorize regiões com maior concentração de moradores, intenso fluxo de veículos e pedestres e locais que registram interrupções frequentes no fornecimento de energia.
Entre os argumentos apresentados está a possibilidade de aumentar a confiabilidade do sistema elétrico. Como a fiação ficaria abaixo do solo, a rede estaria menos sujeita a problemas provocados pela queda de galhos, contato com árvores, animais, fenômenos climáticos e acidentes envolvendo postes.
Além da maior proteção da infraestrutura, a indicação destaca que a tecnologia pode reduzir custos de manutenção ao longo do tempo e diminuir riscos para as equipes responsáveis pelos reparos, já que parte dos serviços deixaria de ser realizada em altura.
O texto reconhece, no entanto, que a implantação de redes subterrâneas exige investimento inicial mais elevado do que o sistema convencional e que atualmente não há incentivos específicos na regulamentação do setor elétrico para ampliar esse tipo de infraestrutura.
Por isso, a sugestão é que Prefeitura e Celesc realizem um levantamento para identificar quais regiões poderiam receber o sistema, considerando critérios técnicos, custos e os benefícios para a população.
A proposta segue uma tendência já adotada em outras cidades brasileiras. Em Curitiba (PR), por exemplo, a administração municipal desenvolve um programa de revitalização urbana que prevê a retirada gradual de postes e da fiação aérea em trechos do Centro Histórico e de outras áreas estratégicas, substituindo a estrutura por redes subterrâneas com o objetivo de melhorar a paisagem urbana, aumentar a segurança e modernizar a infraestrutura.
As indicações apresentadas na Câmara não têm força de lei e funcionam como sugestões ao Poder Executivo, que decide se realizará ou não os estudos e a eventual implantação da medida.
