O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (11) a liquidação extrajudicial da Dank Sociedade de Crédito Direto, instituição financeira com sede em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A medida foi tomada após a autoridade monetária identificar um grave comprometimento da situação econômico-financeira da empresa, além de violações consideradas sérias às normas legais que regulam o funcionamento de instituições desse tipo no sistema financeiro nacional.
Segundo comunicado oficial divulgado pelo BC, a decisão foi formalizada por meio de ato assinado pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo. No mesmo documento, foi designada a empresa Faccio Administração para atuar como liquidante, responsável por conduzir o processo de encerramento das atividades e pela administração dos ativos e passivos da companhia durante a liquidação.
A Dank estava classificada no Segmento 5 do sistema de estratificação do Banco Central, grupo que reúne instituições financeiras de menor porte e que não possuem perfil bancário tradicional. Esse segmento inclui principalmente entidades não bancárias, com atuação mais restrita e estrutura operacional simplificada dentro do sistema financeiro.
As Sociedades de Crédito Direto (SCDs) são fintechs autorizadas pelo Banco Central a conceder empréstimos utilizando recursos próprios, sem a possibilidade de captar depósitos ou investimentos diretamente do público. Para operar no país, essas empresas precisam comprovar a origem dos recursos utilizados nas operações e demonstrar capacidade econômico-financeira compatível com as atividades desempenhadas. O modelo foi criado para ampliar a oferta de crédito e estimular a inovação no setor financeiro.
O Secretário Municipal da Fazenda de Jaraguá do Sul, Tiago Coelho Przywitowski, enviou uma nota para a redação da RBN ontem à noite, informando que, apesar da veiculação do seu nome pelo Banco Central, não tem nenhum vínculo com o banco digital liquidado. Segundo ele, a Dank Sociedade de Crédito Direto, foi vendida para outros acionistas em 2023, e desde então, deixou de exercer qualquer função ativa na operação do banco. Acrescentou que a continuidade do seu nome no processo decorre de pendências burocráticas no Banco Central, que ainda não foram resolvidas.
